
Tim Burton e boa parte de seus filmes; Guillermo Del Toro e seu O Labirinto do Fauno; M. Night Shyamalan e seu A Dama na Água; todos eles autopsiaram a fantasia, a examinaram de cima abaixo, mas sem abrir mão de seus protocolos e de seu encanto para poder teorizar sobre ela. Chega a ser meio inacreditável, depois de tudo isso, o que Ponte para Terabítia propõe.
No filme há um casal de crianças, quase pré-adolescentes: o menino Jesse (Josh Hutcherson), artista plástico mirim, e a menina Enter (Anna Sophia Robb), recém-chegada à escola. Juntos eles inventam, de brincadeirinha, um mundo chamado Terabítia. Num passe de mágica, dão com os costados lá, certo dia, e encontram árvores falantes e pequenos mamíferos carnívoros. E, é claro, intrigas palacianas, pelo bem da adrenalina.
Em vez de reinventar a fantasia, Ponte para Terabítia fica no meio do caminho entre o enlevo totalizante de As Crônicas de Nárnia e de se assumir como auto-de-fé da imaginação, no mesmo teor do jurássico A História Sem Fim. Enfim, na medida para quem adorou o primeiro Nárnia – alguém que idolatra esse filme; isso, sim, é que é fruto da imaginação – e está impaciente para a estréia do segundo capítulo, programada para 2008.
PONTE PARA TERABÍTIA (Bridge to Terabithia, EUA, 2007). Dir.: Gabor Csupo. Com Josh Hutcherson, Anna Sophia Robb. Estréia nesta sexta-feira no ABC Plaza 1, Shopping ABC 3, Extra Anchieta 4, Mauá Plaza 1 e 4, Central Plaza 10, Unibanco Arteplex 4 e circuito. Duração: 95 minutos. Classificação indicativa: livre.Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.