Projeto, que foi relatado pelo deputado Alex Manente, vai agora para sanção presidencial
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A Câmara dos Deputados aprovou ontem projeto de lei complementar que regulamenta a securitização da dívida ativa da União, dos Estados e dos municípios. A proposta será enviada à sanção presidencial. A securitização é uma espécie de venda com deságio dos direitos de receber uma dívida, tributária ou não.
O Projeto de Lei Complementar 459/17, do Senado, prevê que a operação de venda da dívida ao setor privado será considerada operação de venda definitiva de patrimônio público e não operação de crédito. Essa operação de crédito é proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
O relator do projeto em Plenário, deputado Alex Manente (Cidadania), afirmou que a proposta dá à União, aos Estados e aos municípios capacidade de investimento sem gerar ou aumentar imposto, além de fazer com que o poder público tenha capacidade de investimento com valores recebíveis que não foram pagos. “Entes e subentes têm algo em torno de R$ 5 trilhões a receber. Esse dinheiro é dificilmente recuperado devido modelo que existe atualmente”, explicou.
O texto proíbe cada ente federado de “vender a dívida” na parcela que cabe a outro ente por força de regras constitucionais de repartição de tributos, como o ICMS dos estados com os municípios de seu território e o Imposto de Renda e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da União com estados e municípios.
Do total de recursos obtidos com a cessão dos direitos sobre os créditos da administração, 50% serão direcionados a despesas associadas a regime de previdência social e a outra metade a despesas com investimentos. Essa regra consta da Lei de Responsabilidade Fiscal.
SOCIEDADE
Uma das formas, a mais usual, de se realizar essa transação é a criação de uma SPE (sociedade de propósito específico) pelo ente federado que vai ceder os créditos. Essa cessão à SPE poderá ser feita com dispensa de licitação.
O próximo passo é a SPE emitir títulos que representam parcelas da dívida, geralmente misturando dívidas com mais potencial de pagamento com outras de menor potencial de quitação com o objetivo de equilibrar o risco para o investidor.
Conforme o devedor do débito for pagando o parcelamento, parte desse dinheiro fica com o investidor comprador do título representativo da dívida e outra parte vai para a administração, o chamado deságio.
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