Cultura & Lazer Titulo Filha de Lilith

De São Bernardo, Bea Duarte se destaca na cena musical com força feminina

Em entrevista exclusiva, artista independente fala sobre polêmica da música Lilith ser supostamente plagiada por J. Perry e Claudia Leitte

Bianca Fávero
22/12/2023 | 15:12
Compartilhar notícia
Foto: Wendell Nunes
Foto: Wendell Nunes Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


“Não sou costela de Adão, não. Eu sou filha de Lilith”. Este verso da cantora e compositora são-bernardense Bea Duarte tem conquistado espaço no cenário musical brasileiro. A artista de 26 anos constrói narrativas que despertam empoderamento feminino e tem sucessos com a música Lilith e Mar, inclusive, o clipe da última ingressou no Top 10 do Youtube. Além disso, ela integrou o time do programa Canta Comigo da Record TV.

Recentemente, o nome de Bea ficou em alta nas redes sociais por ter sido uma possível vítima de plágio. A polêmica surgiu com o lançamento da canção Liquitiqui Remix, composta por Claudia Leitte, Jay Perry, Kess Dieffenthaler, Michael Brun e Neel Dwalla. Fãs apontam semelhanças do trabalho com a música Lilith, da artista independente, lançada em 31 de outubro de 2021. Já a versão original de Liquitiqui foi lançada em 3 de junho de 2022. 

“É um cenário complexo. Além de cantora e compositora, faço análises musicais. Então quando ouvi essa música, seria difícil não entender as semelhanças. Podem existir coincidências sim, mas podem não ser. É algo que deve ser conversado. Essa é uma situação que ainda estou absorvendo”, explica Bea, durante entrevista exclusiva ao Diário. 

DGABC

Em resposta, a assessoria de Claudia divulgou nota à imprensa, declarando que “a canção Liquitiqui possui construção melódica e composição absolutamente diferentes, o que não justifica a acusação infundada de plágio”. 

Carreira de Bea Duarte

Inspirada em sua mãe e no livro Mulheres que Correm com os Lobos, Bea compôs as notas para o seu primeiro EP, lançado neste ano, Mulheres que Correm. Nele, a jovem aborda lutas das mulheres em meio a sociedade e para isso, traz a personagem Lilith, conhecida como deusa da lua negra. 

“Faço parte da bruxaria natural e a Lilith veio como a minha deusa mãe. Trouxe essa figura justamente pelo lado da sombra feminina e que falta no mundo. A sombra masculina é elogiada, mas é sempre exigido que a mulher seja ‘quietinha e boazinha’. No entanto, nós também temos raiva e temos que nos impor. Por isso escolhi a energia dessa personagem”, ressalta a cantora. 

Sua obra é recheada de canções autorais em busca de ter voz no mundo como mulher. Durante conversa com a artista, ela nos conta que muitas vezes a criatividade vem de sessões de terapia. “É como se eu vivesse constantemente naquelas noites que tomamos um bom vinho, conversamos com amigos e temos epifanias. Quando essa epifania chega é que sinto a música fluir”, salienta. 

Confira o clipe de Lilith, de Bea Duarte: 

Confira o clipe de Liquitiqui, de Claudia Leitte:




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;