Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 19 de Abril

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

SAI registra um atendimento ao usuário cada quatro minutos

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Além de auxílio em caso de acidente, socorros envolvem apoio em situação de pane seca e problemas mecânicos


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

01/03/2021 | 07:00


A Ecovias, responsável pelo SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), atendeu quatro ocorrências por minuto ao longo de 2020. Segundo a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), no ano passado foram notificados 143.618 atendimentos de socorro nos 176,8 quilômetros das rodovias que ligam Capital e Litoral. Os atendimentos não são apenas relacionados aos acidentes, já que as equipes de socorro também realizam serviço em casos de mal súbito, oferecem guinchos, socorro mecânico, inspeção, irrigadeira, fazem partos e apreensão de animais na pista. A maior parte das ocorrências envolve panes veiculares.

Segundo a Ecovias, no Sistema Anchieta-Imigrantes são atendidas, em média, 300 ocorrências por mês com pedido de socorro médico referente a acidentes, além de cerca de 100 atendimentos referentes a agravo de saúde. No ano passado, só para APH (Atendimento Pré-Hospitalar), a concessionária atendeu 3.323 ocorrências. No entanto, os trabalhos mais constantes, segundo a empresa, são os choques e colisões traseiras, sendo que os períodos de maior incidência são nos feriados prolongados e época de férias. Em comparação, em 2019 – ano sem interferência da pandemia da Covid-19 – foram registradas pela concessionária 3.614 ocorrências por acidente (média de 301 por mês) e 1.480 por agravo de saúde (123 por mês).

Professor do departamento de infraestrutura da faculdade de engenharia civil da Unicamp (Universidade de Campinas), Creso de Franco Peixoto avalia que seria importante traçar perfil dos atendimentos, tendo em vista que há casos recorrentes, o que avalia como descuido dos próprios usuários. “Algo que deveria ser objeto de cuidado dos motoristas é a pane seca, ou seja, quando acaba o combustível. Além de ser um ato de infração de trânsito, pode causar ainda acidente”, pontuou o especialista, referindo-se ao veículo parar no meio da pista.

Além disso, Creso também destaca o uso indevido do acostamento, reforçando que o espaço é para emergências e não para longas paradas ou tráfego. “Outra questão importante é avaliar o tipo de manutenção que os motoristas acabam optando”, pontuou, explicando que, muitos, deixam para levar o veículo para inspeção somente após a pane.

Consultor em mobilidade urbana, Luiz Vicente de Mello Filho compartilha da opinião de Creso e defende que a medida mais eficaz de prevenir problemas em tráfego esteja na manutenção veicular. “A manutenção, seja de carros, motocicletas ou caminhões está relacionada ao cuidado com pneus, pastilhas de freio, que devem ser revisadas, ao menos, uma vez por ano ou a cada 10 mil quilômetros. Também com fluído de freio, que deve ser substituído a cada dois anos”, enumera o especialista, elencando ainda a importância da troca do óleo do motor a cada 10 mil quilômetros ou uma vez ao ano, verificação da água do radiador e troca das palhetas de para-brisa.

“Há queda na comercialização de carros novos nos últimos anos. Basicamente, a frota está se renovando de maneira mais lenta e isso faz com que os veículos rodem há mais tempo, o que compreende que a pessoa teria de ter a responsabilidade de fazer as manutenções (mais frequentemente) diante do tempo de uso”, reforça Mello. O especialista ainda destaca que, além dos problemas por falta de manutenção, há a necessidade de cuidado elevado em dias de chuva.

Embora o número de atendimentos seja alto, a Ecovias ressalta que mantém, desde o início da concessão, o PRA (Programa de Redução de Acidentes) que, entre outras medidas, realiza a reunião semanal de profissionais de diversas áreas da empresa, que analisam cada ocorrência de forma individual e discutem medidas que garantam a segurança viária de todos os usuários. Além disso, a empresa afirma que os motoristas são orientados de diferentes maneiras sobre serviços prestados nas rodovias administradas pela concessionária. A primeira delas é na própria rodovia, por meio de placas de sinalização com o número de emergência (0800 019 7878) – também divulgado nos PMVs (Painéis de Mensagens Variáveis) localizados em diversos pontos das vias. Além disso, os usuários podem conferir essas informações, previamente, antes de viajar por meio do site da Ecovias, nos perfis do Twitter e Instagram da concessionária (@_ecovias), além do aplicativo do Grupo Ecorodovias.

