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Em sessão volátil, Bolsa fecha em leve baixa de 0,32%

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


03/03/2021 | 18:41


O Ibovespa teve fim de tarde desta quarta-feira, 3, em ritmo de montanha-russa, saindo de perdas superiores a 3% no pior momento, a caminho então do menor nível de fechamento desde 23 de novembro, aos 107.465,78 pontos na mínima da sessão, para tocar máxima a 112.398,24 pontos, em alta de 0,77%, então levemente acima do encerramento da última quinta-feira. Ao fim, o índice da B3 mostrava leve baixa de 0,32%, aos 111.183,95 pontos, com giro financeiro a R$ 48,8 bilhões. Na semana, o índice acumula ganho de 1,04%, com perdas a 6,58% no ano.

Tuíte do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que são infundadas as especulações de que o teto de gastos será furado, e a sinalização de que o governo federal pretende comprar vacinas da Pfizer e da Janssen ocorriam durante este abrupto movimento. "Por si, é pouco para justificar tamanha oscilação. O que temos é muita volatilidade, inclusive no exterior", observa Pedro Paulo Silveira, gestor da Nova Futura Investimentos. "As notícias, o pano de fundo, ainda são os mesmos: ruins."

Este começo de março dá continuidade ao padrão visto a partir da segunda quinzena de fevereiro, quando o Ibovespa iniciou correção que o tiraria dos 120 mil pontos, no fechamento do dia 17, para 107,3 mil na mínima intradia de ontem, acompanhando a combinação de agravamento da pandemia no País - desconectado da melhora no exterior, especialmente EUA - e de incerteza sobre as finanças públicas, acentuada por falta de avanço nas reformas e por ensaio de populismo na gestão econômica, com intervenção em estatal e possível furo no teto de gastos.

Assim, no dia em que foi anunciado o retorno do Estado de São Paulo à fase vermelha, a mais restritiva, o avanço acima do esperado na margem para o PIB do quarto trimestre foi recebido como evento passado, e o Ibovespa tendeu entre os 107 mil e os 109 mil pontos durante boa parte da tarde.

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo federal fez todo possível para evitar que "tivéssemos um caos no Brasil" e que, "instalando-se um caos, a gente não sabe o que pode acontecer". O infectologista americano Anthony Fauci, conselheiro do governo Joe Biden, demonstrou preocupação com a escalada da pandemia no País. "É muito difícil a situação em que o Brasil se encontra", afirmou o médico ao ser questionado sobre o assunto durante coletiva de imprensa. O cientista também se mostrou disposto a discutir com autoridades brasileiras medidas para enfrentar a crise sanitária. Fauci frisou que a imunidade temporária que os indivíduos adquirem após serem infectados pelo vírus não protege contra as novas cepas.

"O Brasil está aparecendo como fator de risco pandêmico, em situação fora de controle. Isso num momento em que o mercado tem exigido mais prêmio de risco para financiar a maior economia do mundo, inclinando a curva de juros nos EUA", o que afeta a atratividade dos emergentes, observa Jefferson Laatus, estrategista do Grupo Laatus. O avanço do populista Bolsonaro sobre o liberal Paulo Guedes obscurece a percepção do mercado para esta segunda metade de governo, afetando os ativos brasileiros de forma conjunta, acrescenta Laatus. "O ''Chicago boy" não existe mais, é como se tivesse virado um soldado que segue o general como se fosse a Lei. O mercado está precificando, cada vez mais, a teimosia e incoerência de Bolsonaro."

"Tivemos dia um pouco mais pesado lá fora, com esta pressão sobre os yields dos Treasuries, e aqui estamos navegando mares bravios, com muitas informações desencontradas sobre como ficará o fiscal: a cada hora é uma coisa, há muita informação cruzada sobre isso", diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Entre os carros-chefes do Ibovespa, Petrobras ON e PN chegaram a mostrar perdas acima de 6%, para fechar respectivamente em baixa de 4,29% e 3,64%, com a decisão de quatro conselheiros de deixar a empresa após o governo ter encaminhado a substituição do economista Roberto Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna, em meio à insatisfação de Bolsonaro com os reajustes nos preços de combustíveis, especialmente o diesel. Embora sem o mesmo peso sobre os preços da ação, chegou à atenção do mercado a volumosa operação com opções de venda da Petrobras depois de reunião palaciana em Brasília na qual a substituição teria sido definida, o que pode resultar em investigação pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Na ponta do Ibovespa nesta quarta-feira, destaque para alta de 4,61% para PetroRio, à frente de Magazine Luiza (+3,50%) e de Bradesco ON (+2,02%). Maior perda do Ibovespa na sessão, Pão de Açúcar caiu 5,61%, com CVC em baixa de 4,53% e Petrobras ON, de 4,29%.



