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Luiz Marinho articula programa de crédito a motoristas e motociclistas

Financiamento para compra de veículos é discutido na esteira da uberização

04/05/2025 | 20:15
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FOTO: Matheus Itacarambi / MTE
FOTO:  Matheus Itacarambi / MTE Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Em meio a discussões relacionadas ao fim da chamada uberização e da criação de uma regulamentação específica para o setor, que garanta direitos previdenciários a motoristas e motociclistas, outra proposta deve entrar na esteira dos debates sobre a pauta. Luiz Marinho (PT), ministro do Trabalho e Emprego, sugere a criação de linhas de créditos para os profissionais autônomos, vinculados a aplicativos de mobilidade e de entregas. “Discutimos a possibilidade de um processo de financiamento tanto para motofretista quanto para os motoristas. A ideia é que eles possam adquirir o seu próprio bem e, desta forma, garantir uma condição mais favorável para poder sustentar a família”, disse ao Diário.

Marinho afirmou que tem tratado do assunto internamente com o governo para a proposta avançar. No entanto, não deu prazos para que seja colocada em prática e passe a beneficiar essa categoria de trabalhadores. O ministro sustentou ainda que a proposta inicial de regular o setor construída, segundo ele, pela classe trabalhadora e as empresas que operam o serviço, precisa avançar com mais celeridade na Câmara Federal. 

“Estou para organizar uma conversa com o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) a fim de discutir com ele a viabilidade de pautar esse projeto, que já tem o relatório da Comissão de Indústria e Comércio pronto. É só questão de dar organicidade na retomada dessa pauta na Casa e preparar a votação nessa comissão, ver quais outras comissões que tramitaria para criar condições discutíveis de lideranças”, explicou o petista, ao afirmar que o campo de tramitação correto é o Congresso Nacional e não o Ministério do Trabalho e Emprego.

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De acordo com Marinho, uma grande empresa de entregas e que agrega motofretistas o procurou para retomar as discussões. “Há o entendimento de que a forma como está é muito perigoso para os trabalhadores”, disse. O ministro garantiu que está articulando com Gleisi Hoffman, ministra de Relações Institucionais, uma conversa mais ampla para dar celeridade ao projeto. 




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