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Divergência não significa a barbárie


Do Diário do Grande ABC

24/10/2021 | 09:16


Victor Hugo, escritor francês do século XIX, já advertia sobre os riscos da oratória fácil. Ativista pelos direitos humanos, ele cunhou frase que permanece atual: ‘As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade’. Nada mais correto. No último dia 14, ao tentar desqualificar mensagem do arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, para quem ‘Pátria amada no pode ser Pátria armada’, o deputado Frederico d’Ávila excedeu-se. Da tribuna da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), o parlamentar dirigiu pesadas ofensas ao papa Francisco, ao arcebispo Brandes e à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Após esse episódio, o colegiado dos bispos brasileiros endereçou carta aberta à Alesp, a mim – que ocupo a presidência do Parlamento estadual – e à população brasileira, rejeitando ‘fortemente as abomináveis agressões’ proferidas pelo parlamentar.


Em nome do Parlamento paulista, repudio todo e qualquer uso de palavras que ultrapassem a tênue linha que separa a crítica da grosseria gratuita, extrapolando os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar, concedida aos representantes públicos eleitos. Todo excesso no uso da liberdade de expressão acaba por agredir este mesmo direito, pilar fundamental da democracia, que é consagrada como bem maior da sociedade brasileira. Para político, o dom da palavra é direito inalienável. Mas que encontra limites no respeito pessoal e na própria lei. Não comporta, portanto, a irresponsabilidade e o crime. Da tribuna fala o povo, que, por cultura da sociedade brasileira, comunga da união e do amor ao próximo, independentemente do seu credo. A tribuna é ponto de convergência, permitindo opiniões contrárias, mas jamais a pregação do ódio.


Em nome da Assembleia, rogo pedido expresso de desculpas ao papa Francisco e a dom Orlando Brandes, a quem manifestamos nossa mais incondicional solidariedade. A palavra não é arma para destruição. Ela é dom. É construção. Todo deputado estadual tem o dever de representar o povo, ouvir as pessoas e fazer valer seu compromisso com São Paulo. Subir à tribuna, lugar mais importante desta Assembleia, para proferir ofensas é algo que não pode ser aceito. Em nome da Assembleia, é nosso dever o restabelecimento do respeito, antes de tudo, à democracia. Peço desculpas também a todos os que se sentiram ofendidos pelas palavras que não representam a opinião da Alesp. Mais uma vez, digo que o nosso compromisso é com a verdade, com o cidadão, com o respeito e com a coerência. Como presidente desta casa, faço apelo para que os extremos entendam, de uma vez por todas, que a divergência legitima a democracia. Mas não justifica a barbárie.

Carlão Pignatari é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

PALAVRA DO LEITOR

Thainá Lana, excelente e triste a sua reportagem sobre a tragédia com a adolescente Lehticia, de Diadema, vítima do descaso e, sobretudo, falta de humanidade com a pobre menina, da parte da Prefeitura, que deveria ter isolado a área imediatamente ao acidente para evitar a desgraça (Setecidades, dia 20). Acompanhe o caso e mande notícias para o público ficar informado. O futuro e a felicidade dessa jovem valem muito mais de R$ 190 mil.
Miguel Sardano
Santo André



Multa
Ainda em relação aos problemas nas calçadas (Setecidades, dia 18), deveria haver equipe de engenheiros e arquitetos, de cada prefeitura, para elaborar projeto no sentido de eliminar ao máximo degraus das calçadas em ruas com aclive muito acentuado. E que, se o proprietário do imóvel não construísse calçada decente e com segurança, a prefeitura o faria e cobrava o custo com multa. E há até ponto engraçado: será que alguém acredita que as prefeituras do Grande ABC têm fiscais para proceder rondas à procura de calçadas perigosas?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema



Câmara de Santo André
É de se lamentar profundamente a iniciativa da Câmara de Santo André em propor aumento no número de vereadores (Política, dia 23). Aproveitadores. E é de se lamentar também a inércia do povo, que aceita calado a esse descalabro. Não protesta, não se manifesta. Cadê o MBL (Movimento Brasil Livre)? Não era o moralizador? Interessante é que nos protestos contra Dilma, esse ‘movimentozinho’ fez de tudo para aparecer. E conseguiu. Mas diante desses absurdos, se cala. Ou melhor, participa. Não enxergo motivos para manter todos os vereadores que existem em Santo André. Eles não me representam. Imagina aumentar esse número de aproveitadores! Dizem que é legal, mas, com certeza, completamente imoral, assim como os parlamentares. Lamentável! Cadê o Ministério Público?
Luiz Carlos Wagner
Santo André


Agradecimento
Agora em tratamento minucioso, agradeço brilhante trabalho e atendimento maravilhoso e competente recebido no Hospital São Bernardo-Notre Dame e Clínica Cofrate, do doutor Julio Cesar Gambale e equipe, desde a portaria até administração e funcionários em geral. Parabéns sinceros.
José Carlos Soares de Oliveira
São Bernardo


Desejos
O desejo do povo brasileiro é que o governo continue combatendo a corrupção e as injustiças, fortalecendo os investimentos, gerando mais empregos, aumentando a esperança da população e afastando o ‘fantasma’ da falta de moradia, transporte, saúde, educação e segurança. Portanto, mentes atentas e olhos abertos nas próximas eleições. Não se deixe levar por promessas, ou propostas faraônicas, que vão acabar levando novamente o Brasil à falta de investimentos, geração de empregos etc. Principalmente o atraso de quatro anos, ou mais, para as futuras gerações.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá 



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