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Polícia investiga
execução em Diadema

Agentes falam em ‘queima de arquivo’; inteligência da PM constata ligação da vítima com o PCC


Do Dgabc.com.br

28/05/2021 | 00:01


A Polícia Civil investiga a morte do assessor parlamentar José Antônio Guerino, 47 anos, que foi executado a tiros, no início da noite de quarta-feira, em um bar localizado na Rua Alfenas, 980, no Jardim Campanário, em Diadema.

Conforme o boletim de ocorrência, Guerino jogava baralho no estabelecimento Zé do Monte Beer, quando dois homens encapuzados e vestidos de preto entraram no local, ambos munidos com fuzis.

Segundo as testemunhas, os criminosos ordenaram que os dois colegas que estavam com Guerino se trancassem em banheiro localizado nos fundos do bar, porém, a vítima foi orientada a permanecer ao lado da mesa de jogo. Os homens afirmaram em depoimento à polícia que, ao se fecharem, escutaram “diversos disparos”, sem precisar o número exato. No entanto, durante a perícia foram encontrados oito estojos de munição calibre 762 (usadas em fuzil) e quatro fragmentos de projétil.

Segundo os agentes, Guerino foi alvejado com cinco tiros entre a lateral do corpo e as costas e, embora o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) tenha sido chamado, os paramédicos já o encontraram sem vida.

O Diário apurou que a investigação “não tem dúvida” que o assassinato foi “queima de arquivo”, sobretudo porque Guerino “era envolvido com a máfia de transportes”. Já a inteligência da Polícia Militar constatou que o assessor parlamentar “mantinha ligação direta com facções”, tendo envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Além disso, policiais militares informaram que Guerino já tinha antecedentes criminais por roubo, porte de arma ilegal e corrupção de menores, sendo inclusive apontado como um dos líderes da facção.

Ainda conforme as informações da polícia, Guerino era um entre os oito sócios da A-2 Transportes, Cooperativa de Transporte na Zona Sul da Capital, assim como o político Pretinho do Água Santa (DEM). O empresário também trabalhava na assessoria do deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos).

Os criminosos, que não levaram nada do local, fugiram em um carro Ford EcoSport, de cor Prata, que não teve a placa anotada. O caso foi registrado no 3º DP (Taboão) e a investigação ficará a cargo do setor de homicídios.



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