Alívio Dos 183 casos confirmados nas sete cidades, 133 pacientes já se recuperaram e 50 seguem em isolamento; em duas semanas, doença cresceu 22% na região
Cynthia S. Goldsmith/Agência Brasil

Dos 183 moradores da região infectados pela varíola dos macacos, 133 estão curados da doença, ou seja, sete em cada dez pacientes já se recuperaram, segundo informações das prefeituras do Grande ABC. Os outros 50 casos confirmados seguem em isolamento domiciliar, acompanhados pelos órgãos de saúde dos municípios. (Veja dados por cidades na tabela)
O infectologista do Hospital Adventista Silvestre, Bruno Zappa explica que por mais que a monkeypox ainda não tenha nenhum tratamento específico, apenas medicações para alívio dos sintomas, a doença é considerada autolimitada (com começo, meio e fim). O médico ressalta que os sintomas como lesões na pele, febre, dores musculares, entre outras manifestações, costumam ter duração de duas a quatro semanas. "Os casos de maior agravamento estão atrelados, em sua maioria, às pessoas imunossuprimidas, como pacientes transplantados, com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças menores de 8 anos", reforça o infectologista.
Até o momento, o Ministério da Saúde confirmou duas mortes em decorrência da doença, sendo um paciente do Rio de Janeiro e outro de Minas Gerais ambos possuíam comorbidades.
O médico destaca ainda que a doença possui baixa mortalidade e que a única semelhança com a Covid-19 é a transmissão. "As semelhanças entre os dois vírus param por aí. A monkeypox infecta predominantemente a pele, enquanto a Covid é uma doença respiratória", finaliza Bruno Zappa.
Para controlar a disseminação da patologia já está sendo comercializada mundialmente a vacina contra a monkeypox.
O Ministério da Saúde comprou no fim de julho 50 mil doses do imunizante, que devem chegar ao Brasil na última quinzena deste mês inicialmente as unidades serão aplicadas em pessoas que lidam com materiais contaminados e grupos de risco específicos. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a previsão é que até o segundo semestre de 2023 o País tenha uma vacina nacional para combater a doença.
"Existem vacinas disponíveis, mas o número de doses ainda é muito baixo e vai demorar algum tempo até chegar a toda população. Enquanto o imunizante não é disponibilizado, existem algumas formas de prevenção, como evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele ou com alguém contaminado, realizar a higienização das mãos, não compartilhar objetos pessoais, entre outras ações", alerta a infectologista Maria Isabel Moraes Pinto.
ALTA NOS CASOS
Mesmo com grande número de pacientes recuperados e nenhum óbito registrado na região, os casos de monkeypox cresceram 22% nas últimas duas semanas. Foram registrados 150 diagnósticos no dia 1°de setembro, enquanto até ontem as prefeituras contabilizaram 183 casos. Santo André segue como a cidade do Grande ABC com mais casos, com 63 no total. O município andreense é seguido por São Bernardo (49), Diadema (31) e Mauá (18) única cidade com criança infectada pela monkeypox na região.

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