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PSL cresce 57% pós-Bolsonaro, mas não elege representantes

Sigla registrou alta no número de votos, porém está sem figuras nos paços e câmaras


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

24/01/2021 | 00:01


O PSL elevou a votação da legenda em 57% pós-era de estadia do hoje presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entre a última eleição municipal, em 2016, para o pleito de novembro, mas encerrou a participação na disputa sem eleger representantes na região esta próxima legislatura. O fracasso se deu a despeito de a sigla ter lançado candidatos a prefeito em seis das sete cidades do Grande ABC, aspecto considerado de destaque para alavancar adesões e atrair apoio do eleitorado, além do trabalho de acolher vereadores na chapa, figuras, contudo, que não conseguiram renovar mandato.

Embora bem abaixo do esperado, o melhor desempenho majoritário do PSL ocorreu em São Bernardo com o ex-vereador Rafael Demarchi, que registrou 5,1% dos votos. Os demais correligionários amargaram entre 0% e 2%. A legenda não apresentou alternativa apenas em Santo André, onde deu suporte ao prefeito Paulo Serra (PSDB). Na cidade, o parlamentar Toninho de Jesus perdeu o posto. Bolsonaro deixou a sigla em 2019 após êxito nas urnas propulsor de onda que elegeu robusta bancada de deputados. Com a sua saída, no entanto, houve racha interno e aliados seguiram o mesmo destino, esvaziando o partido.

Legenda com maior percentual de diferença no período, o PSD, presidido nacionalmente pelo ex-ministro Gilberto Kassab, subiu 322%, sendo o terceiro na lista geral, crescendo de 23,6 mil votos para 99,9 mil. Lançou prefeiturável em quatro municípios – emplacou novamente vice em São Bernardo, na figura de Marcelo Lima, além de chegar ao segundo turno em Diadema, com Taka Yamauchi – e ampliou de cinco para 13 cadeiras, uma a menos que o PT, que ocupou 16 assentos até fim de dezembro – em 2012, o petismo fez 29. A sigla fundada na região computou 124,7 mil adesões ante 145,2 mil há quatro anos, uma queda de 14%.

No topo do rol está o PSDB, que contabilizou apoio de 220,8 mil eleitores, ascensão de 32%, elegendo bancada de 26 vereadores, a mais numerosa de sua história, bem como venceu no páreo por três prefeituras. Outro índice considerável de evolução do ranking aparece vinculado ao Psol e PP. As siglas receberam 34,5 mil (aumento de 124%) e 41,2 mil votos (acréscimo de 127%), respectivamente. O Psol assegurou espaço em Santo André e, surpreendentemente, em São Caetano – Bruna Mulheres por Direitos atingiu 2.101 apoios, a terceira na cidade. O PP, por sua vez, garantiu três cadeiras, sendo duas elas em São Bernardo, onde arrematou também o terceiro melhor posto, com Ivan Silva (7.916).

Especialista em ciência política, Fábio Gomes avaliou que de forma geral os partidos de centro-direita foram aqueles com “performance mais acentuada”. “Embora tenhamos visto pessoas novas eleitas, com bandeira de pauta identitárias e transexuais, podemos concluir que entre as razões para esse cenário tenha acontecido devido à diferença do eleitorado quando a Bolsonaro e a esquerda, insatisfeito com polarização, considerando improdutiva, e não traz benefício concreto. Extremos perderam, se afastaram por conta de avaliação de radicalismos.” 



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PSL cresce 57% pós-Bolsonaro, mas não elege representantes

Sigla registrou alta no número de votos, porém está sem figuras nos paços e câmaras

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

24/01/2021 | 00:01


O PSL elevou a votação da legenda em 57% pós-era de estadia do hoje presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entre a última eleição municipal, em 2016, para o pleito de novembro, mas encerrou a participação na disputa sem eleger representantes na região esta próxima legislatura. O fracasso se deu a despeito de a sigla ter lançado candidatos a prefeito em seis das sete cidades do Grande ABC, aspecto considerado de destaque para alavancar adesões e atrair apoio do eleitorado, além do trabalho de acolher vereadores na chapa, figuras, contudo, que não conseguiram renovar mandato.

Embora bem abaixo do esperado, o melhor desempenho majoritário do PSL ocorreu em São Bernardo com o ex-vereador Rafael Demarchi, que registrou 5,1% dos votos. Os demais correligionários amargaram entre 0% e 2%. A legenda não apresentou alternativa apenas em Santo André, onde deu suporte ao prefeito Paulo Serra (PSDB). Na cidade, o parlamentar Toninho de Jesus perdeu o posto. Bolsonaro deixou a sigla em 2019 após êxito nas urnas propulsor de onda que elegeu robusta bancada de deputados. Com a sua saída, no entanto, houve racha interno e aliados seguiram o mesmo destino, esvaziando o partido.

Legenda com maior percentual de diferença no período, o PSD, presidido nacionalmente pelo ex-ministro Gilberto Kassab, subiu 322%, sendo o terceiro na lista geral, crescendo de 23,6 mil votos para 99,9 mil. Lançou prefeiturável em quatro municípios – emplacou novamente vice em São Bernardo, na figura de Marcelo Lima, além de chegar ao segundo turno em Diadema, com Taka Yamauchi – e ampliou de cinco para 13 cadeiras, uma a menos que o PT, que ocupou 16 assentos até fim de dezembro – em 2012, o petismo fez 29. A sigla fundada na região computou 124,7 mil adesões ante 145,2 mil há quatro anos, uma queda de 14%.

No topo do rol está o PSDB, que contabilizou apoio de 220,8 mil eleitores, ascensão de 32%, elegendo bancada de 26 vereadores, a mais numerosa de sua história, bem como venceu no páreo por três prefeituras. Outro índice considerável de evolução do ranking aparece vinculado ao Psol e PP. As siglas receberam 34,5 mil (aumento de 124%) e 41,2 mil votos (acréscimo de 127%), respectivamente. O Psol assegurou espaço em Santo André e, surpreendentemente, em São Caetano – Bruna Mulheres por Direitos atingiu 2.101 apoios, a terceira na cidade. O PP, por sua vez, garantiu três cadeiras, sendo duas elas em São Bernardo, onde arrematou também o terceiro melhor posto, com Ivan Silva (7.916).

Especialista em ciência política, Fábio Gomes avaliou que de forma geral os partidos de centro-direita foram aqueles com “performance mais acentuada”. “Embora tenhamos visto pessoas novas eleitas, com bandeira de pauta identitárias e transexuais, podemos concluir que entre as razões para esse cenário tenha acontecido devido à diferença do eleitorado quando a Bolsonaro e a esquerda, insatisfeito com polarização, considerando improdutiva, e não traz benefício concreto. Extremos perderam, se afastaram por conta de avaliação de radicalismos.” 

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