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Caramujos africanos preocupam moradores do IAPI, em Santo André

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bichos aparecem em grande quantidade em dias de chuva e de frio; biólogo diz que não há perigo e que espécie é utilizada na culinária


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

13/02/2021 | 07:00


Moradores do Conjunto Habitacional IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriais), em Santo André, estão apreensivos com o aparecimento de caramujos de grande porte em uma praça na Rua Rodolfo Santiago, em frente aos prédios 18, 23 e 24.

Segundo os moradores, o problema acontece há cinco anos, principalmente em dias de chuva e frio. De acordo com Tânia Regina Lacerda, 64 anos, “eles são enormes, circulam na praça. Você vê os buracos de onde eles saem”, diz a aposentada. Ela explica que a última queixa foi feita no início deste mês, denúncia pelo aplicativo Colab da Prefeitura de Santo André.

Tânia recorda que há oito anos a Gerência de Controle de Zoonoses municipal fez trabalho no local e nos dois anos seguintes os caramujos não apareceram. Mauro Eduardo Felisberto, 48, mora no IAPI há 17 anos e também reclama do problema. “Muitas crianças brincam aqui e é perigoso. As pessoas jogam sal (nos caramujos)”, diz.

Também moradora do local, Roseli Palácio, 56, diz que tem medo, principalmente por conta das crianças. “É perigoso, as crianças jogam bola, rolam na grama. E sempre que chove, você encontra (caramujos).”

De acordo com o biólogo Ronaldo Morais, diretor do Bio Parque Macuco, de Mauá, se trata do caramujo africano, cujo nome científico é Achatina fulica. “Ele veio como opção mais barata para preparação de pratos que são feitos com escargot europeu, que é outro tipo de caramujo”, explica. “Desde os anos 1990, as pessoas trazem esses bichos para o Brasil para o comércio. Mas o brasileiro não tem essa tradição de comer escagot, como o francês”, diz.

Morais explica ainda que, ao contrário do que pensam os moradores, os caramujos africanos não prejudicam a saúde. “Não há relato de doenças transmitidas por eles.”
Segundo o biólogo, trata-se de alimentação saudável, “com nível de proteína alto e boa quantidade de cálcio”. Mas o ideal é optar por caramujos de cativeiros. “Se ele (da rua) passar por lugares como bueiros, ou fezes, algum lugar infectante, sim, pode dar problema.”

O biólogo acredita que, possivelmente, alguém tinha esses bichos em casa. “É comum. Às vezes foge ou a família solta”, diz. Ele afirma que os caramujos africanos são hemafroditas e ambos podem ter capacidade de fazer a postura de ovos. “São em grande quantidade, amarelos e lembram o sagu.”

Morais diz que o combate aos caramujos deve ser manual. “O ideal é coletar o máximo possível, no começo da manhã e fim da tarde, quando estão bem ativos. Colocar em geladeira ou um banho de água fria, com gelo, e eles morrem facilmente. Se for colocar veneno, acaba matando uma diversidade de fauna nativa.”

Procurada, a Prefeitura explicou que orienta os munícipes em casos como este a realizarem denúncia pelo Colab ou pelo número 0800-0191944. Informou ainda que, no caso do protocolo mencionado pelo Diário, “a ordem de serviço está com a área responsável. Uma equipe será direcionada para o local em período de chuva, para que seja feita avaliação e o problema, solucionado”.
 



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Caramujos africanos preocupam moradores do IAPI, em Santo André

Bichos aparecem em grande quantidade em dias de chuva e de frio; biólogo diz que não há perigo e que espécie é utilizada na culinária

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

13/02/2021 | 07:00


Moradores do Conjunto Habitacional IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriais), em Santo André, estão apreensivos com o aparecimento de caramujos de grande porte em uma praça na Rua Rodolfo Santiago, em frente aos prédios 18, 23 e 24.

Segundo os moradores, o problema acontece há cinco anos, principalmente em dias de chuva e frio. De acordo com Tânia Regina Lacerda, 64 anos, “eles são enormes, circulam na praça. Você vê os buracos de onde eles saem”, diz a aposentada. Ela explica que a última queixa foi feita no início deste mês, denúncia pelo aplicativo Colab da Prefeitura de Santo André.

Tânia recorda que há oito anos a Gerência de Controle de Zoonoses municipal fez trabalho no local e nos dois anos seguintes os caramujos não apareceram. Mauro Eduardo Felisberto, 48, mora no IAPI há 17 anos e também reclama do problema. “Muitas crianças brincam aqui e é perigoso. As pessoas jogam sal (nos caramujos)”, diz.

Também moradora do local, Roseli Palácio, 56, diz que tem medo, principalmente por conta das crianças. “É perigoso, as crianças jogam bola, rolam na grama. E sempre que chove, você encontra (caramujos).”

De acordo com o biólogo Ronaldo Morais, diretor do Bio Parque Macuco, de Mauá, se trata do caramujo africano, cujo nome científico é Achatina fulica. “Ele veio como opção mais barata para preparação de pratos que são feitos com escargot europeu, que é outro tipo de caramujo”, explica. “Desde os anos 1990, as pessoas trazem esses bichos para o Brasil para o comércio. Mas o brasileiro não tem essa tradição de comer escagot, como o francês”, diz.

Morais explica ainda que, ao contrário do que pensam os moradores, os caramujos africanos não prejudicam a saúde. “Não há relato de doenças transmitidas por eles.”
Segundo o biólogo, trata-se de alimentação saudável, “com nível de proteína alto e boa quantidade de cálcio”. Mas o ideal é optar por caramujos de cativeiros. “Se ele (da rua) passar por lugares como bueiros, ou fezes, algum lugar infectante, sim, pode dar problema.”

O biólogo acredita que, possivelmente, alguém tinha esses bichos em casa. “É comum. Às vezes foge ou a família solta”, diz. Ele afirma que os caramujos africanos são hemafroditas e ambos podem ter capacidade de fazer a postura de ovos. “São em grande quantidade, amarelos e lembram o sagu.”

Morais diz que o combate aos caramujos deve ser manual. “O ideal é coletar o máximo possível, no começo da manhã e fim da tarde, quando estão bem ativos. Colocar em geladeira ou um banho de água fria, com gelo, e eles morrem facilmente. Se for colocar veneno, acaba matando uma diversidade de fauna nativa.”

Procurada, a Prefeitura explicou que orienta os munícipes em casos como este a realizarem denúncia pelo Colab ou pelo número 0800-0191944. Informou ainda que, no caso do protocolo mencionado pelo Diário, “a ordem de serviço está com a área responsável. Uma equipe será direcionada para o local em período de chuva, para que seja feita avaliação e o problema, solucionado”.
 

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