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Setores do entretenimento se adaptam ao 'novo normal'

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Profissionais e comerciantes da área acreditam que principal obstáculo será convencer o público de que os espaços são seguros; série Desafios Pós-Covid será publicada toda semana


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

26/10/2020 | 00:01


A queda no número de casos e mortes por Covid e a consequente retomada gradativa das atividades econômicas têm levado cada vez mais pessoas as ruas. A nova série do Diário Desafios pós-Covid, abordará todas as segundas-feiras como áreas específicas da sociedade se preparam para receber o público e quais adversidades esperam encontrar. Iniciamos a sequência de reportagens hoje com destaque para a reabertura dos espaços de lazer. Profissionais da área acreditam que a maior dificuldade nessa nova etapa será mostrar para as pessoas que frequentar os locais pode e deve ser seguro, desde que respeitadas todas as regras sanitárias.

Desde o dia 6 de julho, bares e restaurantes reabriram as portas no Grande ABC. Na semana passada, foi a vez das salas de cinema, teatros, galerias, pinacotecas e museus poderem, enfim, retomar as atividades presenciais depois de sete meses fechados. Os espaços, porém, têm de atuar com 60% da capacidade, além de assegurar distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas e disponibilizar álcool gel e ventilação adequada nos ambientes.

Se por um lado a população está ávida por lazer, por outro, existe o receio de que, com um pouco mais de pessoas em locais fechados, a contaminação do coronavírus seja facilitada, o que o produtor musical, Fran Carlo, 45 anos, acredita se tratar do “grande desafio do setor cultural”. “Acho que as pessoas ficaram tanto tempo em casa que terão mais vontade de sair. Elas só precisam ter segurança de que não vão se contaminar. E isso é que será difícil, convencer o público de que haverá estrutura preparada”, avalia.

O profissional acredita que o investimento em publicidade não será só de divulgação dos espetáculos, mas também esclarecendo ao público os métodos de segurança que serão ofertados pelos espaços. Além disso, Fran Carlo destaca que as casas tiveram de realizar manutenções, sobretudo no ar-condicionado, para que a retomada fosse possível. “Deixo claro que a pandemia vai fortalecer a qualidade dos espaços e, quando o público voltar, será ávido por arte e cultura.” Fran Carlo pontuou ainda que o prejuízo que o setor sofreu “é incalculável” e acredita que agora o ganho seja menor, diante do corte de público.

No Grande ABC, as prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano já publicaram decreto permitindo a retomada de alguns setores do entretenimento, como cinemas, teatros e casas de shows, desde que respeitadas as regras sanitárias. O Paço andreense explicou, em nota, que estudo como será a volta dos espetáculos no Teatro Municipal, que está fechado desde o início da pandemia. “A Secretaria de Cultura elabora estudo para abertura gradual de equipamentos culturais públicos, de forma que se possa garantir a segurança de munícipes e funcionários, mas sem data definida ainda”, diz a nota, que avalia os obstáculos dessa retomada. “O principal desafio será retomar a confiança do público e, de forma criativa, desenvolver programações híbridas (presencial e virtual) que atendam os protocolos de segurança e as demandas de público.” 

Agente cultural do Apostrophe Bar, no Centro de Santo André, Diego Ósi, 34, estima que o prejuízo do período em que se manteve de portas fechadas tenha sido em torno de R$ 80 mil. “Por enquanto, estamos fazendo nosso drive-thru com lanches, salgados e bebidas. Ainda não sabemos o que esperar daqui para frente. O setor cultural depende do contato direto entre as pessoas” comentou. 

Proprietária do Dona Ida Bar, na Vila Alzira, também no município andreense, Aline Coelho Carboni, 39, havia aberto o espaço há cinco meses quando a pandemia se instalou. “Foi bem difícil. Meu prejuízo foi de cerca de R$ 100 mil. A reabertura está devagar, o movimento é tímido, porque as pessoas ainda têm medo. Hoje (sexta-feira) vamos fazer nosso primeiro show noturno para sentir como o público reagirá e se vamos ter mais movimento”, disse esperançosa, reforçando a opinião de que retomar a confiança dos clientes é o principal desafio.

