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Acusações contra Atila seguem sem desfecho

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Da cassação para cá, ex-prefeito de Mauá acumula vitórias nos tribunais e se mantém elegível


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

18/04/2021 | 07:00


Dois anos depois de Atila Jacomussi (PSB) ter sido o segundo prefeito da história de Mauá a sofrer impeachment, uma das denúncias feitas contra o socialista segue sem desfecho. De lá para cá, o político acumula vitórias nos tribunais e viu naufragar uma das acusações que pesavam contra si.

A Câmara de Mauá cassou Atila no dia 18 de abril de 2019. O socialista foi acusado de cometer crime de responsabilidade ao deixar o cargo vago no período em que esteve preso. Àquela altura, Atila já tinha passado duas vezes pela prisão. A primeira ocorreu logo no segundo ano de governo, em 2018, quando a PF (Polícia Federal) deflagrou a Operação Prato Feito e acusou o então prefeito de integrar esquema de desvios de recursos em contratos de merenda e material escolar.

Ao cumprir mandados de busca e apreensão na casa do socialista, a PF encontrou R$ 87 mil em dinheiro vivo guardados em panela da cozinha. A operação também mirou o braço-direito de Atila, o então secretário de Governo, João Gaspar (PCdoB). Na casa do auxiliar, a polícia achou R$ 600 mil – também foi preso. Atila ficou pouco mais de um mês na prisão e conseguiu a liberdade após liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que também mandou soltar Gaspar.

Em dezembro de 2018, porém, Atila foi preso novamente pela PF em desdobramento da primeira operação – a nova investida policial foi batizada de Operação Trato Feito. Desta vez, o então prefeito era acusado de receber propina de empresas prestadoras de serviços do Paço. Segundo a PF, o esquema também envolvia parte dos vereadores. A segunda prisão intensificou a crise política – na ocasião, Atila havia rompido com sua vice, Alaíde Damo (MDB) – e o Legislativo bancou a cassação.

Atila ficou cinco meses longe do cargo. Em setembro de 2019, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) concedeu liminar anulando a cassação e devolvendo os direitos políticos do socialista. Em março do ano passado, a Justiça de Mauá também anulou o processo. Em outubro, um mês antes de brigar pela reeleição, Atila viu o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) remeter uma das denúncias contra o socialista – lavagem de dinheiro ou ocultação de patrimônio no âmbito da Prato Feito – à Justiça Eleitoral. Na prática, a ação voltou à estaca zero.

Já a denúncia oriunda da Trato Feito não prosperou e segue sem definição. Sem condenações, Atila voltou às urnas, saiu do primeiro turno como o mais votado e, na reta final do pleito, foi derrotado pelo hoje prefeito Marcelo Oliveira (PT), por uma diferença de 2.676 votos. O socialista está sem mandato, mas segue fazendo oposição ao governo petista nas redes sociais e, se conseguir se manter elegível, deve se candidatar a deputado no pleito do ano que vem. 



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Acusações contra Atila seguem sem desfecho

Da cassação para cá, ex-prefeito de Mauá acumula vitórias nos tribunais e se mantém elegível

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

18/04/2021 | 07:00


Dois anos depois de Atila Jacomussi (PSB) ter sido o segundo prefeito da história de Mauá a sofrer impeachment, uma das denúncias feitas contra o socialista segue sem desfecho. De lá para cá, o político acumula vitórias nos tribunais e viu naufragar uma das acusações que pesavam contra si.

A Câmara de Mauá cassou Atila no dia 18 de abril de 2019. O socialista foi acusado de cometer crime de responsabilidade ao deixar o cargo vago no período em que esteve preso. Àquela altura, Atila já tinha passado duas vezes pela prisão. A primeira ocorreu logo no segundo ano de governo, em 2018, quando a PF (Polícia Federal) deflagrou a Operação Prato Feito e acusou o então prefeito de integrar esquema de desvios de recursos em contratos de merenda e material escolar.

Ao cumprir mandados de busca e apreensão na casa do socialista, a PF encontrou R$ 87 mil em dinheiro vivo guardados em panela da cozinha. A operação também mirou o braço-direito de Atila, o então secretário de Governo, João Gaspar (PCdoB). Na casa do auxiliar, a polícia achou R$ 600 mil – também foi preso. Atila ficou pouco mais de um mês na prisão e conseguiu a liberdade após liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que também mandou soltar Gaspar.

Em dezembro de 2018, porém, Atila foi preso novamente pela PF em desdobramento da primeira operação – a nova investida policial foi batizada de Operação Trato Feito. Desta vez, o então prefeito era acusado de receber propina de empresas prestadoras de serviços do Paço. Segundo a PF, o esquema também envolvia parte dos vereadores. A segunda prisão intensificou a crise política – na ocasião, Atila havia rompido com sua vice, Alaíde Damo (MDB) – e o Legislativo bancou a cassação.

Atila ficou cinco meses longe do cargo. Em setembro de 2019, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) concedeu liminar anulando a cassação e devolvendo os direitos políticos do socialista. Em março do ano passado, a Justiça de Mauá também anulou o processo. Em outubro, um mês antes de brigar pela reeleição, Atila viu o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) remeter uma das denúncias contra o socialista – lavagem de dinheiro ou ocultação de patrimônio no âmbito da Prato Feito – à Justiça Eleitoral. Na prática, a ação voltou à estaca zero.

Já a denúncia oriunda da Trato Feito não prosperou e segue sem definição. Sem condenações, Atila voltou às urnas, saiu do primeiro turno como o mais votado e, na reta final do pleito, foi derrotado pelo hoje prefeito Marcelo Oliveira (PT), por uma diferença de 2.676 votos. O socialista está sem mandato, mas segue fazendo oposição ao governo petista nas redes sociais e, se conseguir se manter elegível, deve se candidatar a deputado no pleito do ano que vem. 

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