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Barulho em obra de construtora gera incômodo e reclamações

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vizinhos relatam caminhões antes das 7h e estacionamento frequente em frente a garagens


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

05/11/2020 | 00:01


 Vizinhos de empreendimentos da Construtora Patriani, no Grande ABC, reclamam dos transtornos causados pela empresa, como o fato de não respeitar regras sanitárias ou importunação do sossego, inclusive, de barulhos fora do horário comercial. A situação é ainda pior para pessoas que trabalham em home-office, condição oferecida por várias empresas em razão da pandemia.

Na Praça Assunção, próximo ao número 100, na Vila Assunção, em Santo André, por exemplo, as reclamações mais frequentes são por causa do excesso de barulho. Moradores destacam que antes das 7h caminhões e tratores já estacionam para descarregar e o barulho segue até o fim do dia. “Nunca vi uma obra tão barulhenta como essa. Sabemos que obras demandam tempo e, muitas vezes, acontecem barulhos, mas aqui já passou do limite há muito tempo”, desabafa o profissional de arte gráfica Robson Rodrigues, 49 anos. 

O vizinho da obra comenta que para todos os serviços executados existem barulhos. “Se eles estão descarregando caminhões, é terrível. Eles jogam os materiais, gritam e batem as coisas. Se eles estão carregando os veículos também, tudo envolve gritos e, claro, muito barulho”, comenta. O profissional gráfico trabalha em casa e, segundo ele, nunca enfrentou problema parecido. 

Na rua paralela à de Robson, a Regente Feijó, que está nos fundos para a obra, moradores apontam os mesmos problemas. Desde março a auxiliar administrativa Camila Fonseca, 33, está em home-office e, segundo a moradora, “parece que o barulho está dentro de casa”. Camila mora no local há pelo menos três anos e também nunca viu nada parecido. “A obra é grande, isso é visível, mas existem outros meios de seguir sem todo esse barulho. De segunda a sábado, a partir das 6h30, 7h, já começam os barulhos, principalmente as marteladas e os barulhos com veículos. Está sendo bem difícil”, lamenta. 

Em outra obra da Patriani, na Rua David Campista, na Vila Guiomar, também em Santo André, os problemas são ainda maiores. Segundo moradores, por ser via residencial e tranquila, muitos veículos destinados para a obra e também de funcionários prejudicam a circulação de carros e pessoas pela região, principalmente dos moradores. 

“De acordo com a lei, somente um órgão pode regulamentar trânsito e estacionamento na cidade, que é o DET (Departamento de Engenharia de Tráfego), mas a Patriani fecha a rua toda com cones para que os moradores não possam parar e seus maquinários circulem, eles travam todo trânsito em uma rua de mão única, ou seja, depois que as pessoas entram (na rua) não têm como voltar, assim, instalam o caos em lugar que sempre foi tranquilo”, detalha a tradutora Gabriela Cinti, 31.

Questionada, a construtora Patriani informou, por meio de nota, que cumpre todas as regras determinadas pelos órgãos públicos, visando a regularidade de horário, uso do espaço, controle de barulho e conservação do entorno de suas obras. “A concretagem nas obras da Patriani ocorre dentro dos padrões do mercado, geralmente em dia agendado e por algumas horas. Naturalmente nesse dia há uma circulação maior de veículos que precisam parar ao lado da obra para descarregar a bomba de concreto”, detalha. A construtora ainda comentou que antes da data dessa concretagem, os engenheiros informam os vizinhos sobre a realização do serviço, que pode ocasionar um pouco mais de barulho. “O espaço que usamos no trânsito está previamente permitido pela administração pública. Somos responsáveis para operar de modo ágil, sem prejudicar a fluidez do trânsito local e protegendo os veículos dos nossos vizinhos, como dito anteriormente”, finaliza. 

