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Dia dos Namorados gera expectativa de bons lucros

Proprietários de bares e restaurantes projetam faturamento maior que o obtido na mesma data do ano passado

Da Redação
03/06/2024 | 20:47
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FOTO: André Henriques/DGABC, 2022

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Levantamento da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) revela otimismo com o Dia dos Namorados, data mais importante no ano para a maioria dos bares e restaurantes. Para 60% dos estabelecimentos, o Dia dos Namorados é considerado uma data importante ou muito importante para o faturamento. A pesquisa revelou otimismo entre os empresários, com 74% deles estimando um aumento no faturamento em comparação com a mesma data de 2023. Mais de dois terços (66%) esperam faturar até 30% a mais neste ano. 

“O Dia dos Namorados é uma data crucial para muitos estabelecimentos, e estamos confiantes de que este ano trará resultados positivos na maioria do País. No entanto, é claro que temos de citar o Rio Grande do Sul, onde a situação é gravíssima e precisa de atenção”, afirma Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

Em abril de 2024, a pesquisa apontou que 26% dos estabelecimentos trabalharam com prejuízo no Brasil; em março, eram 25%. Por outro lado, 36% dos empresários reportaram lucro (estável em relação aos 35% de março), enquanto 38% ficaram em equilíbrio financeiro. A pesquisa ouviu um total de 2.748 empresários de todo o País. 

O índice de inflação acumulado entre maio de 2023 e abril de 2024, medido pelo IPCA, foi de 3,69%. Quando questionados sobre a capacidade de reajustar os preços dos cardápios para acompanhar a inflação, 18% dos empresários conseguiram reajustar os preços, mas abaixo da inflação, 34% conseguiram reajustar os preços somente para acompanhar a inflação, 10% conseguiram reajustar os preços acima da inflação e 38,0% não conseguiram reajustar os preços. “A inflação continua sendo um desafio significativo, e muitos empresários estão lutando para ajustar seus preços sem perder clientes”, ressalta Solmucci.

A pesquisa também abordou a questão dos atrasos nos pagamentos, como encargos, impostos e aluguel, revelando que 40% dos empresários admitiram ter pagamentos em atraso. Entre os que não estão em dia, destacam-se: impostos federais (72%), impostos estaduais (53%) e empréstimos bancários (38%). 




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