Filha de Lilith Em entrevista exclusiva, artista independente fala sobre polêmica da música Lilith ser supostamente plagiada por J. Perry e Claudia Leitte
Foto: Wendell Nunes

“Não sou costela de Adão, não. Eu sou filha de Lilith”. Este verso da cantora e compositora são-bernardense Bea Duarte tem conquistado espaço no cenário musical brasileiro. A artista de 26 anos constrói narrativas que despertam empoderamento feminino e tem sucessos com a música Lilith e Mar, inclusive, o clipe da última ingressou no Top 10 do Youtube. Além disso, ela integrou o time do programa Canta Comigo da Record TV.
Recentemente, o nome de Bea ficou em alta nas redes sociais por ter sido uma possível vítima de plágio. A polêmica surgiu com o lançamento da canção Liquitiqui Remix, composta por Claudia Leitte, Jay Perry, Kess Dieffenthaler, Michael Brun e Neel Dwalla. Fãs apontam semelhanças do trabalho com a música Lilith, da artista independente, lançada em 31 de outubro de 2021. Já a versão original de Liquitiqui foi lançada em 3 de junho de 2022.
“É um cenário complexo. Além de cantora e compositora, faço análises musicais. Então quando ouvi essa música, seria difícil não entender as semelhanças. Podem existir coincidências sim, mas podem não ser. É algo que deve ser conversado. Essa é uma situação que ainda estou absorvendo”, explica Bea, durante entrevista exclusiva ao Diário.
Em resposta, a assessoria de Claudia divulgou nota à imprensa, declarando que “a canção Liquitiqui possui construção melódica e composição absolutamente diferentes, o que não justifica a acusação infundada de plágio”.
Carreira de Bea Duarte
Inspirada em sua mãe e no livro Mulheres que Correm com os Lobos, Bea compôs as notas para o seu primeiro EP, lançado neste ano, Mulheres que Correm. Nele, a jovem aborda lutas das mulheres em meio a sociedade e para isso, traz a personagem Lilith, conhecida como deusa da lua negra.
“Faço parte da bruxaria natural e a Lilith veio como a minha deusa mãe. Trouxe essa figura justamente pelo lado da sombra feminina e que falta no mundo. A sombra masculina é elogiada, mas é sempre exigido que a mulher seja ‘quietinha e boazinha’. No entanto, nós também temos raiva e temos que nos impor. Por isso escolhi a energia dessa personagem”, ressalta a cantora.
Sua obra é recheada de canções autorais em busca de ter voz no mundo como mulher. Durante conversa com a artista, ela nos conta que muitas vezes a criatividade vem de sessões de terapia. “É como se eu vivesse constantemente naquelas noites que tomamos um bom vinho, conversamos com amigos e temos epifanias. Quando essa epifania chega é que sinto a música fluir”, salienta.
Confira o clipe de Lilith, de Bea Duarte:
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