A Cervejaria Madalena, no Campestre, em Santo André, retomou os eventos presenciais na semana passada. Durante o período mais crítico da quarentena, a rede ofereceu chopp de fabricação própria por sistema drive-thru, além de ter espalhados carretas pelas cidades do Grande ABC em postos de combustível e estacionamentos para seguir atendendo os consumidores. “Estamos há dez anos no mercado, temos um público fiel e se ele estava isolado em casa, tivemos que facilitar o acesso aos nossos produtos. Os postos de combustíveis ficam em locais estratégicos, sempre de muito fluxo. Essa parceria está sendo um sucesso e se mantém mesmo com a reabertura gradual do bar-fábrica”, explica Renan Leonessa, gerente de marketing da Cervejaria Madalena, feliz pela descoberta de um novo nicho comercial.

Sobre a retomada, Leonessa acredita que os desafios serão superados com a união entre o público e os estabelecimentos quanto ao cumprimento das regras sanitárias. “Estamos atentos a todas as normas e procedimentos para garantir a segurança de nossos colaboradores e clientes, oferecendo um ambiente seguro e uma gastronomia especial, acompanhada de uma cerveja artesanal de primeira qualidade”, afirma o gerente de marketing da marca.

Documentário discute fases do stand-up comedy na pandemia

Levar alegria e tirar sorrisos das pessoas é a meta das casas de <stand-up comedy, de comediantes e de produtores do setor. No entanto, 2020 entristeceu não só os espaços destinados ao riso, mas também toda a cadeia profissional que existe por trás de um espetáculo.

Na retomada do setor, ainda tímida, o desafio das casas será se reestruturar. Para mostrar o lado ‘por trás do palcos’ e levar à população conhecimento de como o setor teve de se virar na pandemia, o documentário Produzindo Risos, realizado pela Casa de Artistas e dirigido por Guilherme Araújo, mostra panorama geral do mercado de stand-up comedy antes, durante e o que esperam no pós-Covid, através do depoimento de 46 produtores que atuam em diversas regiões do Brasil e até do Exterior. “Depois de fazer o cancelamento de mais de 150 shows, arcar com o prejuízo e deixar de movimentar cerca R$ 2 milhões no mercado, decidi que era hora de entender como o setor estava lidando com essa situação, sob uma visão macro”, explicou Araújo.

O fundador da Casa de Artistas disse ainda que, quando se fala em teatro, as pessoas pensam diretamente nos artistas, mas, além deles, existem profissionais que fazem os shows acontecerem e o sofrimento da paralisação afetou todo o setor. Para ele, o desafio no pós-Covid será mostrar à população que a culpa da pandemia não é das casas de show. “Somos o único setor do Brasil que ainda está com tantas dificuldades para retomada. Quando se vê igrejas, metrôs, ônibus, completamente lotados, vemos que a cultura é muito desprestigiada e, por conta disso, esse será nosso principal desafio. Mostrar que nós não somos os responsáveis pela pandemia e que queremos trabalhar. Cumprindo tudo que é necessário”, reforçou.

Proprietário do Hillarius Comedy Bar, na Avenida Dom Pedro II, em Santo André, Léo Veloso, 45 anos, ficou com a casa fechada de março a agosto, mantendo o estabelecimento somente com o valor que tinham acumulado em outros meses. Para não perder os shows, o Hillarius transferiu as datas, sem ter de cancelar a agenda e agora retomam a programação.

“Tinha receio de as pessoas ficarem com medo de ir na casa, por ser lugar fechado. Mas desde que pudemos reabrir o bar tivemos bom movimento. O pessoal estava sedento por diversão e estão buscando o lazer, com cautela, mas não deixaram de ir”, comemorou, reforçando que todos os cuidados têm sido respeitados. “Utilização de máscara é obrigatória no local. Além disso, temos recebido somente 60% de público, cumprindo o distanciamento necessário. Estamos mantendo a casa cheia, dentro do permitido, todos os dias”, contou Léo.

Para ele, o mercado da comédia não corre risco de torna-se oficialmente virtual. “As pessoas gostam de ir presencialmente <CF51>(em shows de comédia)</CF>. O humor precisa da interação com o público, da risada, da palma, diferente da música, que a pessoa consegue curtir da sua casa”, disse, torcendo para que tenham cada vez mais dias engraçados e movimentados. 

Diversão on-line segue na agenda de 53% dos brasileiros, garante pesquisa

A determinação de ficar em casa imposta pelos governos estadual e municipal desde o início da pandemia, em março, fez com que a população buscasse novas formas para se divertir. O formato on-line tornou-se uma das únicas opções, principalmente porque oferecia segurança e serviu para diminuir o tédio das pessoas, sobretudo com lives musicais e conteúdos culturais em vídeo que tomaram contra das páginas da internet.

