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Os desafios da indústria brasileira


Do Diário do Grande ABC

09/01/2022 | 08:19


A indústria brasileira entra em 2022 em situação preocupante e perspectivas pouco animadoras. Em setembro, completou o terceiro trimestre seguido de queda e dados do estudo Desempenho da Indústria no Mundo, da CNI (Confederação Nacional da Indústria), mostram que a participação do Brasil no valor adicionado da indústria de transformação chegou ao menor patamar da série histórica, com índice de 1,32%. Agora, o País é apenas o 14º mais relevante no ranking. Exportações também estão em queda, desde 2017, e hoje temos somente 0,78% de participação no total dos negócios pelo mundo.


Descontrole nos custos é questão de vida ou morte para grande parte das empresas. Disparada nos preços de energia, commodities, logística e câmbio irreal, além dos juros para o crédito, tornaram a produção praticamente inviável. Produzir, no Brasil, está caro demais. Muitos não têm como financiar manufatura e, mesmo para quem ainda tem fôlego para ligar as máquinas, não está compensando, porque o preço do produto acaba proibitivo para o consumidor. No início de dezembro, a CNI entregou ao presidente Jair Bolsonaro 44 propostas para retomada da atividade industrial e o documento é bem claro ao sugerir soluções tributárias, como prorrogação do prazo de vencimento nas certidões negativas de débitos e pagamento dos saldos credores de impostos federais. Também demanda soluções para o crédito com recurso para o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e linhas de capital de giro com recursos dos fundos constitucionais, além de participação mais efetiva do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).


São providências necessárias, mas muito pouco perto do que precisamos para sair definitivamente do buraco. Indústria brasileira nunca chegou a ser competitiva de fato e a tempestade perfeita que enfrentamos nos últimos anos acabou expondo totalmente nossas muitas fragilidades. Medidas paliativas são indispensáveis, claro, para amparar todo setor em dificuldades, mas o mais importante é utilizar o momento para desenhar política industrial ao futuro. O Brasil tem que ter plano de longo prazo que resolva deficiências crônicas, como infraestrutura defasada, burocracia, sistema tributário inviável e relações trabalhistas do século passado. E essas questões não são novidade, bem como é antiga a incapacidade de implantar soluções. Temos que estimular a retomada com ações pontuais, é claro, mas o foco principal deve ser direcionar o país para desenvolvimento sustentável, que realmente eleve o Brasil a outro patamar. E é impossível dar esse salto sem indústria forte e moderna.

Marcio Grazino é empresário e diretor da empresa Maximu’s Embalagens Especiais, situada em Ribeirão Pires.


PALAVRA DO LEITOR

Fonte
Você quer irritar um bolsominion? Escuta tudo que ele tiver para falar, todas as asneiras. Quando ele terminar, pergunte o seguinte: ‘Qual é sua fonte?’ O fanático vai te ofender até a terceira geração, vai falar que você é esquerdista, comunista, vai mandar você para Venezuela, Cuba. Se você mantiver a calma e perguntar de novo ‘qual é a fonte’, ele vai dizer que é o Google. Só isso: Google, sem informar o artigo, a pesquisa. E se você perguntar se ele verificou a veracidade da informação, além de não ter feito isso, é capaz de ele não saber o que é veracidade.
Madson Marques
Diadema


Telegram
Li neste Diário que a Justiça Eleitoral do Brasil tem novo desafio, que é o aplicativo Telegram, por onde os bolsonaristas podem continuar com as fake news (Política, dia 4). O medo é que pode servir de palanque virtual e disseminação de desinformação, o que tem sido comum a eles. Como existe a dificuldade de punir os responsáveis pelo aplicativo, que estão em outro país e sem sede no Brasil, sugiro que a punição seja ao candidato que usar de má-fé. E não adianta ser com multas, porque o que não falta a esse pessoal é dinheiro. Ilegal, mas eles têm. A cada mentira, menos tempo na TV e até anular uma porcentagem de votos recebidos pelo mentiroso. Ou vetar o uso desse aplicativo por aqui até o fim das eleições. Se não agir com rigor, será nova farra para os mentirosos fãs do mentiroso mor.
Manoel Cunha
Mauá


Barulho
Peço, por gentileza, à Prefeitura de Santo André que dê uma passada pela Vila Silvestre e converse com o dono do depósito de areia e pedra Hipólito, na Rua Camões, e novamente o oriente a movimentar o comércio apenas após as 8h, em horário comercial. Ele havia maneirado com essa prática, mas dias 4 e 7 autorizou o funcionamento de caminhões às 6h50, com barulho, o que atrapalha o sono dos moradores vizinhos, e ainda com mau cheiro da fumaça expelida pelos veículos. Que possamos viver em paz em nossos lares neste novo ano e ele siga com seu comércio, mas respeite a vizinhança.
Samuel Maia
Santo André


Férias?
Divertir-se despreocupadamente com a ‘familícia’ em praias pelo Brasil – com dinheiro nosso, claro, e ainda sem ter a menor preocupação como os alagamentos e mortes na Bahia –; andar de jet ski o dia todo; ir a parque em Santa Catarina. E não quer que chama de férias, porque é ‘maldoso’ (Política, dia 5)? Assim disse o inominável: ‘É maldoso quem fala que estou de férias’. Disse mais: ‘Dou minhas fugidas de jet ski, dou lá os cavalos de pau no carro lá no Beto Carrero’. Depois foi se internar em hospital de luxo dizendo-se ‘obstruído’. Deveria sim era se internar para implantar humanidade, compaixão, empatia, discernimento, boa vontade, humanidade, bondade, inteligências e tantas outras coisas que faltam a esse genocida. Até quando ainda vamos aguentar?
Janaína Novelin
Ribeirão Pires
 



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