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Imóvel em Diadema sobe três vezes mais

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Metro quadrado a R$ 5.089 supera preço de S.Bernardo e valoriza 6%, em outras cidades foi 2%


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

05/01/2021 | 00:05


Em 2020, ano tomado pela pandemia do novo coronavírus, Diadema viu os preços de seus imóveis dispararem. A valorização de 6,19% levou o metro quadrado na cidade a R$ 5.089. Preço que supera a quantia média praticada em São Bernardo, de R$ 5.066. Os dados integram o Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades brasileiras.

Esse percentual de valorização é o quarto maior do levantamento, perdendo apenas para as cidades de Itapema e Itajaí (13,45% e 6,32%, respectivamente), em Santa Catarina, e Vila Velha (8,26%), no Espírito Santo. Supera também o aumento médio nominal registrado pelo índice no País em 2020, de 3,67%.

No Grande ABC, a alta de 6,19% nos preços é até três vezes maior do que a variação das outras três cidades monitoradas pelo FipeZap. São Caetano, que possui o m² mais caro da região, aos R$ 6.261, houve valorização de 1,99%. Em Santo André, de R$ 5.543, o preço avançou 2,15%. E, em São Bernardo, aos R$ 5.066, aumentou 2,5%.

“As cidades do Grande ABC costumam caminhar na mesma direção, mas com dinâmicas por vezes diferentes. Em 2019, por exemplo, Diadema já havia liderado o aumento nos preços, com alta de 4%, contra valorização de 2% em São Caetano e menos ainda nas demais. Por um lado, esse movimento é uma recomposição: em 2018, os preços em Diadema caíram nominalmente (-0,4%) mas subiram nas outras três. Por outro, isso é um sinal de maior dinamismo na cidade mesmo, que parece estar atraindo mais compradores do que as suas cidades vizinhas”, explicou Eduardo Zylberstajn, coordenador do FipeZap.

Segundo Rubens Marin, proprietário da Imobiliária Nova Diadema, a alta nos preços praticados no município é puxada pela região central, valorizada pelo Shopping Praça da Moça, por oferta maior de comércios e serviços e, ao mesmo tempo, pela proximidade com São Paulo. “Muita gente que comprou apartamento no Centro agora quer vender por valores altos, justamente por haver uma procura de pessoas que podem morar melhor em Diadema do que na Capital. Por exemplo, um imóvel de 60 m² nessa localidade é encontrado por R$ 270 mil, enquanto que em São Paulo, similar vai sair por R$ 500 mil. Por esse valor, se compra um imóvel maior aqui, de 90 m²”, exemplificou ele, que não concorda com alguns valores elevados praticados. “Tem cobertura no Centro vendida a R$ 1,5 milhão”, conta.

Como em Diadema se tem um crescimento desordenado e, ao mesmo tempo, há pouca oferta de terrenos, conforme pontuou Marin, “quem constrói e compra cobra o preço que quiser, o que nem sempre é justo”. “Geralmente os proprietários têm recursos e não precisam vender rápido o imóvel, então acabam precificando como querem, aproveitando-se da localização privilegiada”, apontou. Segundo ele, o m² varia de de R$ 5.000 a R$ 5.500 na cidade. 



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Imóvel em Diadema sobe três vezes mais

Metro quadrado a R$ 5.089 supera preço de S.Bernardo e valoriza 6%, em outras cidades foi 2%

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

05/01/2021 | 00:05


Em 2020, ano tomado pela pandemia do novo coronavírus, Diadema viu os preços de seus imóveis dispararem. A valorização de 6,19% levou o metro quadrado na cidade a R$ 5.089. Preço que supera a quantia média praticada em São Bernardo, de R$ 5.066. Os dados integram o Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades brasileiras.

Esse percentual de valorização é o quarto maior do levantamento, perdendo apenas para as cidades de Itapema e Itajaí (13,45% e 6,32%, respectivamente), em Santa Catarina, e Vila Velha (8,26%), no Espírito Santo. Supera também o aumento médio nominal registrado pelo índice no País em 2020, de 3,67%.

No Grande ABC, a alta de 6,19% nos preços é até três vezes maior do que a variação das outras três cidades monitoradas pelo FipeZap. São Caetano, que possui o m² mais caro da região, aos R$ 6.261, houve valorização de 1,99%. Em Santo André, de R$ 5.543, o preço avançou 2,15%. E, em São Bernardo, aos R$ 5.066, aumentou 2,5%.

“As cidades do Grande ABC costumam caminhar na mesma direção, mas com dinâmicas por vezes diferentes. Em 2019, por exemplo, Diadema já havia liderado o aumento nos preços, com alta de 4%, contra valorização de 2% em São Caetano e menos ainda nas demais. Por um lado, esse movimento é uma recomposição: em 2018, os preços em Diadema caíram nominalmente (-0,4%) mas subiram nas outras três. Por outro, isso é um sinal de maior dinamismo na cidade mesmo, que parece estar atraindo mais compradores do que as suas cidades vizinhas”, explicou Eduardo Zylberstajn, coordenador do FipeZap.

Segundo Rubens Marin, proprietário da Imobiliária Nova Diadema, a alta nos preços praticados no município é puxada pela região central, valorizada pelo Shopping Praça da Moça, por oferta maior de comércios e serviços e, ao mesmo tempo, pela proximidade com São Paulo. “Muita gente que comprou apartamento no Centro agora quer vender por valores altos, justamente por haver uma procura de pessoas que podem morar melhor em Diadema do que na Capital. Por exemplo, um imóvel de 60 m² nessa localidade é encontrado por R$ 270 mil, enquanto que em São Paulo, similar vai sair por R$ 500 mil. Por esse valor, se compra um imóvel maior aqui, de 90 m²”, exemplificou ele, que não concorda com alguns valores elevados praticados. “Tem cobertura no Centro vendida a R$ 1,5 milhão”, conta.

Como em Diadema se tem um crescimento desordenado e, ao mesmo tempo, há pouca oferta de terrenos, conforme pontuou Marin, “quem constrói e compra cobra o preço que quiser, o que nem sempre é justo”. “Geralmente os proprietários têm recursos e não precisam vender rápido o imóvel, então acabam precificando como querem, aproveitando-se da localização privilegiada”, apontou. Segundo ele, o m² varia de de R$ 5.000 a R$ 5.500 na cidade. 

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