Site de defesa do consumidor tem queixas contra a empresa

O incômodo de moradores com obras da Construtora Patriani ganhou os sites de queixas de consumidores, como o Raclame Aqui. Foi lá que a tradutora Gabriela Cinti, 31 anos, vizinha do empreendimento que está sendo erguido na Rua David Campista, na Vila Guiomar, em Santo André, tornou pública sua insatisfação. 

A andreense relatou que viu funcionário da Patriani indicar a uma pessoa que foi visitar a obra que parasse em frente à garagem da casa de um morador alegando que “o rapaz já tinha saído para trabalhar”. Essa mesma pessoa, segundo a tradutora, já havia pedido para que estacionassem na frente da sua garagem. Ela reclamou e no dia seguinte recebeu um presente da construtora, mas que não foi suficiente para acalmá-la. “Quando ouvi (o funcionário pedindo para estacionar em frente à garagem), desci do carro e resolvi minhas coisas a pé, mas não ia admitir um absurdo desse”, comenta a tradutora, que tentou contato por telefone várias vezes com a construtora, mas não teve sucesso e por isso resolveu expor parte da situação no site reclameaqui.com.br. 

A equipe de reportagem esteve em duas obras da Patriani ontem e, além dos problemas relatados pelos vizinhos, foi observado que vários funcionários trabalhavam e circulavam sem máscara de proteção e sem os devidos cuidados necessários para conter a Covid. 

O relato de Gabriela é apenas uma das diversas queixas que existem contra a empresa nos sites de defesa do consumidor. Foram relatados problemas também em obra realizada no Tatuapé, em São Paulo. Existem também reclamações sobre envio de mensagens publicitárias sem autorização e até de empreendimentos com problemas estruturais internos. Todas as mensagens publicadas foram respondidas pela empresa.

“Se esses problemas estão acontecendo com a obra no início, imagina quando isso estiver realmente para levantar o prédio, vai ser pior ainda. Da mesma forma que entendemos que o barulho faz parte, tudo tem seu limite e em todos os aspectos”, critica Gabriela.



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Barulho em obra de construtora gera incômodo e reclamações

Vizinhos relatam caminhões antes das 7h e estacionamento frequente em frente a garagens

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

05/11/2020 | 00:01


 Vizinhos de empreendimentos da Construtora Patriani, no Grande ABC, reclamam dos transtornos causados pela empresa, como o fato de não respeitar regras sanitárias ou importunação do sossego, inclusive, de barulhos fora do horário comercial. A situação é ainda pior para pessoas que trabalham em home-office, condição oferecida por várias empresas em razão da pandemia.

Na Praça Assunção, próximo ao número 100, na Vila Assunção, em Santo André, por exemplo, as reclamações mais frequentes são por causa do excesso de barulho. Moradores destacam que antes das 7h caminhões e tratores já estacionam para descarregar e o barulho segue até o fim do dia. “Nunca vi uma obra tão barulhenta como essa. Sabemos que obras demandam tempo e, muitas vezes, acontecem barulhos, mas aqui já passou do limite há muito tempo”, desabafa o profissional de arte gráfica Robson Rodrigues, 49 anos. 

O vizinho da obra comenta que para todos os serviços executados existem barulhos. “Se eles estão descarregando caminhões, é terrível. Eles jogam os materiais, gritam e batem as coisas. Se eles estão carregando os veículos também, tudo envolve gritos e, claro, muito barulho”, comenta. O profissional gráfico trabalha em casa e, segundo ele, nunca enfrentou problema parecido. 

Na rua paralela à de Robson, a Regente Feijó, que está nos fundos para a obra, moradores apontam os mesmos problemas. Desde março a auxiliar administrativa Camila Fonseca, 33, está em home-office e, segundo a moradora, “parece que o barulho está dentro de casa”. Camila mora no local há pelo menos três anos e também nunca viu nada parecido. “A obra é grande, isso é visível, mas existem outros meios de seguir sem todo esse barulho. De segunda a sábado, a partir das 6h30, 7h, já começam os barulhos, principalmente as marteladas e os barulhos com veículos. Está sendo bem difícil”, lamenta. 

