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Grande ABC mantém suspense sobre Carnaval

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeituras evitam debate sobre festa e atrelam realização do evento a monitoramento de casos


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

17/10/2021 | 00:28


Enquanto as prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro liberaram os desfiles tradicionais das escolas de samba e abrem inscrições para os bloquinhos de rua, as administrações do Grande ABC mantêm suspense sobre a realização da Folia nas sete cidades.

Desde 2017, antes da pandemia de Covid-19, a região não registra desfiles, mas as ruas eram tomadas por blocos carnavalescos. Com a crise sanitária, as aglomerações foram proibidas e o Carnaval, suspenso.

O avanço da vacinação e a queda nos índices de internação fizeram com que Rio de Janeiro e São Paulo, onde o Carnaval é atração turística e importante fonte de receita, retomassem os festejos.

Ao Diário, as prefeituras do Grande ABC alegam que ainda não debatem a possibilidade de liberar os blocos carnavalescos. A justificativa é a de que o novo coronavírus, embora dê sinais de arrefecimento, ainda traz preocupação.

Se caso houver confirmação de que não haverá a Folia, a região chegará ao sexto ano sem desfile de escolas de samba. Desde 2017 as agremiações e ligas municipais não recebem mais repasse das administrações.

Conforme a Prefeitura de São Bernardo, sob comando de Orlando Morando (PSDB), o governo ainda não debateu a possibilidade de realizar algum tipo de festa de Carnaval no ano que vem. O Paço informou que não repassa recursos às escolas de samba desde 2017 como medida de otimizar a receita e que isso será preciso em período pós-pandemia. “Fora do contexto da pandemia, a Prefeitura presta apoio aos blocos independentes de Carnaval, mas sem recursos municipais, por meio de chamamento público. Até o momento, não houve demanda para este sentido para 2022.”

A Prefeitura de Ribeirão Pires, comandada por Clóvis Volpi (PL), disse que ainda não há debate sobre a liberação de blocos carnavalescos na cidade. Ribeirão é conhecida pelo famoso Bloco das Mocréias, fundado em 1979. No auge, o grupo chegou a reunir 30 mil pessoas em 2011 – aquele ano ficou marcado por atos de violência que resultaram em uma morte, fato que interrompeu a festa do bloco entre 2012 e 2018. Última edição ocorreu em 2020 e reuniu pequena multidão na Vila do Doce.

Santo André, gerida por Paulo Serra (PSDB), disse que avalia que a liberação da Folia na cidade está atrelada ao monitoramento da pandemia e também ao avanço da imunização em todos os públicos. “Com este cenário sólido e seguro é que iniciaremos programações de grandes eventos para o próximo ano.”

Já a cidade de São Caetano, comandada interinamente pelo vereador Tite Campanella (Cidadania), alegou que estuda possibilidade de realização da Folia no ano que vem, mas que isso dependeria da diminuição dos casos de Covid.

Diadema, Mauá e Rio Grande da Serra não responderam até o fechamento desta edição. 

Especialistas pedem cautela para a Folia

Médicos infectologistas ouvidos pelo Diário avaliaram que o momento ainda necessita de cautela, principalmente na liberação de eventos em que haja aglomeração, recomendando que, se a região liberar o Carnaval, que exija que protocolos sanitários sejam cumpridos.

Para o infectologista e diretor do Hospital Santa Clara, Paulo Rezende, há grandes chances de os municípios autorizem os foliões para os blocos de rua. “É bem difícil que as prefeituras não liberem. Mas, caso isso aconteça, acredito que as pessoas ainda devam usar máscara, álcool gel e distanciamento”, avaliou. Para o médico, a principal preocupação é o surgimento de uma nova variante.

Já para o infectologista José Ribamar Branco, a realização do Carnaval está atrelada ao avanço da vacinação no País. “Por exemplo, em São Paulo e no Rio de Janeiro, o pessoal da Saúde aplica quase 97% das vacinas que recebe. Já na Bahia, onde o Carnaval também é importante, eles aplicam somente 73% dos imunizantes. Acredito que já se pode debater, mas peço cautela, principalmente se aparecer uma nova variante.”



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