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Em uma semana, cidades da região utilizam 85% do lote da Coronavac

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

São Bernardo e Santo André usaram praticamente todas as frações disponíveis; presidente do Consórcio, Paulo Serra elogia logística regional


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

27/01/2021 | 00:01


O Grande ABC completou ontem uma semana da campanha de imunização contra a Covid-19, mas nem todas as 39,3 mil doses do primeiro lote da Coronavac foram utilizadas. Segundo dados das prefeituras, 84,7% do imunizante produzido pela Sinovac em parceria com o Butantan, haviam sido usados. Mesmo assim, a logística regional preocupa especialista, que aponta falta de planejamento de alguns municípios.

As cidades mais avançadas na vacinação da região são São Bernardo, que usou todas as 11.840 frações recebidas da Coronavac, e Santo André, com 94,2% das doses aplicadas. Até ontem, Diadema havia utilizado 77,2% das doses, seguida de Rio Grande da Serra (58,6%), São Caetano (48,4%) e Ribeirão Pires (43%). Mauá não respondeu à demanda do Diário. Nesta primeira fase do PNI (Plano Nacional de Imunização) estão sendo contemplados profissionais de saúde, indígenas aldeados, quilombolas, além de idosos e deficientes físicos que moram em unidades de longa permanência.

A morosidade em algumas cidades é criticada pelo médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Gonzalo Vecina Neto. “Aparentemente está faltando algum tipo de tomada de decisão para que os municípios possam ter, mais ou menos, a mesma velocidade na aplicação de vacinas”, observa.

O especialista diz que as secretarias municipais de saúde precisam se posicionar e explicar o motivo de não terem aplicado 50% das imunizações. “Não há razão para esse atraso diante de volume tão pequeno de vacinas”, afirmou o médico. No Estado, a quantidade de imunizante utilizado até agora é de 13%, e no Brasil, 19%.

O diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Renato Kfouri, pontua que cada município avalia sua distribuição e que o momento é de “conta-gotas” e, portanto, não é ideal correr sem planejamento. “O PNI entrega para os Estados, que fazem a distribuição para os municípios. É uma logística que não é fácil. Cada cidade tem de reconhecer quem são as prioridades dentro de cada prioridade. (A logística) Requer muito cuidado, é uma engenharia que não é tão simples”, explicou.

Presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB) elogia o trabalho da região. “A logística montada pelas sete cidades tem se mostrado eficiente. O grande desafio, não apenas da nossa região, mas do Brasil, é a quantidade de vacinas. Recebemos doses insuficientes. As cidades têm vacinado no mesmo dia que o imunizante é entregue”, garantiu.

COBERTURA
Além das 39.320 doses da Coronavac, a região recebeu ontem 30.190 frações do imunizante da Universidade de Oxford em parceria com a Astrazeneca (leia abaixo). Com isso, são 61.110 imunizantes, capazes de cobrir 68,2% do público-alvo da primeira etapa (veja arte acima). Não estão incluídos na conta as 8.400 doses recebidas por Mauá porque a cidade não informou a quantidade de pessoas que precisa vacinar nesta primeira etapa do PNI.

Só depois de atender 100% das pessoas desta primeira fase será dado início à segunda etapa, que vai contemplar idosos, a começar pela faixa etária acima dos 75 anos.  



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Em uma semana, cidades da região utilizam 85% do lote da Coronavac

São Bernardo e Santo André usaram praticamente todas as frações disponíveis; presidente do Consórcio, Paulo Serra elogia logística regional

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

27/01/2021 | 00:01


O Grande ABC completou ontem uma semana da campanha de imunização contra a Covid-19, mas nem todas as 39,3 mil doses do primeiro lote da Coronavac foram utilizadas. Segundo dados das prefeituras, 84,7% do imunizante produzido pela Sinovac em parceria com o Butantan, haviam sido usados. Mesmo assim, a logística regional preocupa especialista, que aponta falta de planejamento de alguns municípios.

As cidades mais avançadas na vacinação da região são São Bernardo, que usou todas as 11.840 frações recebidas da Coronavac, e Santo André, com 94,2% das doses aplicadas. Até ontem, Diadema havia utilizado 77,2% das doses, seguida de Rio Grande da Serra (58,6%), São Caetano (48,4%) e Ribeirão Pires (43%). Mauá não respondeu à demanda do Diário. Nesta primeira fase do PNI (Plano Nacional de Imunização) estão sendo contemplados profissionais de saúde, indígenas aldeados, quilombolas, além de idosos e deficientes físicos que moram em unidades de longa permanência.

A morosidade em algumas cidades é criticada pelo médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Gonzalo Vecina Neto. “Aparentemente está faltando algum tipo de tomada de decisão para que os municípios possam ter, mais ou menos, a mesma velocidade na aplicação de vacinas”, observa.

O especialista diz que as secretarias municipais de saúde precisam se posicionar e explicar o motivo de não terem aplicado 50% das imunizações. “Não há razão para esse atraso diante de volume tão pequeno de vacinas”, afirmou o médico. No Estado, a quantidade de imunizante utilizado até agora é de 13%, e no Brasil, 19%.

O diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Renato Kfouri, pontua que cada município avalia sua distribuição e que o momento é de “conta-gotas” e, portanto, não é ideal correr sem planejamento. “O PNI entrega para os Estados, que fazem a distribuição para os municípios. É uma logística que não é fácil. Cada cidade tem de reconhecer quem são as prioridades dentro de cada prioridade. (A logística) Requer muito cuidado, é uma engenharia que não é tão simples”, explicou.

Presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB) elogia o trabalho da região. “A logística montada pelas sete cidades tem se mostrado eficiente. O grande desafio, não apenas da nossa região, mas do Brasil, é a quantidade de vacinas. Recebemos doses insuficientes. As cidades têm vacinado no mesmo dia que o imunizante é entregue”, garantiu.

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Além das 39.320 doses da Coronavac, a região recebeu ontem 30.190 frações do imunizante da Universidade de Oxford em parceria com a Astrazeneca (leia abaixo). Com isso, são 61.110 imunizantes, capazes de cobrir 68,2% do público-alvo da primeira etapa (veja arte acima). Não estão incluídos na conta as 8.400 doses recebidas por Mauá porque a cidade não informou a quantidade de pessoas que precisa vacinar nesta primeira etapa do PNI.

Só depois de atender 100% das pessoas desta primeira fase será dado início à segunda etapa, que vai contemplar idosos, a começar pela faixa etária acima dos 75 anos.  

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