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Falta de diploma universitário tira Atila da Câmara de SP

Legislativo paulistano confirma que ex-prefeito foi exonerado por não apresentar titulação


Raphael Rocha

26/02/2021 | 04:36


Ex-prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB) foi exonerado do cargo comissionado na Câmara de São Paulo por falta de diploma de ensino superior. O Legislativo paulistano confirmou ao Diário que o socialista não apresentou a titulação necessária para assumir a função para qual foi nomeado, de assistente especial legislativo no gabinete de liderança de representação partidária.

O Diário revelou na quarta-feira que Atila havia sido nomeado para trabalhar no Parlamento da Capital e que teria salário superior ao que tinha quando era prefeito de Mauá – receberia R$ 19.085,82, ante aos R$ 18.576,09 brutos da época de chefe do Executivo.

“O senhor Atila César Monteiro Jacomussi foi nomeado para o referido cargo, mas no momento da posse não apresentou documentos que comprovassem a titulação necessária (ensino superior). Portanto, ele foi exonerado retroativamente e não chegou a tomar posse no cargo”, informou a Câmara de São Paulo, por nota.

Conforme registro de campanha do socialista no pleito do ano passado, o ex-prefeito disse à Justiça Eleitoral ter apenas ensino médio completo.
A nomeação de Atila gerou forte reação crítica ao socialista nas redes sociais. Ele disse que havia sido convidado pelo vereador Sidney Cruz (SD) para ajudá-lo na Câmara, até porque o parlamentar está em primeiro mandato e já compõe a comissão de finanças e orçamento, uma das principais da casa. Ele ficaria no bloco formado pelas siglas Podemos, Solidariedade e PP, apesar de estar filiado ao PSB desde 2015.

Em seu perfil oficial nas redes sociais, Atila deu outra versão ao caso, sem citar a falta de diploma universitário para assumir a função. “Realmente recebi um convite para prestar assessoria, não só na Câmara de São Paulo, mas também em outras instituições. Acabei não aceitando por um simples motivo: um bom marujo nunca abandona seu barco à deriva. Nossa cidade está vivendo um abandono na saúde. Falta decisão para a construção de um hospital de campanha. Falta segurança pública. Há caos no transporte público. Não irei virar as costas para o meu povo, que sempre me carregou nos momentos mais difíceis da minha vida. Atila é de Mauá. Quem me conhece, sabe”, finalizou o socialista RR 



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Falta de diploma universitário tira Atila da Câmara de SP

Legislativo paulistano confirma que ex-prefeito foi exonerado por não apresentar titulação

Raphael Rocha

26/02/2021 | 04:36


Ex-prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB) foi exonerado do cargo comissionado na Câmara de São Paulo por falta de diploma de ensino superior. O Legislativo paulistano confirmou ao Diário que o socialista não apresentou a titulação necessária para assumir a função para qual foi nomeado, de assistente especial legislativo no gabinete de liderança de representação partidária.

O Diário revelou na quarta-feira que Atila havia sido nomeado para trabalhar no Parlamento da Capital e que teria salário superior ao que tinha quando era prefeito de Mauá – receberia R$ 19.085,82, ante aos R$ 18.576,09 brutos da época de chefe do Executivo.

“O senhor Atila César Monteiro Jacomussi foi nomeado para o referido cargo, mas no momento da posse não apresentou documentos que comprovassem a titulação necessária (ensino superior). Portanto, ele foi exonerado retroativamente e não chegou a tomar posse no cargo”, informou a Câmara de São Paulo, por nota.

Conforme registro de campanha do socialista no pleito do ano passado, o ex-prefeito disse à Justiça Eleitoral ter apenas ensino médio completo.
A nomeação de Atila gerou forte reação crítica ao socialista nas redes sociais. Ele disse que havia sido convidado pelo vereador Sidney Cruz (SD) para ajudá-lo na Câmara, até porque o parlamentar está em primeiro mandato e já compõe a comissão de finanças e orçamento, uma das principais da casa. Ele ficaria no bloco formado pelas siglas Podemos, Solidariedade e PP, apesar de estar filiado ao PSB desde 2015.

Em seu perfil oficial nas redes sociais, Atila deu outra versão ao caso, sem citar a falta de diploma universitário para assumir a função. “Realmente recebi um convite para prestar assessoria, não só na Câmara de São Paulo, mas também em outras instituições. Acabei não aceitando por um simples motivo: um bom marujo nunca abandona seu barco à deriva. Nossa cidade está vivendo um abandono na saúde. Falta decisão para a construção de um hospital de campanha. Falta segurança pública. Há caos no transporte público. Não irei virar as costas para o meu povo, que sempre me carregou nos momentos mais difíceis da minha vida. Atila é de Mauá. Quem me conhece, sabe”, finalizou o socialista RR 

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