Política Titulo Opera 60% das linhas

Legislativo marca reunião para cobrar Mobi Brasil

Base governista também têm criticado a atuação da empresa em Diadema

28/05/2012 | 07:56
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Câmara de Diadema convocou reunião com diretores da Mobi Brasil, permissionária de 60% das linhas de transporte público municipal. O objetivo é cobrar melhoria no serviço que, segundo os vereadores, é de péssima qualidade.

A atuação da Mobi Brasil foi questionada até por parlamentares da base do prefeito de Diadema, Mário Reali (PT). Wagner Feitoza, o Vaguinho (PSB), fez discurso inflamado contra a empresa na quinta-feira, durante sessão no Legislativo, e Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), encaminhou requerimento à Prefeitura solicitando informações sobre a operação da firma no município.

“A Mobi Brasil demora a enviar ônibus aos pontos, não tem garagem na cidade, não ajuda a garantir serviço de gratuidade no sistema. Diadema tem a tarifa mais cara do País e o serviço é de péssima qualidade”, criticou Vaguinho, referindo-se à passagem na linha municipal, que custa R$ 2,90, em relação ao tamanho do território, de 30,6 km².

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A reunião está marcada para hoje, às 14h, na sede do Legislativo. Contará com o presidente da Casa, Laércio Soares (PCdoB), com vereadores críticos do sistema, o secretário de Transportes de Diadema, Ricardo Perez, e Manoel Marinho de Barros, diretor-executivo da Mobi Brasil.

“Temos recebido muitas reclamações da Mobi Brasil e por isso decidimos por essa cobrança de mudança de atitude”, afirmou Laércio, reiterando que, com a chegada da Transportadora Turística Benfica na cidade, as críticas à permissionária aumentaram. “Não tem como não comparar. A população vê ônibus novos nas ruas de uma empresa e serviço de qualidade inferior de outra.”

A Benfica venceu conturbada licitação para assumir as linhas da ETCD (Empresa de Transporte Coletivo de Diadema), que será extinta por conta de dívidas. Situada em São Caetano, a terceirizada pagou R$ 15,8 milhões para ter direito de operar 40% do transporte municipal durante 15 anos.

Os outros 60% pertenciam à Viação Imigrantes. No fim do ano passado, foi vendida para a Mobi Brasil, que herdou o contrato feito com a Prefeitura de Diadema. Os vereadores vão requisitar cópias do acordo com a administração diademense para ver os pontos que a Mobi Brasil não tem cumprido.




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