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Governo Filippi abraça terceirização da saúde iniciada na gestão Lauro


Junior Carvalho

05/03/2021 | 03:15


O governo do prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), abraçou modelo de gestão da saúde que, no passado, o petismo criticou ferrenhamente. Nesta semana, a administração petista habilitou OSS (Organização Social de Saúde) para atuar na cidade e abriu caminho para manter a terceirização do setor, iniciada por Lauro Michels (PV), inclusive para outras instituições, como a FUABC (Fundação do ABC).

Ontem, o Paço publicou decreto em que credencia o Ideas (Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde), sediado em Florianópolis (Santa Catarina). O ato em si é meramente burocrático e não indica, necessariamente, que a Prefeitura assinará contrato com a organização para a gestão dos equipamentos de saúde da cidade, hoje sob a gerência majoritária da própria municipalidade. Porém, indica que a gestão Filippi pretende lançar mão da legislação aprovada no primeiro governo Lauro.

Em 2015, a bancada pró-Lauro aprovou com muito esforço projeto do verde que autorizava a terceirização da gestão da saúde no município. Na ocasião, a bancada petista foi contrária à medida, alegando que a iniciativa precarizaria a prestação de serviços à cidade e a própria mão de obra. O projeto, contudo, acabou passando sob pancadaria no plenário e em meio a protestos tensos liderados pelo Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema). Curiosamente, quem presidia a entidade sindical na época era José Aparecido da Silva, o Neno (PT), hoje vereador e integrante da bancada governista.

Em nota, o governo Filippi citou justamente a lei da terceirização aprovada na gestão Lauro para justificar a habilitação da OSS. “Essa legislação permanece, portanto, as instituições interessadas em prestar serviços na cidade precisam solicitar a habitação e, caso cumpram o que a legislação determina, ficam declaradas habilitadas (para atuar no município)”, explicou o Paço, sem responder, no entanto, se pretende mexer na gestão da saúde na cidade. Atualmente, o único vínculo é com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).  



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Governo Filippi abraça terceirização da saúde iniciada na gestão Lauro

Junior Carvalho

05/03/2021 | 03:15


O governo do prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), abraçou modelo de gestão da saúde que, no passado, o petismo criticou ferrenhamente. Nesta semana, a administração petista habilitou OSS (Organização Social de Saúde) para atuar na cidade e abriu caminho para manter a terceirização do setor, iniciada por Lauro Michels (PV), inclusive para outras instituições, como a FUABC (Fundação do ABC).

Ontem, o Paço publicou decreto em que credencia o Ideas (Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde), sediado em Florianópolis (Santa Catarina). O ato em si é meramente burocrático e não indica, necessariamente, que a Prefeitura assinará contrato com a organização para a gestão dos equipamentos de saúde da cidade, hoje sob a gerência majoritária da própria municipalidade. Porém, indica que a gestão Filippi pretende lançar mão da legislação aprovada no primeiro governo Lauro.

Em 2015, a bancada pró-Lauro aprovou com muito esforço projeto do verde que autorizava a terceirização da gestão da saúde no município. Na ocasião, a bancada petista foi contrária à medida, alegando que a iniciativa precarizaria a prestação de serviços à cidade e a própria mão de obra. O projeto, contudo, acabou passando sob pancadaria no plenário e em meio a protestos tensos liderados pelo Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema). Curiosamente, quem presidia a entidade sindical na época era José Aparecido da Silva, o Neno (PT), hoje vereador e integrante da bancada governista.

Em nota, o governo Filippi citou justamente a lei da terceirização aprovada na gestão Lauro para justificar a habilitação da OSS. “Essa legislação permanece, portanto, as instituições interessadas em prestar serviços na cidade precisam solicitar a habitação e, caso cumpram o que a legislação determina, ficam declaradas habilitadas (para atuar no município)”, explicou o Paço, sem responder, no entanto, se pretende mexer na gestão da saúde na cidade. Atualmente, o único vínculo é com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).  

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