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Mauá registra primeira morte por dengue na região em 2024

Vítima da doença morreu em fevereiro, era mulher e tinha entre 35 e 49 anos; Grande ABC tem 1.539 casos confirmados neste ano

Renan Soares
04/03/2024 | 14:58
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Atualizada às 16h11 do dia 4/3/24

A cidade de Mauá registrou a primeira morte por dengue da região em 2024. A vítima mauaense era mulher e tinha entre 35 e 49 anos, outro óbito em São Bernardo segue em investigação. As informações foram divulgadas no painel de controle da doença da SES (Secretaria Estadual de Saúde) que, até esta segunda-feira (4), já registrou 1.539 casos confirmados da arbovirose no Grande ABC, que ainda conta com 2.139 em investigação. 

Santo André registra até o momento o com maior número de casos confirmados na região, com 478 no total. Mauá aparece com números bem próximos, com 440 notificações positivas. Na sequência aparecem São Bernardo (205), São Caetano (191), Diadema (184), Ribeirão Pires (36) e Rio Grande da Serra (5). Já o Estado de São Paulo chegou a 138.259 casos confirmados para a arbovirose, sendo que 79.000 seguem em investigação. 

O governo estadual confirmou 31 mortes no total. Além de Mauá, outras cidades registraram óbito pela doença, sendo elas: Bariri (2); Bauru (1); Bebedouro (1); Bragança Paulista (1); Campinas (1); Franca (1); Guarulhos (1); Marília (3); ; Parisi (1); Pederneiras (2); Pindamonhangaba (2); Restinga (1); Ribeirão Preto (2); São Paulo (2); Suzano (1); Taubaté (2); Tremembé (1); e Votuporanga (1). 

PLANO

Após alta nos casos da dengue, a Prefeitura de Mauá instituiu em fevereiro o Plano Municipal de Contingência para o Enfrentamento das Arboviroses, como Zika, chikungunya, febre amarela e a enfermidade causada pelo Aedes aegypti. Trata-se de um conjunto de atividades relacionadas à vigilância epidemiológica, controle de zoonoses e assistência médica, cuja intensificação e integração devem resultar em maior eficiência e eficácia no controle das arboviroses no município, e que já está em vigor.

Entre as programações conduzidas estão o fortalecimento da Sala de Situação, com atividade permanente no monitoramento das ações desenvolvidas na cidade contra a reprodução do mosquito. O Comitê deverá fazer encontros regulares para acompanhar o resultado da união de esforços. Também estão previstas as vistorias constantes em empresas com depósitos de pneus e outros produtos que possam acumular água.

No fim de fevereiro, após ser nomeado o novo presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, o prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), afirmou em sua posse que quer uma política de prevenção integrada entre as cinco prefeituras que compõem o colegiado, visando mitigar os números relacionados a dengue.

“A questão fundamental é o combate ao mosquito. Cerca de 80% dos locais onde esse mosquito se desenvolve são espaços privados, são nas casas das pessoas. É importante o trabalho dos agentes de controle de zoonoses e das prefeituras da região. Fizemos uma cartilha digital que vai ser divulgada com o intuito de capacitar as pessoas para que elas possam olhar em suas residências e garantir que não tenha criadouro a multiplicação do mosquito”, disse ele na época.

Para auxiliar a população e evitar fake news que circulam nas redes sociais sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o governo estadual lançou o portal “Dengue 100 Dúvidas”. O site reúne 100 perguntas e respostas para esclarecer dúvidas frequentes em relação à prevenção, transmissão, cuidados e as diferenças de uma doença para outra. O acesso está disponível no link: www.dengue100duvidas.sp.gov.br

DIA D

O Dia D de mobilização nacional contra a dengue aconteceu no último sábado (2) em todo o Brasil. A iniciativa do Ministério da Saúde uniu governo federal, estados, municípios, agentes comunitários e de combate às endemias, profissionais da saúde e a população brasileira para reforçar as ações de prevenção e eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Dados da pasta confirmam que cerca de 75% dos criadouros estão dentro das casas, como em vasos de plantas, caixas d’água, calhas, pneus ou garrafas. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, participou de ação no município de Serra, no Espírito Santo.

Segundo a Pasta, o aumento no número de casos neste período do ano não era esperado, considerando as tendências históricas, que indicam o pico das epidemias entre março e abril. Os motivos para esta situação diferente do esperado têm raízes múltiplas, mas as alterações climáticas, em especial na época de chuvas, e a mudança nos sorotipos circulantes da dengue, são alguns dos principais fatores. Desde o início de 2024 até agora, um milhão de casos suspeitos de dengue foram notificados no país, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. 




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