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O futuro do Grande ABC


Do Diário do Grande ABC

26/10/2020 | 23:59


Goste-se ou não do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é preciso reconhecer a lucidez com que ele analisou o momento econômico do Grande ABC. Em entrevista exclusiva ao Diário, publicada ontem, o ex-líder sindical chamou a atenção para a necessidade de a região começar a discutir, imediatamente, alternativa ao modelo de geração de riqueza que a sustentou até o momento. A indústria automotiva, que trouxe as sete cidades até aqui, não será mais capaz de garantir o futuro. Por isso, é chegada a hora de as lideranças políticas se cercarem de pessoas competentes e se sentarem à mesa para tratar do assunto.

Há senso de urgência. Nos últimos quatro anos, pelos mais variados motivos, São Bernardo perdeu três grandes símbolos da indústria automotiva. Em novembro de 2016, a Kharmann-Ghia teve falência decretada pela Justiça. Em outubro passado, buscando maior competitividade, a Ford fechou a unidade regional e concentrou suas operações em Camaçari, na Bahia. Dois meses depois, foi a vez da Mangels trocar o Grande ABC pela cidade de Três Corações, Minas Gerais.

Mesmo as empresas do setor que estão consolidadas se adaptam às circunstâncias produtivas, como o uso massivo da tecnologia, o que provoca desemprego em massa. Lula citou o exemplo da Volkswagen, também em território são-bernardense. A fábrica monta hoje, com 7.500 funcionários, o mesmo número de veículos de quatro décadas atrás, quando acumulava 40 mil colaboradores.

O debate, como disse o ex-presidente, tem de incluir as universidades. São nestes núcleos, em laboratórios e salas de aula, que germinam muitas respostas a problemas enfrentados pelas sete cidades. Não será diferente com o futuro econômico. Pesquisadores, professores e alunos poderão ser instados a trabalhar a questão, apontando os rumos para a região. Atualmente, o diálogo entre academia e poder público, quando existe, é extremamente fragmentado. Como resolver? Basta acionar o Consórcio Intermunicipal, criado exatamente para unir os interesses regionais. Mãos à obra, pois! 



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O futuro do Grande ABC

Do Diário do Grande ABC

26/10/2020 | 23:59


Goste-se ou não do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é preciso reconhecer a lucidez com que ele analisou o momento econômico do Grande ABC. Em entrevista exclusiva ao Diário, publicada ontem, o ex-líder sindical chamou a atenção para a necessidade de a região começar a discutir, imediatamente, alternativa ao modelo de geração de riqueza que a sustentou até o momento. A indústria automotiva, que trouxe as sete cidades até aqui, não será mais capaz de garantir o futuro. Por isso, é chegada a hora de as lideranças políticas se cercarem de pessoas competentes e se sentarem à mesa para tratar do assunto.

Há senso de urgência. Nos últimos quatro anos, pelos mais variados motivos, São Bernardo perdeu três grandes símbolos da indústria automotiva. Em novembro de 2016, a Kharmann-Ghia teve falência decretada pela Justiça. Em outubro passado, buscando maior competitividade, a Ford fechou a unidade regional e concentrou suas operações em Camaçari, na Bahia. Dois meses depois, foi a vez da Mangels trocar o Grande ABC pela cidade de Três Corações, Minas Gerais.

Mesmo as empresas do setor que estão consolidadas se adaptam às circunstâncias produtivas, como o uso massivo da tecnologia, o que provoca desemprego em massa. Lula citou o exemplo da Volkswagen, também em território são-bernardense. A fábrica monta hoje, com 7.500 funcionários, o mesmo número de veículos de quatro décadas atrás, quando acumulava 40 mil colaboradores.

O debate, como disse o ex-presidente, tem de incluir as universidades. São nestes núcleos, em laboratórios e salas de aula, que germinam muitas respostas a problemas enfrentados pelas sete cidades. Não será diferente com o futuro econômico. Pesquisadores, professores e alunos poderão ser instados a trabalhar a questão, apontando os rumos para a região. Atualmente, o diálogo entre academia e poder público, quando existe, é extremamente fragmentado. Como resolver? Basta acionar o Consórcio Intermunicipal, criado exatamente para unir os interesses regionais. Mãos à obra, pois! 

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