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Internação por Covid-19 sobe 31% no Grande ABC

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Registros de hospitalização foram de 104 para 136 em quatro dias
desta semana comparados com o mesmo período da semana anterior


Anderson Fattori

12/11/2020 | 00:01


Entre sexta e terça-feira, a região registrou 136 novas internações de pacientes com a Covid ou com suspeita de infecção, 30,8% a mais do que no mesmo período da semana anterior, quando 104 pessoas foram hospitalizadas nas redes municipal e privada da região. Os números são dos boletins epidemiológicos das prefeituras de Santo André, São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires, que incluem unidades particulares – São Bernardo traz apenas dados da rede pública. Na Grande São Paulo, a alta foi de 13,2% no mesmo período, passando de 1.897 para 2.147, conforme a Fundação Seade.

Segundo Renato Grinbaum, infectologista e professor da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), o crescimento ainda não consolida tendência de alta, porém, é “bem possível” que isso ocorra. “Temos a combinação de grande número de pessoas suscetíveis (ao coronavírus), reabertura das atividades, diminuição da adesão às recomendações, esta reforçada pela falta de compromisso com a saúde pública de algumas autoridades”, avalia.

José Branco Filho, infectologista do Grupo Leforte e da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), adiciona que pessoas que estavam há meses em quarentena, em casa, começaram a voltar às atividades presenciais. “O que devemos fazer é incentivar o uso de máscara, seja para visitar um parente, sair na rua ou ir ao supermercado, usar álcool gel e lavar as mãos quantas vezes foram necessárias, além do principal, que é evitar aglomerações”, orienta.

Os especialistas explicam que a alta nas internações pode estar relacionada ao aumento de casos. De fato, na região, o registro de novos infectados aumentou 68,5%, indo de 422 para 711 no período analisado. “O agravamento vai acontecer em 10% a 20% dos infectados. Esperamos que o sistema de saúde seja capaz de acolher todas estas pessoas”, aponta Grinbaum.

Como a vacina contra o vírus não está pronta e a imunidade das pessoas que já tiveram a doença é incerta, a população está suscetível ao coronavírus. “Temos muita gente que não tem imunidade e podemos ter novo colapso no sistema. Por isso, temos de esperar e nos cuidar até sabermos se o aumento (nos casos e nas internações) é tendência ou se foi pico isolado”, reforça Branco Filho.

Mesmo com a alta nas internações, a taxa de ocupação dos leitos segue ‘confortável’ na região. Em Santo André, 26% dos leitos de enfermaria e 41,3% da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) estão preenchidos. São Bernardo tem 36% das vagas de UTI e 37% da enfermaria ocupadas. Em São Caetano, 38% da UTI e 40% da enfermaria estão preenchidas. Diadema informou que 56% dos leitos municipais estão com pacientes. Em Ribeirão Pires, a taxa é de 49%. Mauá e Rio Grande da Serra não informaram até o fechamento desta edição.

ATUALIZAÇÃO REGIONAL
O Grande ABC confirmou ontem mais 392 casos e sete mortes de Covid-19, totalizando 75.446 positivos e 2.852 óbitos desde o início da pandemia, em março. São 65.913 pessoas recuperadas. 

Estado volta a atualizar dados após cinco dias de instabilidade

O Estado de São Paulo não atualizava o boletim epidemiológico do novo coronavírus desde quinta-feira. Isso porque o e-SUS, sistema do Ministério da Saúde que consolida o número de casos, mortes e recuperados, estava inacessível desde sexta-feira em razão de ataque de um hacker. Segundo a pasta, nenhuma informação da pandemia foi perdida.

Assim, o Estado totaliza 1.150.872 casos e 39.907 mortes de Covid-19. São 24.936 positivos e 190 falecimentos a mais em relação ao boletim anterior. Pelo menos 1.049.348 pessoas foram recuperadas, sendo que 125.763 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo destacou que o volume de confirmações deve permanecer alto nos próximos dias, já que os municípios também enfrentaram dificuldades para cadastrar as informações na plataforma do Ministério da Saúde. “Com a retomada do sistema, é esperado que as prefeituras notifiquem estes óbitos represados durante o período de falha, o que pode gerar uma falsa ideia de alta de mortes nos próximos dias”, alertou.

No País, são 5.748.275 casos e 163.373 óbitos, sendo que 544 falecimentos foram confirmados em 24 horas. O total de recuperados é de 5.064.344. Os números não incluem Minas Gerais, que não atualiza as informações há quatro dias. Vale lembrar que o Estado mineiro é um dos que possuem mais casos e mortes pela Covid.