Utilizar essa forma de lazer é vista com bons olhos por 53% das pessoas entrevistadas pelo Datafolha, em levantamento realizado em parceria com o Itaú Cultural. A pesquisa ainda revelou que 57% dos brasileiros passaram a usar mais a internet durante a pandemia, sendo que 36% mantiveram o padrão de acesso desde o início do confinamento e apenas 7% reduziram suas atividades virtuais. Entre os que acessam a internet, 84% dizem ouvir músicas, 73% declaram assistir filmes e séries e 60% dizem assistir shows no ambiente virtual. 

Para a pesquisa, foram ouvidas, por telefone, 1.521 pessoas, de 16 a 65 anos, em todas as regiões do Brasil. Embora o medo de contaminação pelo coronavírus exista na população, entre os entrevistados, 66% pretendem participar de pelo menos uma atividade cultural nos próximos meses o que aumenta a expectativa para a retomada do setor de entretenimento.

A pesquisa aferiu também o interesse dos brasileiros em participar de atividades on-line daqui para a frente, mesmo com a flexibilização da economia. Dos respondentes, 57% disseram ter interesse em acompanhar pela internet programas ao vivo com a participação de artistas, pensadores criativos e outros convidados discutindo arte, problemáticas atuais e ideias.



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Setores do entretenimento se adaptam ao 'novo normal'

Profissionais e comerciantes da área acreditam que principal obstáculo será convencer o público de que os espaços são seguros; série Desafios Pós-Covid será publicada toda semana

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

26/10/2020 | 00:01


A queda no número de casos e mortes por Covid e a consequente retomada gradativa das atividades econômicas têm levado cada vez mais pessoas as ruas. A nova série do Diário Desafios pós-Covid, abordará todas as segundas-feiras como áreas específicas da sociedade se preparam para receber o público e quais adversidades esperam encontrar. Iniciamos a sequência de reportagens hoje com destaque para a reabertura dos espaços de lazer. Profissionais da área acreditam que a maior dificuldade nessa nova etapa será mostrar para as pessoas que frequentar os locais pode e deve ser seguro, desde que respeitadas todas as regras sanitárias.

Desde o dia 6 de julho, bares e restaurantes reabriram as portas no Grande ABC. Na semana passada, foi a vez das salas de cinema, teatros, galerias, pinacotecas e museus poderem, enfim, retomar as atividades presenciais depois de sete meses fechados. Os espaços, porém, têm de atuar com 60% da capacidade, além de assegurar distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas e disponibilizar álcool gel e ventilação adequada nos ambientes.

Se por um lado a população está ávida por lazer, por outro, existe o receio de que, com um pouco mais de pessoas em locais fechados, a contaminação do coronavírus seja facilitada, o que o produtor musical, Fran Carlo, 45 anos, acredita se tratar do “grande desafio do setor cultural”. “Acho que as pessoas ficaram tanto tempo em casa que terão mais vontade de sair. Elas só precisam ter segurança de que não vão se contaminar. E isso é que será difícil, convencer o público de que haverá estrutura preparada”, avalia.

O profissional acredita que o investimento em publicidade não será só de divulgação dos espetáculos, mas também esclarecendo ao público os métodos de segurança que serão ofertados pelos espaços. Além disso, Fran Carlo destaca que as casas tiveram de realizar manutenções, sobretudo no ar-condicionado, para que a retomada fosse possível. “Deixo claro que a pandemia vai fortalecer a qualidade dos espaços e, quando o público voltar, será ávido por arte e cultura.” Fran Carlo pontuou ainda que o prejuízo que o setor sofreu “é incalculável” e acredita que agora o ganho seja menor, diante do corte de público.

No Grande ABC, as prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano já publicaram decreto permitindo a retomada de alguns setores do entretenimento, como cinemas, teatros e casas de shows, desde que respeitadas as regras sanitárias. O Paço andreense explicou, em nota, que estudo como será a volta dos espetáculos no Teatro Municipal, que está fechado desde o início da pandemia. “A Secretaria de Cultura elabora estudo para abertura gradual de equipamentos culturais públicos, de forma que se possa garantir a segurança de munícipes e funcionários, mas sem data definida ainda”, diz a nota, que avalia os obstáculos dessa retomada. “O principal desafio será retomar a confiança do público e, de forma criativa, desenvolver programações híbridas (presencial e virtual) que atendam os protocolos de segurança e as demandas de público.” 

