
O atleta Adhemar Ferreira da Silva morreu na manhã desta sexta-feira em São Paulo, aos 73 anos, depois de uma parada cardíaca. O campeão do salto triplo, que quebrou sete vezes recordes mundiais, foi o único atleta brasileiro a conquistar duas medalhas de ouro nas olimpíadas. Adhemar estava internado desde domingo no Hospital Santa Isabel, no centro da capital paulista. Ele era diabético e estava com broncopneumonia. O corpo do atleta está sendo velado na Assembléia Legislativa e o enterro acontece às 10h deste sábado no cemitério Chora Menino, em Santana.
O reconhecimento mundial de Adhemar veio nas Olimpíadas de Helsinque, em 1958. Ele conquistou a primeira medalha olímpica de ouro brasileira, ao dar seis saltos e quebrar quatro vezes seu próprio recorde mundial.
Em Melboune, em 1995, o atleta superou o recorde mundial de 16,22m no salto triplo, atingindo a nova marca de 16,56m. Ele venceu sua prova com a distância de 16,35m. Na época, sua conquista foi a única na delegação brasileira, composta por 44 atletas.
Adhemar nasceu no bairro operário de Casa Verde, na zona Norte de São Paulo, em 29 de setembro de 1927. Era filho único de um ferroviário e de uma cozinheira.
Próximo de completar 19 anos, conheceu, através de um amigo, uma pista de atletismo, em plena função, e se interessou pelo salto triplo.
Ele foi pentacampeão sul-americano e tricampeão pan-americano (1951,1955 el959). Venceu o campeonato luso-brasileiro, em Lisboa em 1960. Foi dez vezes campeão brasileiro, tendo mais de 40 títulos e troféus internacionais.
Adhemar se formou como escultor pela Escola Técnica Federal de São Paulo (1948), em Educação Física na Escola do Exército, Direito na Universidade do Brasil (1968) e Relações Públicas na Faculdade de Comunicação Social Cásper Libero (1990). Falava fluentemente inglês, francês, alemão, italiano, espanhol e português.
Já em 1956, o atleta foi ator na peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes, e no filme franco-italiano Orfeu do Carnaval, em l962, que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro.
Atualmente, Adhemar trabalhava para o Estado e fazia parte da organização do GranPrix de Atletismo, que acontece em maio no Brasil.
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