Fechar
Publicidade

Sábado, 4 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Executivo terá de explicar criação de cargos


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/06/2011 | 07:12


A Câmara de Diadema agendou reunião com a secretária de Educação, Lúcia Couto, para debater projeto de lei que cria 240 cargos de professores a serem preenchidos por concurso público. O encontro entre a titular da Pasta e os vereadores está marcado para quinta-feira, às 10h, e servirá para evitar possível desgaste entre a Prefeitura e parte do Legislativo.

O texto foi protocolado na semana passada com pedido de urgência pelo prefeito Mário Reali (PT). Apesar disso, a Casa decidiu não incluir a propositura na pauta dos trabalhos de ontem, adiando por pelo menos uma semana a votação do item. Internamente, os parlamentares querem explicações sobre a necessidade da abertura dos postos de trabalho durante a polêmica negociação salarial com os servidores públicos.

O líder de governo no Legislativo, Orlando Vitoriano (PT), disse que, dependendo do entendimento do encontro, o projeto poderá entrar na ordem do dia da sessão na quinta-feira. "Ouviremos tudo que ela tem a falar. E nada impede que a gente coloque o texto para a votação depois da reunião. Será questão de consenso."

A ideia, porém, não foi aceita por parte do bloco de sustentação. A equipe do Diário apurou que alguns parlamentares defendem a proposta de aguardar a rodada de negociações entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos antes de incluir a matéria na ordem do dia da próxima sessão.

A única vereadora a reclamar publicamente do encaminhamento do processo foi a petista Irene dos Santos. "Não faz sentido ter um projeto desse no meio das reuniões com o sindicato. O governo poderia muito bem ter mandado esse projeto depois de finalizada a rodada de negociações com o funcionalismo", criticou. Irene antecipou que irá questionar a secretária sobre a real necessidade da Secretaria de Educação em contratar os profissionais do setor.

A Prefeitura prevê aumento de R$ 2,5 milhões na folha salarial da administração já para este ano. Esse valor inflaria a relação entre receita corrente líquida e despesa com pessoal de 50,59% para 50,9%, próximo do limite prudencial estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de 51,3%. O Paço utiliza essa limitação financeira como empecilho para não majorar a proposta salarial oferecida ao funcionalismo.

O Executivo defende que a verba adicional consta no Orçamento aprovado pela Câmara no ano passado.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;