Em outra obra da Patriani, na Rua David Campista, na Vila Guiomar, também em Santo André, os problemas são ainda maiores. Segundo moradores, por ser via residencial e tranquila, muitos veículos destinados para a obra e também de funcionários prejudicam a circulação de carros e pessoas pela região, principalmente dos moradores. 

“De acordo com a lei, somente um órgão pode regulamentar trânsito e estacionamento na cidade, que é o DET (Departamento de Engenharia de Tráfego), mas a Patriani fecha a rua toda com cones para que os moradores não possam parar e seus maquinários circulem, eles travam todo trânsito em uma rua de mão única, ou seja, depois que as pessoas entram (na rua) não têm como voltar, assim, instalam o caos em lugar que sempre foi tranquilo”, detalha a tradutora Gabriela Cinti, 31.

Questionada, a construtora Patriani informou, por meio de nota, que cumpre todas as regras determinadas pelos órgãos públicos, visando a regularidade de horário, uso do espaço, controle de barulho e conservação do entorno de suas obras. “A concretagem nas obras da Patriani ocorre dentro dos padrões do mercado, geralmente em dia agendado e por algumas horas. Naturalmente nesse dia há uma circulação maior de veículos que precisam parar ao lado da obra para descarregar a bomba de concreto”, detalha. A construtora ainda comentou que antes da data dessa concretagem, os engenheiros informam os vizinhos sobre a realização do serviço, que pode ocasionar um pouco mais de barulho. “O espaço que usamos no trânsito está previamente permitido pela administração pública. Somos responsáveis para operar de modo ágil, sem prejudicar a fluidez do trânsito local e protegendo os veículos dos nossos vizinhos, como dito anteriormente”, finaliza. 

Site de defesa do consumidor tem queixas contra a empresa

O incômodo de moradores com obras da Construtora Patriani ganhou os sites de queixas de consumidores, como o Raclame Aqui. Foi lá que a tradutora Gabriela Cinti, 31 anos, vizinha do empreendimento que está sendo erguido na Rua David Campista, na Vila Guiomar, em Santo André, tornou pública sua insatisfação. 

A andreense relatou que viu funcionário da Patriani indicar a uma pessoa que foi visitar a obra que parasse em frente à garagem da casa de um morador alegando que “o rapaz já tinha saído para trabalhar”. Essa mesma pessoa, segundo a tradutora, já havia pedido para que estacionassem na frente da sua garagem. Ela reclamou e no dia seguinte recebeu um presente da construtora, mas que não foi suficiente para acalmá-la. “Quando ouvi (o funcionário pedindo para estacionar em frente à garagem), desci do carro e resolvi minhas coisas a pé, mas não ia admitir um absurdo desse”, comenta a tradutora, que tentou contato por telefone várias vezes com a construtora, mas não teve sucesso e por isso resolveu expor parte da situação no site reclameaqui.com.br. 

A equipe de reportagem esteve em duas obras da Patriani ontem e, além dos problemas relatados pelos vizinhos, foi observado que vários funcionários trabalhavam e circulavam sem máscara de proteção e sem os devidos cuidados necessários para conter a Covid. 

O relato de Gabriela é apenas uma das diversas queixas que existem contra a empresa nos sites de defesa do consumidor. Foram relatados problemas também em obra realizada no Tatuapé, em São Paulo. Existem também reclamações sobre envio de mensagens publicitárias sem autorização e até de empreendimentos com problemas estruturais internos. Todas as mensagens publicadas foram respondidas pela empresa.

“Se esses problemas estão acontecendo com a obra no início, imagina quando isso estiver realmente para levantar o prédio, vai ser pior ainda. Da mesma forma que entendemos que o barulho faz parte, tudo tem seu limite e em todos os aspectos”, critica Gabriela.

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