DEMAIS RODOVIAS

Cerca de 4.410 profissionais compõem as equipes das concessionárias reguladas pela Artesp. Em média, há um profissional pronto para ajudar a cada 2,5 quilômetros de rodovia concedida – no total são 11,2 mil quilômetros de malha sob concessão no Estado de São Paulo.
Durante todo o ano de 2020, foram registrados, em média, 154 atendimentos pré-hospitalares diários, somando 56.668 no total, 449.823 panes mecânicas, 97.074 casos de pneus furados, 48.866 panes secas ( como são chamados os problemas por falta de combustível), 25.282 panes elétricas, entre outras como partos, animais na pista, mal súbito e objetos na via. Ao todo, no período, foram 1.433.371 ocorrências, o que representa quase 4.000 atendimentos diários pelos profissionais das concessionárias.

Socorristas têm rotina intensa no plantão

Em plantões de 24 horas, o trabalho dos 52 profissionais de saúde que atendem as ocorrências do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) é intenso e – quase – sem descanso, pelo menos no período em que estão em atuação. A equipe que atende na Ecovias – concessionária responsável pelos 176,8 quilômetros de extensão da malha rodoviária – é composta por 18 técnicos de enfermagem, 22 resgatistas, quatro enfermeiros e oito médicos e o atendimento conta com cinco ambulâncias de apoio, sendo quatro básicas e uma de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), além do apoio de guinchos e da equipe de inspeção de tráfego.

Gerente de operações de resgate médico, Robson Gonzaga Basílio explicou que a ambulância básica conta com dois funcionários, sendo um resgatista e um técnico de enfermagem, enquanto a UTI móvel tem um profissional a mais, sendo o médico regulador. “Mesmo quando não é preciso o atendimento de UTI, todo o atendimento é passado remotamente ao médico, que norteia os profissionais dos devidos procedimentos”, ressaltou.

Além disso, os profissionais passam por cursos de reciclagem ao e novos contratados iniciam o trabalho dez dias antes para que possam passar por espécie de vivência da rotina.

A diferença entre o resgate da Ecovias, com o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é pequena. As ambulâncias da empresa estão municiadas com equipamento para combate inicial de incêndios, desencarcerador e equipamentos para salvamento em altura. “Embora tenhamos atendimento bem completo e consigamos dar conta, quase que sempre, com nosso serviço, em casos de acidentes maiores, se preciso, chamamos apoio do Samu e demais órgãos de atendimento como a Polícia Militar Rodoviária e de Bombeiros”, explicou Basílio.

A inspeção de tráfego da Ecovias conta com 56 funcionários, que rodam toda a malha rodoviária por 24 horas. Além de acompanhar ocorrências, auxiliam no fluxo, verificam riscos, retiram materiais da via, orientam os usuários e realizam as operações de comboio.

A equipe do Diário acompanhou um dia de trabalho na base do Km 19 da Anchieta, com time formado por Rivaldo de Souza Oliveira, Fernando Luiz Gonçalo e João Ricardo Orlando Martins. O supervisor de tráfego era Douglas Albiero. “Estamos o tempo todo prestando atenção no rádio do CCO (Centro de Controle Operacional), que é por onde chegam as informações. Lá na base eles recebem ocorrências da Polícia Militar Rodoviária, dos bombeiros, do nosso telefone 0800 e aplicativo”, explicou o supervisor de tráfego, Douglas Albiero.

