Eleições 2024 Pré-candidato em busca da reeleição, petista aparece em primeiro nos dois cenários analisados
Celso Luiz/DGABC

Pré-candidato à reeleição em outubro de 2024, o prefeito José de Filippi Júnior (PT) lidera a disputa pelo Paço de Diadema em levantamento realizado pelo Paraná Pesquisas, a pedido do Diário, entre os dias 20 e 22 de dezembro. O petista aparece em primeiro lugar nos dois cenários propostos pelo instituto. Em ambos, o oponente mais competitivo é Taka Yamauchi (MDB).
No primeiro cenário estimulado, quando o pesquisador apresenta os nomes de todos os candidatos, 31,4% dos entrevistados disseram que votariam em Filippi caso a eleição fosse hoje. Taka aparece com 19,8%. Na sequência, vêm Márcio da Farmácia (Podemos), com 12,1%, Lauro Michels (PV), com 9,6%, Vaguinho do Conselho (sem partido), com 2%, e Gesiel Duarte (Republicanos), com 1%.
Além disso, 16,3% dos eleitores ouvidos revelaram que não escolheriam nenhum dos candidatos, votariam em branco ou anulariam. Não souberam ou não quiseram responder 7,8% dos entrevistados. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
Filippi também lidera o cenário 2, com menos concorrentes e o mais próximo da realidade eleitoral. Neste caso, tem 32,8% das intenções de voto, seguido de Taka (23%), Márcio da Farmácia (16%) e Gesiel Duarte (1,5%). Nesta situação, 17,6% disseram que não escolheriam nenhum deles, votariam em branco ou anulariam. Nove por cento não souberam ou não quiseram responder à pesquisa.
O atual prefeito de Diadema também leva vantagem na consulta espontânea, quando os eleitores são instados a responder a pergunta sobre em quem votariam se a eleição fosse hoje, mas não são apresentados a nenhum nome. Filippi aparece com 12,7% e Taka tem 5,1%. Também foram citados Márcio da Farmácia (0,5%), Lauro Michels (0,3%), Pablo Marçal (0,3%), Vaguinho do Conselho (0,3%) e outros nomes, que, juntos, somaram 0,7%. Não souberam ou não quiseram responder, 70,8% dos ouvidos. Disseram que não vão votar em ninguém, vão votar em branco ou anular 9,3%.
Os pesquisadores do instituto Paraná também mediram a rejeição dos pré-candidatos, questionando os entrevistados sobre em qual dos nomes apresentados eles não votariam de jeito nenhum se o pleito fosse hoje. Lauro Michels, que já foi prefeito de Diadema por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020, liderou as respostas, com 33,3%.
O atual prefeito aparece na segunda posição entre os pré-candidatos mais rejeitados, com 26,8% das menções. Na sequência, vêm Vaguinho do Conselho (14,7%), Márcio da Farmácia (14,1%), Taka Yamauchi (12,4%) e Gesiel Duarte (11,9%). Seis por cento dos entrevistados disseram que poderiam votar em todos eles e 21,9% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa mostra que, se fosse hoje, a eleição em Diadema seria definida em dois turnos, pois nenhum dos candidatos somaria 50% dos votos válidos mais um, condição para definir o pleito na primeira volta. O instituto consultou 612 diademenses com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de dezembro. O grau de confiança nos resultados é de 95%.

Administração do atual prefeito é aprovada por 51,3% da população
A maior parte dos eleitores de Diadema ouvidos no levantamento do Paraná Pesquisas apoiam a condução da atual gestão municipal. Ao serem perguntados se, de maneira geral, aprovam ou desaprovam a administração do prefeito José de Filippi Júnior (PT), 51,3% dos consultados disseram aprová-la. Outros 43,6% afirmaram desaprová-la. Não souberam ou não quiseram responder 5,1% das pessoas. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
O perfil do eleitor diademense que mais aprova a gestão do petista, ainda de acordo com o levantamento do Paraná Pesquisas, é formado por mulheres (52,3%), com 60 anos ou mais (54,8%), com ensino fundamental (55,1%) e católicos (54,9%). Já a maioria dos que não aprovam o governo de Filippi é integrada majoritariamente por mulheres (44%), de 35 a 44 anos (45,5%), com ensino superior (49,2%) e evangélicos (52,5%).
Em relação a pesquisa idêntica promovida pelo mesmo instituto em abril, o percentual de eleitores que aprovam o governo Filippi oscilou positivamente um ponto, dentro da margem de erro, passando de 50,3% para 51,3%. Já o número de diademenses que desaprovam a administração apresentou ligeiro recuo, também dentro da margem de erro, indo de 44,8% a 43,6%. Oito meses atrás, 4,9% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar, proporção que agora passou a ser de 5,1%.
O instituto Paraná também pediu aos entrevistados que fornecessem uma avaliação ao governo de Filippi, refinando ainda mais o resultado. A maior parte, 28,3%, disse que se tratava de uma administração regular. Na sequência, apareceram os quesitos boa (27,5%), péssima (23,4%), ruim (10,1%) e ótima (7,8%). Não souberam ou não quiseram responder aos entrevistadores 2,9% das pessoas.
Quando comparados o levantamento atual com o de abril, os percentuais avançaram entre os que consideram a gestão ótima (de 6,5% para 7,8%), boa (de 26,3% para 27,5%) e péssima (de 22% a 23,4%) e recuaram entre os que a acham ruim (de 14,1% a 10,1%). Os entrevistados que avaliam a administração de Filippi regular atualmente são exatamente os mesmos 28,3% dos de oito meses atrás. Os que não souberam ou não quiseram responder foram de 2,8% para 2,9%.

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