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Escorpiões invadem casas na Vila Conceição, em Diadema

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Moradores reclamam de terreno com mato alto e entulho; só na semana passada foram encontrados três animais


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

24/11/2020 | 00:01


Moradores da Rua Antônio Gonçalves Martins, na Vila Conceição, em Diadema, estão preocupados e assustados. É que suas casas têm sido invadidas por escorpiões.

Um dos casos foi na residência do eletricista Rubens Costa de Oliveira Junior, 37 anos. Ele conta que já pegou três em sua casa. O último na semana passada. “O primeiro encontrei na cozinha. Senti algo no meu pé. Quando vi era um escorpião, bem pequeno”, diz. O segundo, dias depois, estava na escada. O último deles foi no quarto. Quando Rubens acendeu a luz e se deparou com um grande. “Na semana passada outros dois vizinhos também pegaram em suas casas os escorpiões. Foram três em uma semana”, afirma.

Atrás das residências há um terreno na Avenida Daniel José de Carvalho e que passa pela Avenida dos Signos, que está tomado por mato alto e entulho. “O pessoal joga lixo. Fica nas costas das nossas casas”, explica Martins.

Rubens conta que o aparecimento dos escorpiões é algo comum no local. “Todo ano tem muito. Tenho dois filhos pequenos e temo por eles. É muito perigoso.”
Também moradora da Rua Antônio Gonçalves Martins, a vendedora autônoma Elizabete Gorete da Cruz, 58, é outra que enfrenta a situação ruim. “São muitos escorpiões e todos nós aqui do bairro temos problemas com isso”, afirma. “Na última semana achei um na cozinha. Já encontrei na cama, no sofá, e fui picada”, relata. Ela conta que a sorte é que não teve sintomas fortes. “Quanto mais próxima a casa está do terreno, maior é o problema”, explica.

Bióloga e docente da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Marta Angela Marcondes explica que os escorpiões se sentem abrigados quando há condições de alimento, esconderijo e água. “Esses terrenos são excelentes locais para o seu desenvolvimento”, comenta. “O entulho pode trazer esses animais de outras regiões e assim eles se desenvolvem com facilidade, principalmente se não houver predadores naturais, como aves, por exemplo”, explica Marta.

A especialista explica que se um adulto for picado a sensação é de muita dor, mas, normalmente, não é letal. “O perigo maior está no fato de crianças pequenas e animais domésticos poderem ser picados por escorpiões. Nesses casos, sim, pode ser letal.”

Procurada pelo Diário, a Prefeitura de Diadema informou que recebeu reclamação de uma moradora do local, relatando a situação. Segundo o Paço, a equipe do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) esteve na região na semana passada, orientou a moradora e recolheu um escorpião marrom adulto, morto.

A Prefeitura afirmou ainda que “o CCZ programa para os próximos dias ação casa a casa no local”, com atenção ao terreno onde os animais são vistos com frequência. O Paço orienta para que, ao encontrar escorpião, o morador o cubra com balde e ligue para CCZ (Telefone 4059-5892). Eles serão encaminhados para análise. A pessoa que for picada deve procurar o Pronto-Socorro Municipal e levar, se possível, o animal para ser identificado.



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Escorpiões invadem casas na Vila Conceição, em Diadema

Moradores reclamam de terreno com mato alto e entulho; só na semana passada foram encontrados três animais

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

24/11/2020 | 00:01


Moradores da Rua Antônio Gonçalves Martins, na Vila Conceição, em Diadema, estão preocupados e assustados. É que suas casas têm sido invadidas por escorpiões.

Um dos casos foi na residência do eletricista Rubens Costa de Oliveira Junior, 37 anos. Ele conta que já pegou três em sua casa. O último na semana passada. “O primeiro encontrei na cozinha. Senti algo no meu pé. Quando vi era um escorpião, bem pequeno”, diz. O segundo, dias depois, estava na escada. O último deles foi no quarto. Quando Rubens acendeu a luz e se deparou com um grande. “Na semana passada outros dois vizinhos também pegaram em suas casas os escorpiões. Foram três em uma semana”, afirma.

Atrás das residências há um terreno na Avenida Daniel José de Carvalho e que passa pela Avenida dos Signos, que está tomado por mato alto e entulho. “O pessoal joga lixo. Fica nas costas das nossas casas”, explica Martins.

Rubens conta que o aparecimento dos escorpiões é algo comum no local. “Todo ano tem muito. Tenho dois filhos pequenos e temo por eles. É muito perigoso.”
Também moradora da Rua Antônio Gonçalves Martins, a vendedora autônoma Elizabete Gorete da Cruz, 58, é outra que enfrenta a situação ruim. “São muitos escorpiões e todos nós aqui do bairro temos problemas com isso”, afirma. “Na última semana achei um na cozinha. Já encontrei na cama, no sofá, e fui picada”, relata. Ela conta que a sorte é que não teve sintomas fortes. “Quanto mais próxima a casa está do terreno, maior é o problema”, explica.

Bióloga e docente da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Marta Angela Marcondes explica que os escorpiões se sentem abrigados quando há condições de alimento, esconderijo e água. “Esses terrenos são excelentes locais para o seu desenvolvimento”, comenta. “O entulho pode trazer esses animais de outras regiões e assim eles se desenvolvem com facilidade, principalmente se não houver predadores naturais, como aves, por exemplo”, explica Marta.

A especialista explica que se um adulto for picado a sensação é de muita dor, mas, normalmente, não é letal. “O perigo maior está no fato de crianças pequenas e animais domésticos poderem ser picados por escorpiões. Nesses casos, sim, pode ser letal.”

Procurada pelo Diário, a Prefeitura de Diadema informou que recebeu reclamação de uma moradora do local, relatando a situação. Segundo o Paço, a equipe do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) esteve na região na semana passada, orientou a moradora e recolheu um escorpião marrom adulto, morto.

A Prefeitura afirmou ainda que “o CCZ programa para os próximos dias ação casa a casa no local”, com atenção ao terreno onde os animais são vistos com frequência. O Paço orienta para que, ao encontrar escorpião, o morador o cubra com balde e ligue para CCZ (Telefone 4059-5892). Eles serão encaminhados para análise. A pessoa que for picada deve procurar o Pronto-Socorro Municipal e levar, se possível, o animal para ser identificado.

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