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Em sessão volátil, Bolsa fecha em leve baixa de 0,32%


03/03/2021 | 18:41


O Ibovespa teve fim de tarde desta quarta-feira, 3, em ritmo de montanha-russa, saindo de perdas superiores a 3% no pior momento, a caminho então do menor nível de fechamento desde 23 de novembro, aos 107.465,78 pontos na mínima da sessão, para tocar máxima a 112.398,24 pontos, em alta de 0,77%, então levemente acima do encerramento da última quinta-feira. Ao fim, o índice da B3 mostrava leve baixa de 0,32%, aos 111.183,95 pontos, com giro financeiro a R$ 48,8 bilhões. Na semana, o índice acumula ganho de 1,04%, com perdas a 6,58% no ano.

Tuíte do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que são infundadas as especulações de que o teto de gastos será furado, e a sinalização de que o governo federal pretende comprar vacinas da Pfizer e da Janssen ocorriam durante este abrupto movimento. "Por si, é pouco para justificar tamanha oscilação. O que temos é muita volatilidade, inclusive no exterior", observa Pedro Paulo Silveira, gestor da Nova Futura Investimentos. "As notícias, o pano de fundo, ainda são os mesmos: ruins."

Este começo de março dá continuidade ao padrão visto a partir da segunda quinzena de fevereiro, quando o Ibovespa iniciou correção que o tiraria dos 120 mil pontos, no fechamento do dia 17, para 107,3 mil na mínima intradia de ontem, acompanhando a combinação de agravamento da pandemia no País - desconectado da melhora no exterior, especialmente EUA - e de incerteza sobre as finanças públicas, acentuada por falta de avanço nas reformas e por ensaio de populismo na gestão econômica, com intervenção em estatal e possível furo no teto de gastos.

Assim, no dia em que foi anunciado o retorno do Estado de São Paulo à fase vermelha, a mais restritiva, o avanço acima do esperado na margem para o PIB do quarto trimestre foi recebido como evento passado, e o Ibovespa tendeu entre os 107 mil e os 109 mil pontos durante boa parte da tarde.

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo federal fez todo possível para evitar que "tivéssemos um caos no Brasil" e que, "instalando-se um caos, a gente não sabe o que pode acontecer". O infectologista americano Anthony Fauci, conselheiro do governo Joe Biden, demonstrou preocupação com a escalada da pandemia no País. "É muito difícil a situação em que o Brasil se encontra", afirmou o médico ao ser questionado sobre o assunto durante coletiva de imprensa. O cientista também se mostrou disposto a discutir com autoridades brasileiras medidas para enfrentar a crise sanitária. Fauci frisou que a imunidade temporária que os indivíduos adquirem após serem infectados pelo vírus não protege contra as novas cepas.

"O Brasil está aparecendo como fator de risco pandêmico, em situação fora de controle. Isso num momento em que o mercado tem exigido mais prêmio de risco para financiar a maior economia do mundo, inclinando a curva de juros nos EUA", o que afeta a atratividade dos emergentes, observa Jefferson Laatus, estrategista do Grupo Laatus. O avanço do populista Bolsonaro sobre o liberal Paulo Guedes obscurece a percepção do mercado para esta segunda metade de governo, afetando os ativos brasileiros de forma conjunta, acrescenta Laatus. "O ''Chicago boy" não existe mais, é como se tivesse virado um soldado que segue o general como se fosse a Lei. O mercado está precificando, cada vez mais, a teimosia e incoerência de Bolsonaro."

"Tivemos dia um pouco mais pesado lá fora, com esta pressão sobre os yields dos Treasuries, e aqui estamos navegando mares bravios, com muitas informações desencontradas sobre como ficará o fiscal: a cada hora é uma coisa, há muita informação cruzada sobre isso", diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Entre os carros-chefes do Ibovespa, Petrobras ON e PN chegaram a mostrar perdas acima de 6%, para fechar respectivamente em baixa de 4,29% e 3,64%, com a decisão de quatro conselheiros de deixar a empresa após o governo ter encaminhado a substituição do economista Roberto Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna, em meio à insatisfação de Bolsonaro com os reajustes nos preços de combustíveis, especialmente o diesel. Embora sem o mesmo peso sobre os preços da ação, chegou à atenção do mercado a volumosa operação com opções de venda da Petrobras depois de reunião palaciana em Brasília na qual a substituição teria sido definida, o que pode resultar em investigação pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Na ponta do Ibovespa nesta quarta-feira, destaque para alta de 4,61% para PetroRio, à frente de Magazine Luiza (+3,50%) e de Bradesco ON (+2,02%). Maior perda do Ibovespa na sessão, Pão de Açúcar caiu 5,61%, com CVC em baixa de 4,53% e Petrobras ON, de 4,29%.

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