Brasileirão Após derrota por 1 a 0, o time quer recuperar pontos perdidos
para o ASA no Anacleto; jogo será 21h no Estádio da Ressaca

Fazer no Estádio da Ressacada, diante do Avaí, às 21h, pela segunda rodada da Série B do Brasileiro, o que deixou pendente na estreia contra o ASA, sábado, ocasião em que foi surpreendido e perdeu por 1 a 0 para o vice-campeão alagoano. Esta é a missão do São Caetano, hoje, em Florianópolis.
Os times jogam completos. O técnico Márcio Araújo espera ver em campo grupo mais ligado e obediente ao esquema tático para não se dar mal novamente. Para ele, a ansiedade e a falta de paciência na busca pelo gol tornaram a equipe alvo diante do ASA. "Quando encontramos adversários com esta característica (jogar fechado), precisamos ter calma na busca do gol, trabalhar a bola e achar o jeito de entrar na defesa deles. Fizemos justamente o que queriam. Demos um gol a eles e depois nos desestabilizamos", comentou.
Para Márcio Araújo, o São Caetano precisa "achar um jeito" de jogar contra equipes que atuam na retranca. "Esta sempre foi uma marca deles (ASA). Equipes que jogam no 3-6-1 não oferecem muita condição para o adversário. Então, precisamos encontrar uma maneira de atuar contra times assim. Isso se faz com bastante movimentação e paciência."
Segundo o treinador, o Azulão também teve dificuldades diante dos alagoanos porque estava sem ritmo de jogo. "Ficamos praticamente um mês sem jogar, apenas treinando, após o fim do Campeonato Paulista. Já o ASA vinha de partidas decisivas contra o CSA (semifinal) e o CRB (ficou com o título alagoano)."
Márcio Araújo não descartou voltar ao esquema usado no Paulistão, com três volantes, para dar mais proteção à zaga. "Dependendo da circunstância, pode acontecer, o que não quer dizer que ficaremos menos ofensivos. Contra o Santos atuamos assim e vencemos a partida", disse.
O treinador atribuiu à falta de entrosamento o fato de ter havido poucas jogadas de aproximação dos atacantes no confronto com o ASA. Em algumas delas Somália fazia o pivô e nem sempre tinha alguém próximo para tentar a tabela ou o arremate a gol. "Falta um pouco de conhecimento (entre os atletas) e de readaptação. O Geovane vinha atuando mais adiantado no Paulista porque estávamos sem centroavante. Agora voltou à posição original."
Manter tabu pessoal contra o Avaí é desafio do meia Marcelo Costa
O meia-atacante Marcelo Costa, do São Caetano, tentará manter marca pessoal de nunca ter perdido para o Avaí. Ele enfrentou o time catarinense pelo Grêmio (vitória por 2 a 1 na Série B de 2005) e pelo Goiás. Por este último, ajudou a eliminar o rival de hoje da Copa Sul-Americana, em 2010.
"Empatamos a primeira partida (2 a 2) no Serra Dourada e vencemos por 1 a 0 (gol de Rafel Moura, hoje no Fluminense) na Ressacada. Será outro jogo bastante difícil, vamos enfrentar uma equipe que acaba de conquistar o título estadual. Espero que façamos apresentação melhor que a do primeiro jogo (contra o ASA) e possamos arrancar ao menos um ponto", disse o jogador.
Marcelo Costa deve ser mantido no meio com Pedro Carmona na armação, embora tenha revelado que prefere atuar mais adiantado, como ocorreu no Paulistão. "Prefiro estar chegando para finalizar. Contra o ASA, eu e o Carmona tivemos marcação individual, mas acredito que diante do Avaí teremos mais liberdade para jogar", acredita o meia-atacante, artilheiro do Azulão no Paulista deste ano com oito gols.
O clube contratou o lateral-esquerdo Fabinho junto ao Caxias. O jogador chega para a vaga de Vicente, que será emprestado.
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