Em um ocorrência, a funcionária da Ecovias Erika Teixeira do Nascimento, 30 anos, perdeu o equilíbrio e caiu em seu posto de trabalho. A viatura foi chamada pela supervisão devido a escoriações no quadril. “Não achei que seria necessário, mas a Ecovias tem esse protocolo, o que é muito bom para nós funcionários e também aos usuários do sistema”, elogiou, enquanto era atendida.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

SAI registra um atendimento ao usuário cada quatro minutos

Além de auxílio em caso de acidente, socorros envolvem apoio em situação de pane seca e problemas mecânicos

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

01/03/2021 | 07:00


A Ecovias, responsável pelo SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), atendeu quatro ocorrências por minuto ao longo de 2020. Segundo a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), no ano passado foram notificados 143.618 atendimentos de socorro nos 176,8 quilômetros das rodovias que ligam Capital e Litoral. Os atendimentos não são apenas relacionados aos acidentes, já que as equipes de socorro também realizam serviço em casos de mal súbito, oferecem guinchos, socorro mecânico, inspeção, irrigadeira, fazem partos e apreensão de animais na pista. A maior parte das ocorrências envolve panes veiculares.

Segundo a Ecovias, no Sistema Anchieta-Imigrantes são atendidas, em média, 300 ocorrências por mês com pedido de socorro médico referente a acidentes, além de cerca de 100 atendimentos referentes a agravo de saúde. No ano passado, só para APH (Atendimento Pré-Hospitalar), a concessionária atendeu 3.323 ocorrências. No entanto, os trabalhos mais constantes, segundo a empresa, são os choques e colisões traseiras, sendo que os períodos de maior incidência são nos feriados prolongados e época de férias. Em comparação, em 2019 – ano sem interferência da pandemia da Covid-19 – foram registradas pela concessionária 3.614 ocorrências por acidente (média de 301 por mês) e 1.480 por agravo de saúde (123 por mês).

Professor do departamento de infraestrutura da faculdade de engenharia civil da Unicamp (Universidade de Campinas), Creso de Franco Peixoto avalia que seria importante traçar perfil dos atendimentos, tendo em vista que há casos recorrentes, o que avalia como descuido dos próprios usuários. “Algo que deveria ser objeto de cuidado dos motoristas é a pane seca, ou seja, quando acaba o combustível. Além de ser um ato de infração de trânsito, pode causar ainda acidente”, pontuou o especialista, referindo-se ao veículo parar no meio da pista.

Além disso, Creso também destaca o uso indevido do acostamento, reforçando que o espaço é para emergências e não para longas paradas ou tráfego. “Outra questão importante é avaliar o tipo de manutenção que os motoristas acabam optando”, pontuou, explicando que, muitos, deixam para levar o veículo para inspeção somente após a pane.

Consultor em mobilidade urbana, Luiz Vicente de Mello Filho compartilha da opinião de Creso e defende que a medida mais eficaz de prevenir problemas em tráfego esteja na manutenção veicular. “A manutenção, seja de carros, motocicletas ou caminhões está relacionada ao cuidado com pneus, pastilhas de freio, que devem ser revisadas, ao menos, uma vez por ano ou a cada 10 mil quilômetros. Também com fluído de freio, que deve ser substituído a cada dois anos”, enumera o especialista, elencando ainda a importância da troca do óleo do motor a cada 10 mil quilômetros ou uma vez ao ano, verificação da água do radiador e troca das palhetas de para-brisa.

“Há queda na comercialização de carros novos nos últimos anos. Basicamente, a frota está se renovando de maneira mais lenta e isso faz com que os veículos rodem há mais tempo, o que compreende que a pessoa teria de ter a responsabilidade de fazer as manutenções (mais frequentemente) diante do tempo de uso”, reforça Mello. O especialista ainda destaca que, além dos problemas por falta de manutenção, há a necessidade de cuidado elevado em dias de chuva.

Embora o número de atendimentos seja alto, a Ecovias ressalta que mantém, desde o início da concessão, o PRA (Programa de Redução de Acidentes) que, entre outras medidas, realiza a reunião semanal de profissionais de diversas áreas da empresa, que analisam cada ocorrência de forma individual e discutem medidas que garantam a segurança viária de todos os usuários. Além disso, a empresa afirma que os motoristas são orientados de diferentes maneiras sobre serviços prestados nas rodovias administradas pela concessionária. A primeira delas é na própria rodovia, por meio de placas de sinalização com o número de emergência (0800 019 7878) – também divulgado nos PMVs (Painéis de Mensagens Variáveis) localizados em diversos pontos das vias. Além disso, os usuários podem conferir essas informações, previamente, antes de viajar por meio do site da Ecovias, nos perfis do Twitter e Instagram da concessionária (@_ecovias), além do aplicativo do Grupo Ecorodovias.

