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Desorganização da logística internacional


Do Diário do Grande ABC

28/09/2021 | 00:01


A Covid-19 desorganizou a logística do comércio internacional. Para a indústria que depende de insumos importados, a situação é alarmante. A viagem de um contêiner que normalmente custava US$ 1.000, agora não sai por menos de US$ 10 mil. Isso quando existem produtos disponíveis, pois o mais comum é não ter disponibilidade dos insumos a preço algum.

Como uma das muitas consequências da pandemia, ocorreu um congestionamento sem precedentes nos principais portos do mundo. A situação foi causando uma reação em cadeia em que praticamente toda a economia sentiu falta de algum item no seu processo de produção. 

A interrupção do fluxo de mercadorias causadas por vários lockdowns pelo mundo causou problemas desde o início, mas que até há pouco tempo foram minimizados pela queda da demanda. Agora, o consumo está sendo retomado rapidamente e a logística não tem a mesma agilidade para normalizar. O desequilíbrio causou uma explosão no custo do transporte e, em seguida, desabastecimento.

Para completar a tempestade perfeita, o centro da confusão é a China, maior exportadora do planeta e maior parceiro comercial do Brasil. O contêiner de 20 pés embarcado em Xangai com destino a Santos, que há um ano custava US$ 1.500, hoje não entra no navio por menos do que US$ 11 mil. Em dólar o aumento no período já é insustentável. Calculem, então, em real. 

Com isso, quase 70% das indústrias consultadas pela Confederação Nacional da Indústria apontam a falta ou o alto custo das matérias-primas como principal problema enfrentado.

No segmento de manufaturados plásticos a situação é de colapso. É praticamente impossível comprar matéria-prima e equipamentos em condições satisfatórias, e o mercado não vê solução anterior a meados de 2022. E considerando os indícios preocupantes da pandemia, com novas variantes e vacinação abaixo do esperado, é bem provável que o cenário ainda piore antes de começar a melhorar.

Análise da S&P Global Platts Analytics informa que o cenário favorece a alta dos preços do polietileno, polipropileno e PVC na América Latina. Mas alguns analistas até começam a duvidar da alta, pois não acreditam que o preço possa ficar mais alto do que já está. Ou, embora fontes do mercado vejam pouco espaço para que os preços subam acima dos níveis vistos no primeiro semestre.

É hora de união e bom senso entre todo o mercado. Produtores, distribuidores, consumidores e poder público devem compreender o momento crítico e atuar de forma equilibrada para garantir resiliência do segmento. O cenário excepcional exige medidas excepcionais e, acima de tudo, cooperação.

Marcio Grazino é empresário do setor de embalagens e diretor da Maximu’s Embalagens Especiais, em Ribeirão Pires.

Palavra do leitor

Vereadores

Vocês notaram que nenhum partido político se manifestou contra esse absurdo, que é o aumento no número de vereadores em Santo André (Política, 24 de setembro)? Talvez por serem eles os maiores beneficiados com essa medida, em razão de nosso sistema eleitoral contar duas excrescências denominadas quociente eleitoral e coligação partidária, que permitem que o eleitor vote em um candidato e eleja outro. São essas duas aberrações que fazem com que a quantidade de votos de uma coligação seja distribuída entre os candidatos a ela ligados e, mesmo com baixa votação, o candidato seja eleito. Acho válida a iniciativa de não se votar em nenhum dos atuais vereadores andreenses no próximo pleito eleitoral. Porém, em razão desse sistema viciado, essa iniciativa não surtirá efeito e a renovação da casa será mínima. Acredito que para revertermos os aumentos do número de vereadores e do valor do IPTU a melhor forma ainda seja a velha e boa pressão popular.

Vanderlei A. Retondo
Santo André

Pacote tributário

A aprovação, por parte da Câmara de Diadema, de projetos do prefeito José de Filippi Júnior referentes a um pacote tributário (Política, 24 de setembro), chegou a provocar certo rebuliço em alguns setores da sociedade. Mas é preciso entender, e isso está sendo difícil de incutir na mente das pessoas, é que o Brasil passa por uma crise socioeconômica, que se agravou com o surgimento da pandemia. Nos últimos dois anos, centenas de empresas encerraram suas atividades porque o governo do Estado, numa tentativa de controlar o ataque da Covid-19, determinou o fechamento do comércio, indústrias e prestadores de serviços, salvo raríssimas exceções. Cresceu o número de pessoas desempregadas a ponto de o governo federal ter que apelar para medidas na esfera social, criando um auxílio financeiro emergencial aos mais necessitados. Em Diadema, a situação não é diferente. A Prefeitura, por exemplo, sofreu queda de arrecadação e teve que gastar o pouco que tinha para tentar salvar vidas acometidas por essa doença. O Poder Executivo tem que ter receita para fazer face a seus programas nas diversas áreas. E, lamentavelmente, essa receita sempre foi formada com o dinheiro dos contribuintes, seja pessoa física ou jurídica. Agora, o que me causou certa estranheza foi os projetos serem encaminhados na calada da noite, sem ao menos passar pelas comissões técnicas do Legislativo. Enquanto isso, quem sofre e paga as consequências é o povo.

Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Projeto desfigurado

Ouvi o sr. Roberto Livianu, do Instituto Não Aceito Corrupção, falando das alterações na LIA (Lei de Improbidade administrativa), que a Câmara aprovou por 408 votos a favor das alterações, que são prejudiciais a esta lei. Verifique se o seu deputado foi a favor e diga ‘não’ a ele em 2022. Pasmem, as alterações para criar várias barreiras às investigações, sem audiências públicas etc, foi do relator sr. Carlos Zarattini (PT- SP), desfigurando totalmente o projeto, com afrontas à Constituição. Será que ele fez estas alterações já imaginando a volta do PT à Presidência? Não votem nestes partidos que apoiaram esta reforma!

Tania Tavares
Capital

Associação esclarece

A União de Moradores do Bairro Fundação, inscrita no CNPJ 14.545.801/0001-47, informa que, ao contrário do que disse o senhor Amancio Cruz, na reportagem ‘Munícipes criticam troca de asfalto sem necessidade em São Caetano’ (Setecidades, 24 de setembro), ele não é presidente da diretoria executiva da associação e, sim, presidente do conselho fiscal. Desta forma, não poderia ter falado em nome da entidade.

Carolina Santana Padial
São Caetano



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