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Com o mesmo coração

23/05/2012 | 07:00
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André Henriques/DGABC
André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Por que colocar lado a lado o Peugeot 3008 e o Mini Cooper S?" Esta foi a pergunta que você fez ao abrir esta página, não é mesmo? Explicação: sim, os carros são completamente diferentes. Mas embora um se encaixe na categoria de crossovers - prezando espaço para a família, conforto e porte avantajado - e outro seja um compacto premium, com pegada mais forte, a semelhança entre ambos está mesmo é embaixo do capô: o motor 1.6 THP (sigla que vem da denominação Turbo High Pressure).

HISTÓRIA

Há dez anos, a PSA Peugeot Citroën e o BMW Group concluíam um contrato de cooperação para o desenvolvimento comum dos motores EP6 (THP) com a finalidade de substituir os propulsores TU e Tritec, das marcas francesa e alemã, respectivamente.

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Na parceria, a PSA produziria os componentes do motor na França e a montagem ocorreria na fábrica de motores da Mini em Birmingnham, na Inglaterra. A partir daí, nasceu - em 2006 - a família de motores compacta, com cilindradas entre 1.4 e 1.6, que incluíam as mais modernas tecnologias, como a injeção direta de combustível e o comando de válvulas variável, por exemplo.

O resultado é que o bloco THP, de imediato, passou a integrar a família Cooper, com diferenças de soluções de software e potência. No Cooper S (fotos), são 184 cv.

O CORAÇÃO DO LEÃO

Já na Peugeot, a gama de modelos que usam o powertrain é mais extensa. Além do crossover presente nesta página , há também o esportivo RCZ e, mais recentemente, o sedã 408 - que ganhou a versão topo de linha Griffe THP com câmbio automático de seis velocidades e visual esportivo. O três-volumes não sai por menos de R$ 81.490 (R$ 21,5 mil a mais que a versão de entrada).

O fato é que dentre tantas opções, decidimos pegar dois modelos completamente distintos para esta matéria, exatamente para fugir da ideia de comparativo.

Distintos em cada detalhe

Logo de cara o Mini deixa claro que seu lema é esportividade. Ao contrário do 3008, nele, a família fica de lado, no máximo duas crianças atrás. Com apenas 3,73 metros de comprimento, o modelo inglês faz jus ao apelido de apimentado. Seu torque de 24,5 mkgf já aparece aos 1.600 rpm. Com o pé no acelerador, é perceptível o fôlego extra do pequenino, que leva 7,2 segundos para chegar aos 100 km/h - menos de um segundo de diferença de um Mercedes SLK, por exemplo, que o faz em 6,6 segundos.

A velocidade máxima de 223 km/h não pôde ser atingida durante a semana de avaliação, mas mesmo aos 120 km/h dá, sim, para se sentir piloto. Dentre as principais características de condução, o Mini - apesar da suspensão demasiadamente rígida - traz direção extremamente precisa e aquele ronco delicioso que sai do motor e invade a cabine, principalmente quando opta-se pelo modo esportivo de condução, apertando o botão Sport no painel.

Pela proposta, o 3008 preza pelo conforto a bordo, para isso, itens como ar-condicionado digital de duas zonas com saídas traseiras, computador de bordo, direção hidráulica e trio elétrico, não podem ficar de fora. Mas a lista de mimos do Cooper S é bastante semelhante.

A diferença está na potência do 3008, de 156 cv. Vale ressaltar que o modelo já ganhou nova calibração do propulsor, que agora oferece 165 cv.

Mas, mesmo menos potente, o 3008 está longe de ser chocho e dá banho em muito concorrente. O torque é exatamente o mesmo do Copper S, mas aparece ainda mais cedo - aos 1.400 rpm. Muito bom para um carro que pesa 1.660 quilos. O resultado, respostas bastante espertas aos comandos do acelerador, seja em arrancadas ou retomadas de velocidade.

Ao contrário do Mini, no 3008, detalhes como bancos esportivos, volante pequeno e visual retrô dão lugar a requinte e espaço.

Distribuídos nos 2,61 metros de entre-eixos, os ocupantes do crossover da montadora francesa ficam bem acomodados. Em relação à transmissão, ambos contam com câmbio automático de seis velocidades. É mais economia. O bolso, agradece...




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