Economia Titulo Oportunidade
Grande ABC gera 3.418 vagas de emprego em abril

São Bernardo foi o município com maior número de postos criados; setor de serviços se destacou no período

Nilton Valentim
07/06/2022 | 08:14
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Gabriel Inamine/PMSBC


O Grande ABC gerou 3.418 vagas de emprego formais (com carteira assinada) no mês de abril. O número corresponde ao saldo de contratações e demissões ocorridas no período, de acordo com o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho. No País, foram criadas 196.966 colocações.

No indicativo por cidades, São Bernardo foi a mais produtiva da região, com saldo de 1.609 vagas. Santo André vem em segundo, com 582, seguida por São Caetano, com 568 (veja os números da região na tabela ao lado).

Na classificação por ramo de atividade, o destaque fica para o setor de serviços, que apresentou saldo de 1.874 vagas. Com resultado positivo em seis das sete cidades, apenas Ribeirão Pires teve deficit de uma vaga. O comércio veio na sequência, com 777 e a construção civil registrou 618. O segmento industrial ficou na quarta colocação, com 142 postos.

No País, o saldo foi de 196.966 novos empregos. No quarto mês do ano ocorreram 1.854.557 admissões e 1.657.591 desligamentos.

De acordo com o Novo Caged, no acumulado de 2022 o saldo está em 770.593 empregos, número que decorre de um total de 7.715.322 admissões e de 6.944.729 desligamentos. Este saldo é 3,6% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo o secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Bruno Dalcolmo, esse saldo negativo "é testemunho de maior base; de um maior estoque de empregos, portanto é natural que o percentual de crescimento diminua ao longo do tempo", disse ao comentar que, no cenário de 2022, "não há expectativa de que se gere o mesmo número de empregos do ano passado, quando foram criados mais de 2 milhões de postos".

Dalcolmo explica que 2021 foi um "histórico positivo" resultante de fatores como a recuperação da economia após a Covid-19 e a atuação dos benefícios que visaram a manutenção do emprego e da renda. "Dito isso, a expectativa para 2022 é bastante positiva, com criação entre 1,5 milhão e 2 milhões de empregos (até o fim do ano)".

Em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas foram registrados saldos positivos em abril, com destaque para o setor de serviços, que gerou 117.007 postos, distribuídos principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.

O comércio gerou 29.261 novos postos, enquanto a indústria teve saldo de 26.378 postos concentrados principalmente na indústria de transformação (saldo de 22.520 postos). O setor de construção apresentou saldo de 25.341 postos.

No setor da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura diminuiu o número de empregos formais, com o total de desligamentos (96.842) ficando maior do que o de admissões (95.820). O saldo ficou negativo, com 1.021 empregos a menos.

Todas as cinco regiões brasileiras tiveram saldo positivo, com uma variação entre 0,32% (Região Sul, com 25.102 novos postos) e 0,72% (Região Centro-Oeste, com 25.598 novos postos). Na Região Sudeste foram criados 101.279postos (alta de 0,48%, na comparação com o mês anterior); no Nordeste foram 29.813 novos postos (0,45%); e na Região Norte foram 12.023 novos postos (0,62%).

Entre as unidades federativas, São Paulo foi quem teve melhor saldo, com 53.818 novos postos (0,42% a mais, na comparação com março); seguido do Rio de Janeiro, com 22.403 postos (0,69%); e de Minas Gerais, com 20.059 postos (0,46%).




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