
A sala de aula onde morreu, na quarta-feira, Miguel Cestari Ricci, 9 anos, foi lavada antes da chegada dos peritos, conforme apontam as primeiras perícias realizadas pela Polícia Civil de São Paulo na Escola Adventista do Embu.
De acordo com o delegado Carlos Eduardo Ceroni, responsável pela investigação do caso, tal constatação foi feita por meio de testes com o reagente químico luminol, que revelou o local das manchas, já limpas.
O trabalho de peritos e médicos-legistas mostrou, ainda, que a vítima foi assassinada com um tiro à queima-roupa proveniente de um revólver calibre 38. Para a polícia, o tiro foi disparado por outra criança do mesmo colégio. A arma ainda não foi encontrada.
Ao todo, 21 pessoas já foram ouvidas pela polícia, entre alunos, funcionários e o diretor da escola onde ocorreu o crime.
As aulas foram suspensas na Escola Adventista em luto à criança e devem ser retomadas na segunda-feira. Em nota, o colégio disse que a maior preocupação é com a família do garoto. "Neste momento de dor e de grande perda, a equipe de professores e funcionários de nossa escola está procurando dar toda atenção e apoio à família da vítima — um menino de 9 anos — do terrível acidente ocorrido perto das 12h desta quarta-feira."
O corpo de Miguel foi enterrado no final da tarde de ontem no Cemitério São Paulo, na Zona Oeste da Capital paulista.
O caso — Por volta das 12h de quarta-feira, professores e funcionários do colégio ouviram um barulho de tiro e encontraram Miguel baleado dentro de uma sala de aula. Atingido no abdome, o menino foi socorrido e levado ao Hospital Family, em Taboão da Serra, onde passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.
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