DEMAIS RODOVIAS

Cerca de 4.410 profissionais compõem as equipes das concessionárias reguladas pela Artesp. Em média, há um profissional pronto para ajudar a cada 2,5 quilômetros de rodovia concedida – no total são 11,2 mil quilômetros de malha sob concessão no Estado de São Paulo.
Durante todo o ano de 2020, foram registrados, em média, 154 atendimentos pré-hospitalares diários, somando 56.668 no total, 449.823 panes mecânicas, 97.074 casos de pneus furados, 48.866 panes secas ( como são chamados os problemas por falta de combustível), 25.282 panes elétricas, entre outras como partos, animais na pista, mal súbito e objetos na via. Ao todo, no período, foram 1.433.371 ocorrências, o que representa quase 4.000 atendimentos diários pelos profissionais das concessionárias.

Socorristas têm rotina intensa no plantão

Em plantões de 24 horas, o trabalho dos 52 profissionais de saúde que atendem as ocorrências do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) é intenso e – quase – sem descanso, pelo menos no período em que estão em atuação. A equipe que atende na Ecovias – concessionária responsável pelos 176,8 quilômetros de extensão da malha rodoviária – é composta por 18 técnicos de enfermagem, 22 resgatistas, quatro enfermeiros e oito médicos e o atendimento conta com cinco ambulâncias de apoio, sendo quatro básicas e uma de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), além do apoio de guinchos e da equipe de inspeção de tráfego.

Gerente de operações de resgate médico, Robson Gonzaga Basílio explicou que a ambulância básica conta com dois funcionários, sendo um resgatista e um técnico de enfermagem, enquanto a UTI móvel tem um profissional a mais, sendo o médico regulador. “Mesmo quando não é preciso o atendimento de UTI, todo o atendimento é passado remotamente ao médico, que norteia os profissionais dos devidos procedimentos”, ressaltou.

Além disso, os profissionais passam por cursos de reciclagem ao e novos contratados iniciam o trabalho dez dias antes para que possam passar por espécie de vivência da rotina.

A diferença entre o resgate da Ecovias, com o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é pequena. As ambulâncias da empresa estão municiadas com equipamento para combate inicial de incêndios, desencarcerador e equipamentos para salvamento em altura. “Embora tenhamos atendimento bem completo e consigamos dar conta, quase que sempre, com nosso serviço, em casos de acidentes maiores, se preciso, chamamos apoio do Samu e demais órgãos de atendimento como a Polícia Militar Rodoviária e de Bombeiros”, explicou Basílio.

A inspeção de tráfego da Ecovias conta com 56 funcionários, que rodam toda a malha rodoviária por 24 horas. Além de acompanhar ocorrências, auxiliam no fluxo, verificam riscos, retiram materiais da via, orientam os usuários e realizam as operações de comboio.

A equipe do Diário acompanhou um dia de trabalho na base do Km 19 da Anchieta, com time formado por Rivaldo de Souza Oliveira, Fernando Luiz Gonçalo e João Ricardo Orlando Martins. O supervisor de tráfego era Douglas Albiero. “Estamos o tempo todo prestando atenção no rádio do CCO (Centro de Controle Operacional), que é por onde chegam as informações. Lá na base eles recebem ocorrências da Polícia Militar Rodoviária, dos bombeiros, do nosso telefone 0800 e aplicativo”, explicou o supervisor de tráfego, Douglas Albiero.

Em um ocorrência, a funcionária da Ecovias Erika Teixeira do Nascimento, 30 anos, perdeu o equilíbrio e caiu em seu posto de trabalho. A viatura foi chamada pela supervisão devido a escoriações no quadril. “Não achei que seria necessário, mas a Ecovias tem esse protocolo, o que é muito bom para nós funcionários e também aos usuários do sistema”, elogiou, enquanto era atendida.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;