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Paraná Pesquisas diz que maioria dos brasileiros reprova viagens de Lula

Levantamento mostra críticas ao volume de saídas do presidente do País

Raphael Rocha
17/10/2023 | 06:25
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Ricardo Stuckert/PR
Ricardo Stuckert/PR Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 A maioria dos eleitores brasileiros reprova o volume de viagens internacionais feitas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontou levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas. Conforme o estudo, 50,4% dos entrevistados criticaram as saídas de Lula do País, enquanto 44,1% aprovaram – 5,5% não souberam ou não responderam.

O instituto ouviu 2.020 eleitores em 26 Estados e Distrito Federal (em 162 municípios brasileiros) entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

O perfil do público que mais rejeitou as viagens internacionais de Lula é composto por homens (53,6%), de 45 a 59 anos (53,8%), com Ensino Médio completo (53,9%) e da região Sul (58,4%).

DGABC

Já o perfil de quem aprova a situação é de mulheres (45,1%), com 16 a 24 anos (58,5%), com Ensino Superior completo (47,2%) e do Nordeste (54%).

De janeiro a setembro, Lula fez 14 viagens internacionais para 20 países diferentes – o número de nações superou o volume visitado pelo seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL). Entre os países da lista estão Argentina, Estados Unidos, China e países do continente africano como Angola e África do Sul.

A quantidade de viagens internacionais igualou o recorde de Lula de 2007 - e ambas foram as maiores para um presidente da República desde a redemocratização do Brasil, em 1985. Em seus três mandatos (2003-2006, 2007-2010 e o atual), Lula visitou 84 países no total. 

Lula suspendeu as agendas internacionais devido à cirurgia no lado direito do quadril e à intervenção cirúrgica nas pálpebras. A expectativa do departamento médico que cuida do presidente é a de que o petista retome as agendas normais só em 2024 - por enquanto, as participações de Lula devem ficar restritas a videoconferências e agendas menores.

A alegação do Planalto é a de que o País tem tentado recuperar o protagonismo internacional depois de anos de reclusão de Bolsonaro, que restringiu a política externa do Brasil.




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