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Morando obteve R$ 3,7 milhões de verba pública para campanha

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Volume é superior ao recurso total de receita dos demais prefeituráveis do Grande ABC


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

20/12/2020 | 00:07


O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), obteve R$ 3,78 milhões de recursos públicos para abastecer a sua campanha de reeleição ao Paço. Esse montante refere-se à soma das transferências financeiras dos fundos partidário e eleitoral. O volume específico recebido pelo tucano na empreitada municipal é superior ao recurso total de receita atingida pelos demais candidatos majoritários do Grande ABC. A arrecadação integral do chefe do Executivo de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), alcançou, por exemplo, patamar de R$ 2,12 milhões.

Os repasses de dinheiro público representam 74% do valor angariado na campanha de Morando. Doação de pessoas físicas impactou fatia de R$ 1,15 milhão (22,6%). Os cerca de 4% restantes são oriundos de recursos próprios. A receita total do tucano na corrida pela renovação do mandato em São Bernardo alcançou margem de R$ 5,07 milhões (confira quadro ao lado). A direção nacional do PSDB, por exemplo, destinou R$ 1,6 milhão, por meio do fundo especial (financiado com verba pública), situação que aponta favorecimento da legenda ao são-bernardense. Isso porque Paulo Serra e José Auricchio Júnior, outros peessedebistas reeleitos em novembro na região, receberam – respectivamente – R$ 430 mil e R$ 100 mil do partido para as campanhas em Santo André e São Caetano. Aliás, curiosamente, o repasse tucano a Auricchio foi inferior ao de outros partidos da base, como PL (R$ 550 mil), Avante (R$ 500 mil), Podemos (R$ 400 mil) e Cidadania (R$ 300 mil).

Para outro efeito de comparação, o ex-prefeito Luiz Marinho (PT), principal concorrente no páreo, levantou R$ 1,22 milhão transferidos de fundo partidário e eleitoral, menos da metade do rival. No total, o petista, que ficou em segundo lugar, arrecadou R$ 1,28 milhão.

Em relação aos que tiveram mais votos no campo majoritário, Auricchio angariou R$ 1,92 milhão de fundos partidário e eleitoral, seguido por José de Filippi Júnior (PT, Diadema), com R$ 1,72 milhão, e Paulo Serra, R$ 1,6 milhão. Eleito em Mauá, Marcelo Oliveira (PT) registrou R$ 1,04 milhão. Clóvis Volpi (PL), em Ribeirão Pires, e Claudinho da Geladeira (Podemos), em Rio Grande da Serra, contabilizaram R$ 229,5 mil e R$ 60 mil, respectivamente.

A assessoria de Morando alegou que a distribuição do fundo de financiamento de campanhas eleitorais é realizada pelos diretórios nacionais das agremiações partidárias, não sendo o prefeito responsável sobre as estratégias adotadas. “Certamente, o valor recebido é compatível com a importância do município e a boa avaliação do governo”, pontuou, por nota, destacando ainda que o teto de gsto no município é “superior a R$ 5 milhões.”  



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Morando obteve R$ 3,7 milhões de verba pública para campanha

Volume é superior ao recurso total de receita dos demais prefeituráveis do Grande ABC

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

20/12/2020 | 00:07


O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), obteve R$ 3,78 milhões de recursos públicos para abastecer a sua campanha de reeleição ao Paço. Esse montante refere-se à soma das transferências financeiras dos fundos partidário e eleitoral. O volume específico recebido pelo tucano na empreitada municipal é superior ao recurso total de receita atingida pelos demais candidatos majoritários do Grande ABC. A arrecadação integral do chefe do Executivo de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), alcançou, por exemplo, patamar de R$ 2,12 milhões.

Os repasses de dinheiro público representam 74% do valor angariado na campanha de Morando. Doação de pessoas físicas impactou fatia de R$ 1,15 milhão (22,6%). Os cerca de 4% restantes são oriundos de recursos próprios. A receita total do tucano na corrida pela renovação do mandato em São Bernardo alcançou margem de R$ 5,07 milhões (confira quadro ao lado). A direção nacional do PSDB, por exemplo, destinou R$ 1,6 milhão, por meio do fundo especial (financiado com verba pública), situação que aponta favorecimento da legenda ao são-bernardense. Isso porque Paulo Serra e José Auricchio Júnior, outros peessedebistas reeleitos em novembro na região, receberam – respectivamente – R$ 430 mil e R$ 100 mil do partido para as campanhas em Santo André e São Caetano. Aliás, curiosamente, o repasse tucano a Auricchio foi inferior ao de outros partidos da base, como PL (R$ 550 mil), Avante (R$ 500 mil), Podemos (R$ 400 mil) e Cidadania (R$ 300 mil).

Para outro efeito de comparação, o ex-prefeito Luiz Marinho (PT), principal concorrente no páreo, levantou R$ 1,22 milhão transferidos de fundo partidário e eleitoral, menos da metade do rival. No total, o petista, que ficou em segundo lugar, arrecadou R$ 1,28 milhão.

Em relação aos que tiveram mais votos no campo majoritário, Auricchio angariou R$ 1,92 milhão de fundos partidário e eleitoral, seguido por José de Filippi Júnior (PT, Diadema), com R$ 1,72 milhão, e Paulo Serra, R$ 1,6 milhão. Eleito em Mauá, Marcelo Oliveira (PT) registrou R$ 1,04 milhão. Clóvis Volpi (PL), em Ribeirão Pires, e Claudinho da Geladeira (Podemos), em Rio Grande da Serra, contabilizaram R$ 229,5 mil e R$ 60 mil, respectivamente.

A assessoria de Morando alegou que a distribuição do fundo de financiamento de campanhas eleitorais é realizada pelos diretórios nacionais das agremiações partidárias, não sendo o prefeito responsável sobre as estratégias adotadas. “Certamente, o valor recebido é compatível com a importância do município e a boa avaliação do governo”, pontuou, por nota, destacando ainda que o teto de gsto no município é “superior a R$ 5 milhões.”  

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