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Cobre aqui, descobre ali


Do Diário do Grande ABC

25/11/2020 | 23:59


O número de agentes da segurança pública colocados fora de combate devido à Covid-19 desde o início da pandemia ainda é um mistério em São Paulo, conforme reclama presidente do sindicato de delegados do Estado, que diz cobrar semanalmente da gestão João Doria dados concretos sobre a quantidade de baixas. Ainda que as informações sigam guardadas a sete chaves, a este Diário chegou a denúncia de que entre oito e 12 policiais civis que atuam em Mauá estão afastados do trabalho por causa da doença. Pode até parecer pouco, mas o fato é que no quadro de pessoal não existem braços para substituir estes profissionais.

Certamente a explicação para não ter profissionais para repor os desfalques tem a ver com o deficit de agentes na Polícia Civil do Grande ABC, problema histórico que sistematicamente é mostrado pelo jornal. Como em edição de outubro, quando foi revelado que faltam 761 trabalhadores nas delegacias de uma região que abriga aproximadamente 2,8 milhões de moradores.

Para se ter ideia da precarização de área das mais sensíveis aos olhos da população, basta dizer que na Seccional de Santo André, que também é responsável por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, a diferença entre o que deveria ter de agentes e o que efetivamente tem nas ações de combate ao crime chega a 39%.

Sem a reposição prometida pelo governo do Estado a cada vez que se toca no assunto, o que se vê em Mauá para cobrir a defasagem causada pela Covid não está muito longe do já famoso ‘jeitinho brasileiro’. Não que a saída deva ser criticada, até porque, a população não pode sofrer ainda mais pelo descaso do governo do Estado, mas o que fontes ouvidas pelo Diário relatam é que guardas-civis da cidade foram deslocados para atuar nas delegacias, em funções administrativas.

Guardas dizem que a prática, adotada desde 2018, desfalca as equipes e prejudica o trabalho da GCM, o que remete ao ditado ‘cobre um santo e descobre o outro’. 



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Do Diário do Grande ABC

25/11/2020 | 23:59


O número de agentes da segurança pública colocados fora de combate devido à Covid-19 desde o início da pandemia ainda é um mistério em São Paulo, conforme reclama presidente do sindicato de delegados do Estado, que diz cobrar semanalmente da gestão João Doria dados concretos sobre a quantidade de baixas. Ainda que as informações sigam guardadas a sete chaves, a este Diário chegou a denúncia de que entre oito e 12 policiais civis que atuam em Mauá estão afastados do trabalho por causa da doença. Pode até parecer pouco, mas o fato é que no quadro de pessoal não existem braços para substituir estes profissionais.

Certamente a explicação para não ter profissionais para repor os desfalques tem a ver com o deficit de agentes na Polícia Civil do Grande ABC, problema histórico que sistematicamente é mostrado pelo jornal. Como em edição de outubro, quando foi revelado que faltam 761 trabalhadores nas delegacias de uma região que abriga aproximadamente 2,8 milhões de moradores.

Para se ter ideia da precarização de área das mais sensíveis aos olhos da população, basta dizer que na Seccional de Santo André, que também é responsável por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, a diferença entre o que deveria ter de agentes e o que efetivamente tem nas ações de combate ao crime chega a 39%.

Sem a reposição prometida pelo governo do Estado a cada vez que se toca no assunto, o que se vê em Mauá para cobrir a defasagem causada pela Covid não está muito longe do já famoso ‘jeitinho brasileiro’. Não que a saída deva ser criticada, até porque, a população não pode sofrer ainda mais pelo descaso do governo do Estado, mas o que fontes ouvidas pelo Diário relatam é que guardas-civis da cidade foram deslocados para atuar nas delegacias, em funções administrativas.

Guardas dizem que a prática, adotada desde 2018, desfalca as equipes e prejudica o trabalho da GCM, o que remete ao ditado ‘cobre um santo e descobre o outro’. 

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