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Toninho culpa desgaste por revés; Manoel, a Covid

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Petista de S.Bernardo admite que longa trajetória atrapalhou; democrata de Mauá aponta pandemia


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 00:23


A eleição do dia 15 de novembro interrompeu a continuidade de duas figuras carimbadas nas câmaras de São Bernardo e de Mauá. Toninho da Lanchonete (PT) e Manoel Lopes (DEM), respectivamente, buscavam o oitavo mandato consecutivo, mas, desta vez, saíram derrotados.

Com 1.953 votos recebidos, Toninho admitiu que houve cansaço de sua imagem pública. Ele estava no Legislativo de São Bernardo desde 1992. “Esse resultado (derrota) nunca é o esperado. Quando a gente perde, nós não aceitamos em um primeiro momento. Acredito que grande parte dessa derrota se deva ao desgaste do partido junto ao eleitor e desgaste de minha imagem, que já estava no sétimo mandado.”

Em São Bernardo, o prefeito Orlando Morando (PSDB) se reelegeu no primeiro turno. O PSDB, adversário do petismo, emplacou dez das 28 cadeiras. O PT perdeu uma vaga – de cinco para quatro assentos. O cenário força, na visão de Toninho, o partido a passar por reflexão sobre o futuro.

“Estou sugerindo congresso, algo que a gente possa debater a visão do PT junto à sociedade. Acho que o partido tem que abrir as perspectivas e entender quais são os objetivos que esta sociedade almeja. O PT ainda é o partido mais importante da América Latina, mas precisa fazer discussão interna”, reconheceu.

Manoel Lopes também estava na Câmara de Mauá desde 1992. No dia 15 de novembro, recebeu 1.189 votos, quase metade dos 2.243 obtidos em 2016. O democrata avalia que a pandemia de Covid-19 foi a culpada pelo revés.

“Eu não me considero derrotado, até porque segui todos os protocolos sanitários, tudo o que dizem a ciência e a saúde. Em galpões que comportavam 300 pessoas, recebia só 80. Todos de máscaras. Não tomei café na casa de nenhum morador de Mauá. Por isso eu falo: a pandemia tirou o Manoel Lopes da Câmara”, sentenciou.

O democrata, porém, avisa que não vai parar de fazer política. “Vou continuar trabalhando nos bastidores. Tanto que mandei mensagem para o (vice-governador do Estado) Rodrigo Garcia (DEM) solicitando agendamento. Levarei comigo o Clóvis (Volpi, PL, prefeito de Ribeirão Pires) e o Marcelo (Oliveira, PT, prefeito de Mauá). Não é porque não sou do PT que vou deixar de ajudar o Marcelo e Mauá. Posso ser antipetista, mas não antimauaense. Sou mauaense.”  



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Toninho culpa desgaste por revés; Manoel, a Covid

Petista de S.Bernardo admite que longa trajetória atrapalhou; democrata de Mauá aponta pandemia

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 00:23


A eleição do dia 15 de novembro interrompeu a continuidade de duas figuras carimbadas nas câmaras de São Bernardo e de Mauá. Toninho da Lanchonete (PT) e Manoel Lopes (DEM), respectivamente, buscavam o oitavo mandato consecutivo, mas, desta vez, saíram derrotados.

Com 1.953 votos recebidos, Toninho admitiu que houve cansaço de sua imagem pública. Ele estava no Legislativo de São Bernardo desde 1992. “Esse resultado (derrota) nunca é o esperado. Quando a gente perde, nós não aceitamos em um primeiro momento. Acredito que grande parte dessa derrota se deva ao desgaste do partido junto ao eleitor e desgaste de minha imagem, que já estava no sétimo mandado.”

Em São Bernardo, o prefeito Orlando Morando (PSDB) se reelegeu no primeiro turno. O PSDB, adversário do petismo, emplacou dez das 28 cadeiras. O PT perdeu uma vaga – de cinco para quatro assentos. O cenário força, na visão de Toninho, o partido a passar por reflexão sobre o futuro.

“Estou sugerindo congresso, algo que a gente possa debater a visão do PT junto à sociedade. Acho que o partido tem que abrir as perspectivas e entender quais são os objetivos que esta sociedade almeja. O PT ainda é o partido mais importante da América Latina, mas precisa fazer discussão interna”, reconheceu.

Manoel Lopes também estava na Câmara de Mauá desde 1992. No dia 15 de novembro, recebeu 1.189 votos, quase metade dos 2.243 obtidos em 2016. O democrata avalia que a pandemia de Covid-19 foi a culpada pelo revés.

“Eu não me considero derrotado, até porque segui todos os protocolos sanitários, tudo o que dizem a ciência e a saúde. Em galpões que comportavam 300 pessoas, recebia só 80. Todos de máscaras. Não tomei café na casa de nenhum morador de Mauá. Por isso eu falo: a pandemia tirou o Manoel Lopes da Câmara”, sentenciou.

O democrata, porém, avisa que não vai parar de fazer política. “Vou continuar trabalhando nos bastidores. Tanto que mandei mensagem para o (vice-governador do Estado) Rodrigo Garcia (DEM) solicitando agendamento. Levarei comigo o Clóvis (Volpi, PL, prefeito de Ribeirão Pires) e o Marcelo (Oliveira, PT, prefeito de Mauá). Não é porque não sou do PT que vou deixar de ajudar o Marcelo e Mauá. Posso ser antipetista, mas não antimauaense. Sou mauaense.”  

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