
Para homenagear o santo, considerado padroeiro dos negros, procissões percorrem as ruas e praças das principais cidades, sempre ao som do tambor de crioula, manifestação de origem africana existente apenas no Maranhão. Os homens tiram as toadas de tambores feitos com troncos de árvores, cujo ritmo do batuque contagia as coureiras – mulheres vestidas com turbantes e saias rodadas, que dançam e cantam louvores ao santo. Um choque de barriga, chamado umbigada, serve de senha para que as dançarinas se revezem no centro da roda.
A comemoração, antigamente conhecida como Festa dos Pretos, era celebrada desde antes da abolição da escravatura e tinha caráter pagão. Depois, foi incorporada ao calendário da igreja católica, que hoje promove o cortejo, com direito a missa solene e apresentações de dança típica.
Em setembro é a vez do município balneário de São José do Ribamar mostrar sua devoção ao santo que dá nome à cidade, com a realização de ritos religiosos, shows, bailes de reggae e apresentações folclóricas. Mais de 100 mil pessoas prestigiam o evento, cujo ponto principal também é a igreja, localizada no Centro.
Como não poderia deixar de ser, em se tratando do Maranhão, um personagem ilustre marca presença na maior parte das festas, sejam elas pagãs ou religiosas. Trata-se do bumba-meu-boi, cujas roupas, decoradas com fitas bordadas, dão um colorido pra lá de especial à animada orquestra de maracás, chocalhos, tambores e pandeiros que o acompanha. Outras informações sobre as festas no Maranhão podem ser obtidas na Secretaria de Turismo do Estado, pelo telefone (0XX98) 217-4097.
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