Números - altos e baixos - tornam marcante o superesportivo da Audi que, desde janeiro, já teve cinco unidades vendidas no Brasil. A começar pelo nome: R8 V10.
Empurrado pelo propulsor de 5,2 litros, com dez cilindros em ‘V', que entrega 525 cv de potência e 54 mkgf de torque, o cupê, de 1.625 quilos, tem relação peso-potência de 3,1 quilos por cavalo, vai de 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos e chega à velocidade máxima de 316 km/h.
ACELERANDO - O Diário teve a oportunidade de acelerar o modelo em um lugar bastante apropriado: o autódromo de Interlagos. Ao entrar no carro, o volante já denuncia a vocação para corridas. Revestido de couro e com três raios, tem base achatada, como nos modelos de competição. Os assentos têm ajustes elétricos e o sistema de informação inclui cronômetro para registrar os tempos por volta em um circuito de corrida. O couro dos bancos têm pigmentos que refletem os raios infravermelhos, o que mantém a temperatura mais fria em até 20°C - isso porque, durante uma corrida, o calor dentro da cabine pode ultrapassar 50°C.
E foi na pista que o invocado cupê de 4,43 metros de comprimento que leva apenas duas pessoas mostrou que realmente honra o DNA do modelo de competição que venceu cinco vezes a corrida 24 Horas de Le Mans.
Ao encostar o pedal do acelerador no assoalho para passar pela reta dos boxes, a resposta foi imediata. Lá foi o R8 voando, e o velocímetro passando dos 200 km/h (nem deu tempo de ver direito onde chegou, pois logo já estava na hora de frear para a próxima curva).
E por falar em frear... Assim como acelera rápido, o R8 para prontamente. Os freios a disco internamente ventilados, com pinças de oito pistões na frente e de quatro pistões na traseira, cumprem muito bem seu papel. As rodas têm 19 polegadas e são calçadas com pneus 235/35 na dianteira e 295/30, na traseira.
Ainda para a segurança, o cupê tem itens como air bag duplo frontal e lateral e assistente de subida.
A transmissão é automática de seis velocidades e oferece modos de condução normal ou esportivo e ainda totalmente automático ou manual.
No modo manual, o condutor pode fazer trocas rápidas usando o joystick no túnel central ou as borboletas no volante. Há ainda um programa que gerencia os engates perfeitos de marchas para maximizar a aceleração na partida.
A tração é integral e, em conjunto com o bloqueio do diferencial no eixo traseiro, dá força e estabilidade nas curvas em alta velocidade, o que pudemos comprovar no traçado.
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