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Bomba-relógio Marcelo Lima
Por Da Redação
Do Diário do Grande ABC
02/12/2023 | 07:00
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Gilmar/DGABC


A confirmação da cassação do ex-vice-prefeito de São Bernardo Marcelo Lima (PSB) se materializou em problema real para o prefeito Orlando Morando (PSDB). O tucano foi empurrando com a barriga a situação desde a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), uma vez que os trâmites da Câmara Federal adiaram a retirada oficial do mandato do socialista. Agora, Morando não tem como adiar mais o enfrentamento. Marcelo era o plano A de boa parte do governo para ser candidato à sucessão no ano que vem. A cassação, em que pese o socialista dizer que não foi por corrupção, praticamente mina as possibilidades de um projeto eleitoral – articuladores do tucano creem que em uma campanha com pouco tempo (45 dias) fica inviável desconstruir a imagem de que Marcelo foi cassado em menos de um ano de mandato. Por ora, o que Morando tem feito é ignorar Marcelo em suas redes sociais e agendas públicas – ao contrário do socialista, que faz questão de ressaltar a parceria.

Novo queridinho

Desde o julgamento que culminou na cassação do mandato do ex-deputado federal Marcelo Lima (PSB), o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), tem impulsionado politicamente o presidente da Câmara e primo do socialista, Danilo Lima (PSDB). Em praticamente todos os eventos de peso do governo Danilo está presente – muitas vezes como o único vereador e com direito a discurso. Nos corredores do Paço, essa movimentação de Morando é comentada como sinal do tucano de que Danilo está na liderança da preferência para ser o candidato governista.

Prós e contras

O fato de Danilo Lima ser do PSDB é um fator positivo nessa briga interna de assumir a candidatura governista – Morando já avisou que o candidato à sucessão será do tucanato. Ser primo de Marcelo Lima também, pois seria uma alternativa familiar para manutenção da parceria. Porém, o fato de ser novato na Câmara e na política – Danilo está em seu primeiro mandato – e ter conflito com alguns vereadores da base de sustentação podem pesar contra o tucano.

A justificativa

Ainda falando de Marcelo Lima, aliados de Morando viram com surpresa o posicionamento do agora ex-deputado federal de culpar o PT pela sua cassação. Justamente porque Marcelo teve a ficha abonada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), número 2 do governo de Luiz Inácio Lula da SIlva (PT).

Ele não

Os organizadores da manifestação contra a família Bolsonaro durante a entrega de título de cidadão ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) não esconderam o descontentamento com Ananias Andrade, ex-candidato a vereador pelo PT e que, durante a solenidade na Câmara, chamou Bolsonaro de “genocida” e foi retirado da Casa. Para os organizadores, Ananias agiu de forma isolada na tentativa de capitalizar politicamente sozinho a manifestação.

Esperança e enigma

Recado enigmático foi postado pelo ex-prefeito de Diadema Lauro Michels (PV) em suas redes sociais. Ele diz que jamais é para acreditar em “esperança” dos homens, mas, sim, na “esperança” de Deus. A palavra “esperança” é justamente o mote das campanhas de outdoor do diretor presidente da SPObras, Taka Yamauchi, pré-candidato a prefeito de Diadema pelo MDB.

Olho no tucanato

Com a pré-campanha a prefeito de Diadema efetivamente colocada na rua, o ex-deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos) já tem atraído figuras do PSDB da cidade. Um dos quadros históricos do partido no município, o ex-vereador Zé Dourado foi visto em agendas junto ao ex-parlamentar.




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