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Vôlei feminino de São Caetano se adapta para se manter vivo

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sem patrocínio, equipe recorre ao sub-19, mas não evita pior campanha da Superliga


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

03/01/2021 | 00:01


Para quem olha a tabela de classificação da Superliga Feminina de Vôlei friamente, sem saber sobre a realidade de todas as equipes participantes, e vê São Caetano na última colocação, com 11 derrotas em 11 jogos, tendo vencido apenas dois sets e perdido os outros 33 que disputou, pode rir ou até debochar, mas quem está envolvido no projeto sabe do real motivo para tal situação. 

No início do ano, após encerrada a edição 2019/2020 do Nacional, o time são-caetanense perdeu seu patrocinador, que migrou para Osasco. Depois, veio a pandemia do novo coronavírus, que atrapalhou a busca por outros financiadores. 

Assim, o técnico Fernando Gomes e os dirigentes da equipe tiveram de buscar alternativa quando surgiu o convite para disputar novamente a elite do voleibol feminino. E foi na base da amizade, de contatos e utilizando meninas do sub-19 que foi montado o elenco são-caetanense, que pode não ter a qualidade daquele que outrora foi campeão nacional ou sul-americano, mas sem dúvida honra essa tradicional camisa.

“Desde que aceitamos o convite para disputar a Superliga, nosso intuito era conseguir algum patrocínio, mas estamos buscando até hoje”, explica Fernando Gomes. “Assim, metade da nossa equipe é formada por atletas sub-19, estas que a Prefeitura ajuda a custear. As demais são universitárias que eu chamei e outras profissionais que moram na região, que estão jogando para o nome aparecer novamente em uma Superliga”, escancara o treinador da equipe.

E o fato de contar com tantas atletas da categoria infanto tem um preço tanto dentro quanto fora da quadra. “A gente acaba tendo que acelerar os processos. Se contam nos dedos atletas que participaram de uma Superliga com pouca idade. Mas faz parte. É bem complicado. Por outro lado, é uma chance para elas de mostrar seu vôlei, de começar a encará-lo como profissão”, conta Fernando. “Percebo muitas vezes que elas querem participar, mas não têm maturidade. Algumas não conhecem todas as atletas que disputam a competição, só uma ou outra da Seleção Brasileira ou que tenham nome expressivo, não conseguem analisar taticamente. Além disso, precisam melhorar muito tecnicamente em todos os fundamentos. Então são circunstâncias que nos vemos obrigados a acelerar.”

E para tentar restabelecer a ordem na modalidade, Fernando Gomes e os dirigentes seguem em busca de patrocinador, inclusive para não deixar o projeto acabar. “Não pode deixar alheio o vôlei em uma cidade que tem a modalidade consolidada. Um time que já chegou a ser campeão brasileiro, sul-americano, então temos de puxar na memória, não deixar morrer de jeito nenhum, mostrar que é força do município e batalhar para que continue viva e forte”, conclui. 



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Vôlei feminino de São Caetano se adapta para se manter vivo

Sem patrocínio, equipe recorre ao sub-19, mas não evita pior campanha da Superliga

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

03/01/2021 | 00:01


Para quem olha a tabela de classificação da Superliga Feminina de Vôlei friamente, sem saber sobre a realidade de todas as equipes participantes, e vê São Caetano na última colocação, com 11 derrotas em 11 jogos, tendo vencido apenas dois sets e perdido os outros 33 que disputou, pode rir ou até debochar, mas quem está envolvido no projeto sabe do real motivo para tal situação. 

No início do ano, após encerrada a edição 2019/2020 do Nacional, o time são-caetanense perdeu seu patrocinador, que migrou para Osasco. Depois, veio a pandemia do novo coronavírus, que atrapalhou a busca por outros financiadores. 

Assim, o técnico Fernando Gomes e os dirigentes da equipe tiveram de buscar alternativa quando surgiu o convite para disputar novamente a elite do voleibol feminino. E foi na base da amizade, de contatos e utilizando meninas do sub-19 que foi montado o elenco são-caetanense, que pode não ter a qualidade daquele que outrora foi campeão nacional ou sul-americano, mas sem dúvida honra essa tradicional camisa.

“Desde que aceitamos o convite para disputar a Superliga, nosso intuito era conseguir algum patrocínio, mas estamos buscando até hoje”, explica Fernando Gomes. “Assim, metade da nossa equipe é formada por atletas sub-19, estas que a Prefeitura ajuda a custear. As demais são universitárias que eu chamei e outras profissionais que moram na região, que estão jogando para o nome aparecer novamente em uma Superliga”, escancara o treinador da equipe.

E o fato de contar com tantas atletas da categoria infanto tem um preço tanto dentro quanto fora da quadra. “A gente acaba tendo que acelerar os processos. Se contam nos dedos atletas que participaram de uma Superliga com pouca idade. Mas faz parte. É bem complicado. Por outro lado, é uma chance para elas de mostrar seu vôlei, de começar a encará-lo como profissão”, conta Fernando. “Percebo muitas vezes que elas querem participar, mas não têm maturidade. Algumas não conhecem todas as atletas que disputam a competição, só uma ou outra da Seleção Brasileira ou que tenham nome expressivo, não conseguem analisar taticamente. Além disso, precisam melhorar muito tecnicamente em todos os fundamentos. Então são circunstâncias que nos vemos obrigados a acelerar.”

E para tentar restabelecer a ordem na modalidade, Fernando Gomes e os dirigentes seguem em busca de patrocinador, inclusive para não deixar o projeto acabar. “Não pode deixar alheio o vôlei em uma cidade que tem a modalidade consolidada. Um time que já chegou a ser campeão brasileiro, sul-americano, então temos de puxar na memória, não deixar morrer de jeito nenhum, mostrar que é força do município e batalhar para que continue viva e forte”, conclui. 

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