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Pandemia faz ramo da beleza
crescer a partir do ‘home care’

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresas do Grande ABC investem e crescem com demanda por produtos para cuidados caseiros; consumidor está mais exigente


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

04/07/2021 | 00:00


A pandemia do novo coronavírus começou em março do ano passado e, seja como ato de autocuidado ou para substituir o tratamento de um profissional, as pessoas começaram a se cuidar mais em casa, impulsionando o mercado da beleza. Para se ter ideia, segundo a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), houve aumento de 22% nas vendas de itens de perfumaria e de 11,4% entre os produtos de higiene pessoal no primeiro quadrimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2020.

No Grande ABC não foi diferente. Na Amakha Paris, de São Bernardo, a expectativa é faturar R$ 290 milhões em 2021, 5% mais do que em 2020. Para isso, a empresa irá investir R$ 150 milhões até o fim deste ano. Segundo Denise Lemos Bortoletto, presidente da marca, o aporte foi projetado para fazer frente à mudança no comportamento do consumidor e das vendas, principalmente no segmento de home care (cuidados em casa). A quantia inclui lançamentos de produtos, comunicação, merchandising, capacitação e incentivos de vendas.

Especializada em beleza e cuidados pessoais, a empresa também viu o número de cadastros crescer 50%, chegando a 1,5 milhão de consultores que atuam em todo País. Isso porque, com o desemprego recorde, a revenda de produtos se torna fonte alternativa de renda. Vale lembrar que o nível de desocupados é o maior da história e está em 14,7%, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). “O valor para iniciar o trabalho é baixo e, em pouco tempo, a pessoa consegue repor esse dinheiro, além de ter um lucro de 100%”, explica Denise.

A empresa não possui fábrica própria e terceiriza a produção de suas linhas. A presidente da marca afirma que isso permite que o crescimento dos negócios seja mais rápido. Atualmente, na unidade de São Bernardo, funcionam escritório administrativo, centro de distribuição e logística e uma loja-conceito. O carro-chefe é a linha de perfumes, que representa quase 70% das vendas, seguida pela linha capilar (20%) e de nutracêuticos (de 7% a 9%).

Embora não abra números, a Davene, de Diadema, registrou crescimento “significativo” na pandemia, garante Telmo de Campos, head de marketing da empresa. “O isolamento físico aumentou o autocuidado e assim a compra de produtos cosméticos, nas categorias de perfumaria, higiene e hidratação, além do cuidado com o outro, que trouxe a compra de produtos para presentear e mostrar a importância de alguém na sua vida”, exemplifica. Para ele, outro fator que impulsionou as vendas foi a fidelidade dos clientes à marca.

Campos observa que os consumidores ficaram mais atentos e detalhistas aos diferenciais dos produtos, custo-benefício e ingredientes. “(Os clientes) Estão valorizando muito mais os produtos que não são testados em animais e que, de preferência, sejam veganos”, afirma. “Acreditamos que um hábito criado não se perderá e sim continuará se fortalecendo, mesmo após a pandemia”, avalia. Apesar de ser tradicional nos segmentos de hidratação e higiene, a Davene também produz itens de perfumaria, desodorantes, sabonetes, infantil, dermocosméticos corporais e produtos capilares.  



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