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Formado no PT, Leonardo Alves achou no PSDB espaço para triunfar

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aos 26 anos, vereador diz que falta espaço para os jovens na política da cidade


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/02/2021 | 07:00


Quando se elegeu conselheiro tutelar em Mauá, o mais jovem da história, aos 21 anos em 2015, Leonardo Alves despontou como o futuro do PT na cidade. A profecia sobre o futuro político se confirmou, mas ele precisou sair do petismo para triunfar. Leonardo surpreendeu no ano passado e, no PSDB, rival do petismo, conquistou uma das 23 cadeiras na Câmara, aos 26 anos, o mais novo vereador da atual legislatura.

Leonardo passou a juventude no PT, partido pela qual sua avó, Izilda Alves, militava. “Ela me levava a diversas reuniões políticas quando eu tinha 5, 6 anos. Aprendi, desde pequeno, com ela, em movimento de mulheres, em conselhos de saúde”, relembra o político, que cresceu no Jardim Primavera. Tomou gosto pela política, tanto que foi líder estudantil da EE Maria Aparecida Damo Ferreira, do Jardim Guapituba.

Dentro do PT, Leonardo disse ter “passado por escola”. “Participei de vários congressos. Aprendi muito”, reconhece. Nesse meio tempo, sua avó, Izilda, se aproximou do grupo político do ex-vice-prefeito Paulo Eugenio Pereira Junior (PT) e foi assessora do ex-vereador Paulo Suares (PT). Foi a partir desse bloco que ganhou musculatura para se candidatar, e vencer, a concorrência para o conselho tutelar, com 1.655 votos.

“Pude ver a realidade do conselho tutelar, que muitos acham que é um órgão punitivo. Por trás da evasão escolar há série de fatores. Às vezes é uma violência doméstica. Outras vezes a necessidade de ajudar em casa. Pude conhecer a realidade de muitos lares de Mauá, conversar com professores, pais de alunos.”

Ao mesmo tempo em que se tornava conhecido pelo trabalho no conselho tutelar, Leonardo se sentia sufocado dentro do PT. Percebeu que a correlação de forças tradicionais dentro do partido na cidade seria um bloqueador de seu crescimento. Decidiu sair.

“Queríamos um partido que pudesse dialogar mais com a sociedade, que desse espaço aos jovens, que convergisse com as pautas que defendo, como olhar à educação, às mulheres, à saúde. Encontrei muito espaço no PSDB”, comenta.

Concorreu pela primeira vez a vereador no pleito do dia 15 de novembro. Recebeu 1.973 votos, desempenho que lhe garantiu vaga na Câmara. “Fiquei surpreso, sim”, admite. “Mas quero trabalhar para que os jovens tenham espaço na política. Hoje, o modo como as estruturas estão montadas afasta os jovens. É preciso ter mais diálogo via redes sociais, aproximar o mandato das ruas”, discorre o tucano, que não esquece as origens. “Devo muito o que sou pela minha avó. Tanto que foi ela a escolhida para acompanhar a minha posse.”



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Formado no PT, Leonardo Alves achou no PSDB espaço para triunfar

Aos 26 anos, vereador diz que falta espaço para os jovens na política da cidade

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/02/2021 | 07:00


Quando se elegeu conselheiro tutelar em Mauá, o mais jovem da história, aos 21 anos em 2015, Leonardo Alves despontou como o futuro do PT na cidade. A profecia sobre o futuro político se confirmou, mas ele precisou sair do petismo para triunfar. Leonardo surpreendeu no ano passado e, no PSDB, rival do petismo, conquistou uma das 23 cadeiras na Câmara, aos 26 anos, o mais novo vereador da atual legislatura.

Leonardo passou a juventude no PT, partido pela qual sua avó, Izilda Alves, militava. “Ela me levava a diversas reuniões políticas quando eu tinha 5, 6 anos. Aprendi, desde pequeno, com ela, em movimento de mulheres, em conselhos de saúde”, relembra o político, que cresceu no Jardim Primavera. Tomou gosto pela política, tanto que foi líder estudantil da EE Maria Aparecida Damo Ferreira, do Jardim Guapituba.

Dentro do PT, Leonardo disse ter “passado por escola”. “Participei de vários congressos. Aprendi muito”, reconhece. Nesse meio tempo, sua avó, Izilda, se aproximou do grupo político do ex-vice-prefeito Paulo Eugenio Pereira Junior (PT) e foi assessora do ex-vereador Paulo Suares (PT). Foi a partir desse bloco que ganhou musculatura para se candidatar, e vencer, a concorrência para o conselho tutelar, com 1.655 votos.

“Pude ver a realidade do conselho tutelar, que muitos acham que é um órgão punitivo. Por trás da evasão escolar há série de fatores. Às vezes é uma violência doméstica. Outras vezes a necessidade de ajudar em casa. Pude conhecer a realidade de muitos lares de Mauá, conversar com professores, pais de alunos.”

Ao mesmo tempo em que se tornava conhecido pelo trabalho no conselho tutelar, Leonardo se sentia sufocado dentro do PT. Percebeu que a correlação de forças tradicionais dentro do partido na cidade seria um bloqueador de seu crescimento. Decidiu sair.

“Queríamos um partido que pudesse dialogar mais com a sociedade, que desse espaço aos jovens, que convergisse com as pautas que defendo, como olhar à educação, às mulheres, à saúde. Encontrei muito espaço no PSDB”, comenta.

Concorreu pela primeira vez a vereador no pleito do dia 15 de novembro. Recebeu 1.973 votos, desempenho que lhe garantiu vaga na Câmara. “Fiquei surpreso, sim”, admite. “Mas quero trabalhar para que os jovens tenham espaço na política. Hoje, o modo como as estruturas estão montadas afasta os jovens. É preciso ter mais diálogo via redes sociais, aproximar o mandato das ruas”, discorre o tucano, que não esquece as origens. “Devo muito o que sou pela minha avó. Tanto que foi ela a escolhida para acompanhar a minha posse.”

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