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Gigante do ar voa na mão de uma mauaense

Divulgação/Arquivo pessoal Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aline Borghetti pilota o A380, maior avião do mundo, que pode levar até 853 passageiros


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

15/08/2021 | 07:14


“Eu caí de paraquedas na aviação”, afirma Aline Borghetti, 33 anos. A verdade é que não foi bem assim. Afinal, a mulher, nascida em Mauá e moradora do Parque São Vicente, hoje pilota o maior avião de transporte de passageiros do mundo, o A380 da Emirates Airlines, uma das principais empresas de aviação do mercado. O Diário conversou com Aline, que cresceu nas ruas de Mauá e relatou grande parte de seu trajeto até fazer história na aviação.

“Passei por muitas dificuldades antes de chegar ao A380. Larguei o trabalho de comissária e fui morar na Austrália para aprender inglês. Trabalhei de bartender (que faz coquetéis com bebidas alcoólicas), ajudava em show, tudo para juntar dinheiro e pagar as horas de voo que eram precisas. Só cheguei onde estou depois de muita luta”, relatou a piloto, que passou a comandar o A380 em 2019.

Para se ter ideia da magnitude da aeronave que a mauaense pilota, alguns números podem dar dimensão do que é um A380: a aeronave pesa 575 toneladas na decolagem; pode levar até 853 passageiros em dois andares; cada unidade do avião é avaliada em US$ 445,5 milhões (aproximadamente R$ 2,4 bilhões); e tem 22 rodas em seus trens de pouso.

Ainda que tenha, hoje, a cabeça nos ares pilotando a maior aeronave do mundo, a verdade é que Aline sempre teve os pés no chão. De família humilde, a mauaense percebeu que deveria estudar muito para poder buscar novas e melhores oportunidades na vida.

Hoje, vivendo em Dubai (Emirados Árabes Unidos) por manter contrato com a empresa de aviação, Aline lembra da infância pelas ruas do Parque São Vicente e declara que a aviação nunca foi um sonho daqueles tempos de criança, mas que agora é sua realidade.

“Nasci no Hospital Nardini e brinquei muito pelas ruas do Jardim Esperança e Parque São Vicente. Todo mundo acaba tirando sarro de Mauá, mas amo a cidade. Mas quando atingi a maioridade, me questionei: o que é que tem fora de Mauá?”, declarou a piloto, que hoje tira fotos e até dá autógrafos quando está nos aeroportos.

E foi após questionar sobre o mundo além de Mauá que Aline conseguiu alçar voos cada vez mais altos, até chegar no que é considerado, inclusive entre os profissionais da área, como o ponto mais alto da carreira. A partida foi seguir a dica de uma professora da área de turismo e buscar cursos de comissária de voo, função que passou a exercer aos 18 anos. Em 2013, em processo interno da empresa onde trabalhava, foi alçada ao cargo de piloto comercial.

Depois disso, em 2017, foi voar em outras paragens, mais precisamente em Hong Kong, pela Hong Kong Airlines. Foi exatamente nessa época que Aline participou de uma seleção para trabalhar na Emirates, com possibilidade de comandar o gigante A380. Já no teste chamou a atenção dos profissionais da empresa, pois se saiu muito bem no comando da aeronave, mesmo sem nunca ter entrado em um A380 até aquele dia.

“Tenho certeza que minha filha nasceu para voar”, disse a mãe, Eliete Borghetti Torre, 61, toda orgulhosa pela conquista da filha. “Ela sempre foi muito bem na escola e tudo que coloca na cabeça ela acaba conseguindo”, continuou. O irmão, William Borghetti, 35, resume a frase da mãe e aposta que o céu não é o limite para a irmã Aline. “Se hoje ela colocar na cabeça que vai pilotar um foguete da Nasa, isso será questão de tempo para acontecer.”
 



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