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Filippi suspende contrato de usina de lixo com a Sabesp

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de Diadema alega não se opor ao projeto, mas que quer revisar termos do ajuste e estender assunto junto ao Consórcio Intermunicipal


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

16/04/2021 | 05:45


O prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), anunciou que suspendeu contrato que o município tinha celebrado no ano passado com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) que previa a construção de usina de lixo no município. O governo petista alega que não se opõe a novas tecnologias para geração de energia, mas que rejeita possíveis medidas que agridam o meio ambiente.

Ao Diário, Filippi afirmou que o Paço já tem revisado os termos do convênio e citou que estenderá o tema ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, uma vez que a pauta sobre a destinação de resíduos sólidos é histórico problema das sete cidades. “Nós percebemos que existiam várias coisas nesse contrato que não poderíamos aceitar, como a questão da taxa do lixo. Então, suspendemos para debatermos e fazer algo que realmente interessa à cidade. Não somos contra (usina de lixo), sou muito favorável a novas tecnologias, vejo a geração de energia elétrica por meio de energia solar, por exemplo, com muita simpatia. Nós queremos entender melhor esse contrato”, defendeu.

O Paço diademense anunciou na quarta-feira a suspensão temporária da cobrança da taxa do lixo na cidade, que era cobrada pelo município e que desde o início do ano foi transferida à Sabesp – vinha embutida nos carnês do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e passou para as contas de água e esgoto – no escopo do contrato da usina, assinado pelo governo do ex-prefeito Lauro Michels (PV). O petista reforçou que o município retomará a tributação por meio de carnê à parte, só que o Paço estuda fazer outras alterações. “Nós vamos preparar um debate sobre a taxa do lixo, que, na nossa opinião, não faz justiça fiscal atualmente. (Do jeito que está) Cobra o mesmo valor de todo mundo, sem levar em consideração o volume de lixo produzido pelo contribuinte.”

O contrato de construção de usina por meio de incineração do lixo foi assinado com a Sabesp no último ano da gestão Lauro. A ideia era a de construir o equipamento em terreno na divisa entre os bairros Jardim Inamar e Eldorado, região coberta de áreas de proteção ambiental. “A Sabesp é uma parceira que nós queremos manter. Não estamos anulando isso, até porque, essa postura revelaria ignorância e precipitação da nossa parte. Porém, queremos conhecer melhor para ter opinião. (O contrato) Foi feito de maneira açodada, atropelando tudo, não teve debate com a cidade nem passou pelo conselho municipal de meio ambiente. Não vamos ter uma usina com perspectiva de poluição em áreas de manancial”, cravou Filippi.

O contrato concedeu à Sabesp, pelo período de 40 anos, a gestão dos resíduos sólidos produzidos na cidade e que atualmente são levados para aterro privado em Mauá. O projeto visava separar o lixo reciclável e transformar o orgânico em CDR (Combustível Derivado de Resíduo). Esse processo, segundo a Sabesp, reduz a produção de chorume.  



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Filippi suspende contrato de usina de lixo com a Sabesp

Prefeito de Diadema alega não se opor ao projeto, mas que quer revisar termos do ajuste e estender assunto junto ao Consórcio Intermunicipal

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

16/04/2021 | 05:45


O prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), anunciou que suspendeu contrato que o município tinha celebrado no ano passado com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) que previa a construção de usina de lixo no município. O governo petista alega que não se opõe a novas tecnologias para geração de energia, mas que rejeita possíveis medidas que agridam o meio ambiente.

Ao Diário, Filippi afirmou que o Paço já tem revisado os termos do convênio e citou que estenderá o tema ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, uma vez que a pauta sobre a destinação de resíduos sólidos é histórico problema das sete cidades. “Nós percebemos que existiam várias coisas nesse contrato que não poderíamos aceitar, como a questão da taxa do lixo. Então, suspendemos para debatermos e fazer algo que realmente interessa à cidade. Não somos contra (usina de lixo), sou muito favorável a novas tecnologias, vejo a geração de energia elétrica por meio de energia solar, por exemplo, com muita simpatia. Nós queremos entender melhor esse contrato”, defendeu.

O Paço diademense anunciou na quarta-feira a suspensão temporária da cobrança da taxa do lixo na cidade, que era cobrada pelo município e que desde o início do ano foi transferida à Sabesp – vinha embutida nos carnês do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e passou para as contas de água e esgoto – no escopo do contrato da usina, assinado pelo governo do ex-prefeito Lauro Michels (PV). O petista reforçou que o município retomará a tributação por meio de carnê à parte, só que o Paço estuda fazer outras alterações. “Nós vamos preparar um debate sobre a taxa do lixo, que, na nossa opinião, não faz justiça fiscal atualmente. (Do jeito que está) Cobra o mesmo valor de todo mundo, sem levar em consideração o volume de lixo produzido pelo contribuinte.”

O contrato de construção de usina por meio de incineração do lixo foi assinado com a Sabesp no último ano da gestão Lauro. A ideia era a de construir o equipamento em terreno na divisa entre os bairros Jardim Inamar e Eldorado, região coberta de áreas de proteção ambiental. “A Sabesp é uma parceira que nós queremos manter. Não estamos anulando isso, até porque, essa postura revelaria ignorância e precipitação da nossa parte. Porém, queremos conhecer melhor para ter opinião. (O contrato) Foi feito de maneira açodada, atropelando tudo, não teve debate com a cidade nem passou pelo conselho municipal de meio ambiente. Não vamos ter uma usina com perspectiva de poluição em áreas de manancial”, cravou Filippi.

O contrato concedeu à Sabesp, pelo período de 40 anos, a gestão dos resíduos sólidos produzidos na cidade e que atualmente são levados para aterro privado em Mauá. O projeto visava separar o lixo reciclável e transformar o orgânico em CDR (Combustível Derivado de Resíduo). Esse processo, segundo a Sabesp, reduz a produção de chorume.  

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