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O mercado de seguros na pandemia

13/08/2021 | 23:59
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A pandemia da Covid-19 impactou profundamente o mundo, devastando vidas e economias de forma impiedosa e democrática nos lugares em que o vírus encontrou terreno fértil para proliferação. Como não poderia deixar de ser, o mercado de seguros também foi um dos setores econômicos atingidos, pois, vindo de crescimento de mais de 12% em 2019, viu seus números despencarem para 1,3% em 2020. Ainda que a crise tenha assustado, e com razão, seguradoras, corretores, tomadores e segurados, pode-se dizer que, diante de retração de PIB (Produto Interno Bruto) de mais 4% no último ano, o número positivo do setor foi interpretado com animação e esperança de retomada. Isto porque, complexas como são, relações securitárias, devido ao período pandêmico, se reorganizaram e, por compensações mútuas, mantiveram o sistema vivo e operante.


Se de um lado os ramos de seguro auto, transportes, viagem e capitalização sofreram grande revés, uma vez que fortemente afetados pelo isolamento físico, deslocamento das relações de trabalho para fora dos eixos econômico-financeiros tradicionais e aumento dos índices de desemprego, por outro, os seguros de vida, saúde, patrimoniais, danos e responsabilidades experimentaram crescimento relevante, já que o foco de preocupação passou a ser a consciência sobre a vulnerabilidade da vida humana e as consequências de sua perda nas relações familiares e profissionais frente à incerteza da doença causada pelo vírus.


Já quanto à sinistralidade, ou seja, eventos cobertos e que efetivamente foram concretizados, análise é complementar e explica alguns números do mercado, em especial nos resultados financeiros positivos das seguradoras, pois em que pese tenha ocorrido a diminuição de contratações em alguns tipos securitários, número de indenizações deles decorrentes também apresentou relevante contração. Esta dinâmica pode ser ilustrada pelo seguro auto, que, embora tenha enfrentado considerável queda de arrecadação, viu também relevante baixa de acidentes e mortes a serem indenizados em razão da diminuição na circulação de pessoas e veículos. Nos casos de aumento de sinistralidade, por sua vez, houve aludido acompanhamento de arrecadação. As adequações que se mostraram necessárias para superar os desafios impostos pela Covid-19 acabaram por impulsionar crucial inovação do mercado, que, atreladas a arrojada administração atual da Susep (Superintendência de Seguros Privados), que vem flexibilizando e modernizando diversas normas e regramentos aplicáveis ao setor, acrescidas da expectativa de retomada da economia e vacinação da população, trazem otimismo ao presente ano de 2021, que já em seu primeiro semestre apresentou crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período no ano passado.

DGABC


Marcelo de Oliveira Belluci é advogado e sócio do escritório DR&A Advogados.


PALAVRA DO LEITOR

Grande ator
Aproveito o espaço desta coluna para cumprimentar este Diário e o jornalista Anderson Fattori, autor da reportagem com o título ‘Covid tira a vida de Tarcísio Meira, 85 anos, ator que marcou a TV, teatro e o cinema’ (Setecidades, ontem). Esse ator era tão importante que na sua morte recebeu as manifestações de antigos colegas de trabalho na TV, teatro e cinema, admiradores e até de políticos de vários partidos, como o governador de São Paulo, João Doria, do prefeito de Santo André e presidente do Consórcio Intermunicipal, Paulo Serra, e até do ex-presidente Lula. Tarcísio Meira foi capa da Revista Dia-a-Dia quando completou 80 anos e voltava aos palcos. Foi mais uma vítima fatal da terrível Covid.
Hildebrando Pafundi
Santo André


Gramado e skate
Vamos torcer para que o secretário de Obras de Santo André permaneça com essa motivação para a construção das pistas de skate, conforme reportagem neste Diário (Esportes, dia 12), pois o mesmo não teve a mesma euforia com o gramado do Brunão, que era para ter sido entregue em novembro de 2020 e até agora estamos a ver navios. Aos praticantes do skate, rezem para que ele cumpra o prazo estipulado, caso contrário, antes de 2026 essa pista não sai, proporcionalmente ao tempo em que esperamos o gramado do estádio.
Fernando Toribio
Santo André


Acerto de contas
Parabéns ao prefeito Paulo Serra, de Santo André, pela iniciativa do programa Renegocia 2021, objetivando acerto de contas dos munícipes com a cidade. Peço sua ajuda para agilizar o pedido de regularização, processo 8.657/2021, no qual tento quitar meu débito de forma justa e correta. Este débito foi gerado por erro da Prefeitura em 1993, autorizando desmembramento de área com débitos de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Dei entrada no pedido em 28 de maio. Dia 6 de julho havia débito de R$ 49.935,43 para área de 300 m². Meu terreno tem 150 m², portanto, cabe a mim R$ 24.967,71. Em 28 de julho houve novo cálculo, com valor de R$ 32.015,74. Pedi revisão e está parado na encarregatura cadastro fiscal desde 29 de julho. Dia 10 de agosto agendara-me para comparecer dia 11 para tratar do assunto. Nessa ocasião, me foi dito que havia reunião e não poderiam me atender. Ajude-me, prefeito!
Mauri Fontes
Santo André


Sem direitos – 1
Mais um golpe de Bolsonaro contra trabalhador brasileiro. Enquanto as atenções se voltavam para tanques nas ruas de Brasília e votação pela instituição ou não do voto impresso, ele fez a ‘boiada passar’ e por 304 votos a favor e 133 contrários aprovou o texto-base da ‘MP da escravidão’, minirreforma trabalhista (Economia, dia 12). E foi no atropelo, porque foi apresentado pouco antes da votação, sem tempo para discussão. É a retirada de conquistas trabalhistas, que vai permitir emprego sem direitos previdenciários, sem férias nem horas extras. Foi só cortina de fumaça para presidente que tem missão de tirar cada vez mais direitos do trabalhador. É para este senhor que seus asseclas pedem apoio? E ainda tem bolsonarista que não enxerga um palmo à frente do nariz e pede ‘respeito pelos que pensam’? Pensar é verbo que bolsonarista é incapaz de julgar. Acorda!
Maria Aparecida Flores
Rio Grande da Serra


Sem direitos – 2
Centrais sindicais deste querido Brasil precisam sair da inércia, parar de pensar só em arrecadação e lutar pelos trabalhadores de verdade, como faz com maestria o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, principalmente agora, com aprovação pela Câmara da ‘MP da escravidão’ (Economia, dia 12). Chegou a hora de justificar a existência de sindicatos. Se ficarem só no discurso de que é a precarização do trabalho – isso todo mundo sabe – e não fizerem nada, é melhor voltarmos aos tempos da escravatura. Já vimos inúmeras vezes que temos presidente que é inimigo do trabalhador e amicíssimo de empresário, e o que ele puder tirar do trabalhador, ele vai fazer isso.
Madson Marques
Diadema 




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