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Internação por Covid-19 sobe 31% no Grande ABC

Registros de hospitalização foram de 104 para 136 em quatro dias
desta semana comparados com o mesmo período da semana anterior

Anderson Fattori

12/11/2020 | 00:01


Entre sexta e terça-feira, a região registrou 136 novas internações de pacientes com a Covid ou com suspeita de infecção, 30,8% a mais do que no mesmo período da semana anterior, quando 104 pessoas foram hospitalizadas nas redes municipal e privada da região. Os números são dos boletins epidemiológicos das prefeituras de Santo André, São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires, que incluem unidades particulares – São Bernardo traz apenas dados da rede pública. Na Grande São Paulo, a alta foi de 13,2% no mesmo período, passando de 1.897 para 2.147, conforme a Fundação Seade.

Segundo Renato Grinbaum, infectologista e professor da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), o crescimento ainda não consolida tendência de alta, porém, é “bem possível” que isso ocorra. “Temos a combinação de grande número de pessoas suscetíveis (ao coronavírus), reabertura das atividades, diminuição da adesão às recomendações, esta reforçada pela falta de compromisso com a saúde pública de algumas autoridades”, avalia.

José Branco Filho, infectologista do Grupo Leforte e da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), adiciona que pessoas que estavam há meses em quarentena, em casa, começaram a voltar às atividades presenciais. “O que devemos fazer é incentivar o uso de máscara, seja para visitar um parente, sair na rua ou ir ao supermercado, usar álcool gel e lavar as mãos quantas vezes foram necessárias, além do principal, que é evitar aglomerações”, orienta.

Os especialistas explicam que a alta nas internações pode estar relacionada ao aumento de casos. De fato, na região, o registro de novos infectados aumentou 68,5%, indo de 422 para 711 no período analisado. “O agravamento vai acontecer em 10% a 20% dos infectados. Esperamos que o sistema de saúde seja capaz de acolher todas estas pessoas”, aponta Grinbaum.

Como a vacina contra o vírus não está pronta e a imunidade das pessoas que já tiveram a doença é incerta, a população está suscetível ao coronavírus. “Temos muita gente que não tem imunidade e podemos ter novo colapso no sistema. Por isso, temos de esperar e nos cuidar até sabermos se o aumento (nos casos e nas internações) é tendência ou se foi pico isolado”, reforça Branco Filho.

Mesmo com a alta nas internações, a taxa de ocupação dos leitos segue ‘confortável’ na região. Em Santo André, 26% dos leitos de enfermaria e 41,3% da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) estão preenchidos. São Bernardo tem 36% das vagas de UTI e 37% da enfermaria ocupadas. Em São Caetano, 38% da UTI e 40% da enfermaria estão preenchidas. Diadema informou que 56% dos leitos municipais estão com pacientes. Em Ribeirão Pires, a taxa é de 49%. Mauá e Rio Grande da Serra não informaram até o fechamento desta edição.

ATUALIZAÇÃO REGIONAL
O Grande ABC confirmou ontem mais 392 casos e sete mortes de Covid-19, totalizando 75.446 positivos e 2.852 óbitos desde o início da pandemia, em março. São 65.913 pessoas recuperadas. 

Estado volta a atualizar dados após cinco dias de instabilidade

O Estado de São Paulo não atualizava o boletim epidemiológico do novo coronavírus desde quinta-feira. Isso porque o e-SUS, sistema do Ministério da Saúde que consolida o número de casos, mortes e recuperados, estava inacessível desde sexta-feira em razão de ataque de um hacker. Segundo a pasta, nenhuma informação da pandemia foi perdida.

Assim, o Estado totaliza 1.150.872 casos e 39.907 mortes de Covid-19. São 24.936 positivos e 190 falecimentos a mais em relação ao boletim anterior. Pelo menos 1.049.348 pessoas foram recuperadas, sendo que 125.763 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo destacou que o volume de confirmações deve permanecer alto nos próximos dias, já que os municípios também enfrentaram dificuldades para cadastrar as informações na plataforma do Ministério da Saúde. “Com a retomada do sistema, é esperado que as prefeituras notifiquem estes óbitos represados durante o período de falha, o que pode gerar uma falsa ideia de alta de mortes nos próximos dias”, alertou.

No País, são 5.748.275 casos e 163.373 óbitos, sendo que 544 falecimentos foram confirmados em 24 horas. O total de recuperados é de 5.064.344. Os números não incluem Minas Gerais, que não atualiza as informações há quatro dias. Vale lembrar que o Estado mineiro é um dos que possuem mais casos e mortes pela Covid.

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