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Coréias estudarao medidas para evitar incidente militar


Do Diário do Grande ABC

15/06/2000 | 09:23


Os dispositivos destinados a evitar qualquer incidente militar serao estudados por Seul e Pyongyang depois do histórico acordo firmado na quarta-feira, anunciou nesta quinta-feira o governo sul-coreano.

A medida mais concreta será a instalaçao de um ``telefone vermelho'' destinado aos militares dos países, explicou um documento publicado em Seul. ``O Sul e o Norte tomarao medidas como a instalaçao de um telefone vermelho militar, o término das condenaçoes mútuas, assim como os atos de destruiçao e terrorismo'', destaca este documento, que faz referência ao ``espírito'' do acordo.

Este documento assinala que um ``firme acordo'' foi obtido pelos dirigentes das duas Coréias durante sua cúpula em Pyongyang para impedir a guerra e estabelecer a paz na península coreana.

Os líderes concordaram em dizer que as duas Coréias ``nao têm qualquer intençao de invasao mútua e que vao se abster de qualquer ato que ameace a outra parte'', segundo afirma o texto sul-coreano.

O informe também dá instruçoes e indica disposiçoes precisas adotadas por Seul para colocar em aplicaçao a excepcional declaraçao conjunta firmada na quarta-feira pelo presidente sul-coreano Kim Dae Jung e o líder norte-coreano Kim Jong-Il.

O texto cita uma advertência de Kim Dae Jung sobre o perigo de destruiçao total da península caso ocorra um novo conflito. ``Nada pode ser obtido pela guerra'', disse o presidente sul-coreano.

Durante toda sua estada em Pyongyang, o presidente sul-coreano, que voltou a sua capital esta quinta-feira, insistiu constantemente na necessidade de estabelecer uma ``paz permanente na península coreana''.

``A Coréia do Norte admitiu a necessidade de orientar suas políticas internas e externas numa direçao pragmática para que se adapte ao clima internacional da pós-Guerra Fria'', destaca o documento governamental coreano.

Kim Dae-Jung insistiu ante a Coréia do Norte para que solucione suas controvérsias, incluindo a do programa de mísseis tao logo seja possível'', de maneira que as relaçoes de Pyongyang com seus países vizinhos sejam reforçadas''.

Isto deverá permitir ``afastar os fatores de instabilidade'' no nordeste da Asia e permitir à isolada Coréia do Norte ocupar seu lugar dentro da comunidade internacional, segundo o documento. ``As duas Coréias também aceitaram respeitar os princípios dos acordos existentes em particular o de 1992 e de transformá-los em fatos'', acrescenta o informe de Seul.

Esta convençao, que jamais foi colocada em prática, pedia às duas Coréias o cessar das agressoes mútuas, a diminuiçao de seus armamentos e a instalaçao de um canal permanente de diálogo entre militares.



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