Investigação O homem, que utilizava cadeira de rodas e estava com o pescoço imobilizado por um colar cervical, foi empurrado e chutado diversas vezes
FOTO: Reprodução

Dois seguranças foram demitidos após agredir fisicamente um paciente dentro do Hospital de Urgência de São Bernardo. As imagens da violência, registradas por câmeras de segurança da unidade, circularam nas redes sociais e mostram o homem, em uma cadeira de rodas e com colar cervical, sendo empurrado e chutado diversas vezes na recepção do hospital durante a madrugada da última quarta-feira (21).
O vídeo mostra o paciente aparentemente exaltado, gesticulando e falando ao celular, quando é abordado por um dos seguranças. Após um breve desentendimento, o funcionário o empurra com força, derrubando-o no chão. Mesmo após a queda, o homem continua sendo agredido, com chutes e empurrões. Outro segurança presencia a cena, mas não tenta impedir a violência.
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A Prefeitura de São Bernardo se manifestou por meio de nota, na qual repudia o episódio e informa que os agora ex-funcionários eram terceirizados. “A empresa de segurança foi notificada, os seguranças foram desligados e serão reforçadas as orientações e treinamentos para todos os colaboradores de segurança e controladores de acesso”, diz o comunicado. A administração ainda afirmou que não compactua com nenhum tipo de violência e que está tomando todas as medidas administrativas para que situações como essa não se repitam. LEIA MAIS: Com portas abertas, HU de São Bernardo aumenta em 111% atendimentos
Ainda segundo a Prefeitura, o paciente utilizava cadeira de rodas por cautela, conforme protocolo aplicado em determinadas situações de atendimento nas unidades de saúde. O caso gerou forte reação por parte da Comissão de Direitos Humanos da OAB de São Bernardo. O presidente da comissão, o advogado Ariel de Castro Alves, classificou a agressão como “covarde” e levantou a possibilidade de enquadramento do segurança no crime de tortura. “Ao submeter uma pessoa com deficiência, um cadeirante, a intenso sofrimento físico e psicológico, o autor das agressões pode responder por crime de tortura. Já o outro segurança que presenciou e nada fez pode responder por omissão diante da prática de tortura”, afirmou. A comissão também informou que vai oficiar a Prefeitura solicitando a reavaliação do contrato com a empresa de segurança responsável pelo serviço no hospital, para averiguar os critérios de contratação e capacitação dos profissionais. “Quem se dirige a um hospital procura atendimento e acolhimento e não agressões e violência”, destacou Ariel.
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