Agente cultural do Apostrophe Bar, no Centro de Santo André, Diego Ósi, 34, estima que o prejuízo do período em que se manteve de portas fechadas tenha sido em torno de R$ 80 mil. “Por enquanto, estamos fazendo nosso drive-thru com lanches, salgados e bebidas. Ainda não sabemos o que esperar daqui para frente. O setor cultural depende do contato direto entre as pessoas” comentou. 

Proprietária do Dona Ida Bar, na Vila Alzira, também no município andreense, Aline Coelho Carboni, 39, havia aberto o espaço há cinco meses quando a pandemia se instalou. “Foi bem difícil. Meu prejuízo foi de cerca de R$ 100 mil. A reabertura está devagar, o movimento é tímido, porque as pessoas ainda têm medo. Hoje (sexta-feira) vamos fazer nosso primeiro show noturno para sentir como o público reagirá e se vamos ter mais movimento”, disse esperançosa, reforçando a opinião de que retomar a confiança dos clientes é o principal desafio.

A Cervejaria Madalena, no Campestre, em Santo André, retomou os eventos presenciais na semana passada. Durante o período mais crítico da quarentena, a rede ofereceu chopp de fabricação própria por sistema drive-thru, além de ter espalhados carretas pelas cidades do Grande ABC em postos de combustível e estacionamentos para seguir atendendo os consumidores. “Estamos há dez anos no mercado, temos um público fiel e se ele estava isolado em casa, tivemos que facilitar o acesso aos nossos produtos. Os postos de combustíveis ficam em locais estratégicos, sempre de muito fluxo. Essa parceria está sendo um sucesso e se mantém mesmo com a reabertura gradual do bar-fábrica”, explica Renan Leonessa, gerente de marketing da Cervejaria Madalena, feliz pela descoberta de um novo nicho comercial.

Sobre a retomada, Leonessa acredita que os desafios serão superados com a união entre o público e os estabelecimentos quanto ao cumprimento das regras sanitárias. “Estamos atentos a todas as normas e procedimentos para garantir a segurança de nossos colaboradores e clientes, oferecendo um ambiente seguro e uma gastronomia especial, acompanhada de uma cerveja artesanal de primeira qualidade”, afirma o gerente de marketing da marca.

Documentário discute fases do stand-up comedy na pandemia

Levar alegria e tirar sorrisos das pessoas é a meta das casas de <stand-up comedy, de comediantes e de produtores do setor. No entanto, 2020 entristeceu não só os espaços destinados ao riso, mas também toda a cadeia profissional que existe por trás de um espetáculo.

Na retomada do setor, ainda tímida, o desafio das casas será se reestruturar. Para mostrar o lado ‘por trás do palcos’ e levar à população conhecimento de como o setor teve de se virar na pandemia, o documentário Produzindo Risos, realizado pela Casa de Artistas e dirigido por Guilherme Araújo, mostra panorama geral do mercado de stand-up comedy antes, durante e o que esperam no pós-Covid, através do depoimento de 46 produtores que atuam em diversas regiões do Brasil e até do Exterior. “Depois de fazer o cancelamento de mais de 150 shows, arcar com o prejuízo e deixar de movimentar cerca R$ 2 milhões no mercado, decidi que era hora de entender como o setor estava lidando com essa situação, sob uma visão macro”, explicou Araújo.

O fundador da Casa de Artistas disse ainda que, quando se fala em teatro, as pessoas pensam diretamente nos artistas, mas, além deles, existem profissionais que fazem os shows acontecerem e o sofrimento da paralisação afetou todo o setor. Para ele, o desafio no pós-Covid será mostrar à população que a culpa da pandemia não é das casas de show. “Somos o único setor do Brasil que ainda está com tantas dificuldades para retomada. Quando se vê igrejas, metrôs, ônibus, completamente lotados, vemos que a cultura é muito desprestigiada e, por conta disso, esse será nosso principal desafio. Mostrar que nós não somos os responsáveis pela pandemia e que queremos trabalhar. Cumprindo tudo que é necessário”, reforçou.

Proprietário do Hillarius Comedy Bar, na Avenida Dom Pedro II, em Santo André, Léo Veloso, 45 anos, ficou com a casa fechada de março a agosto, mantendo o estabelecimento somente com o valor que tinham acumulado em outros meses. Para não perder os shows, o Hillarius transferiu as datas, sem ter de cancelar a agenda e agora retomam a programação.

“Tinha receio de as pessoas ficarem com medo de ir na casa, por ser lugar fechado. Mas desde que pudemos reabrir o bar tivemos bom movimento. O pessoal estava sedento por diversão e estão buscando o lazer, com cautela, mas não deixaram de ir”, comemorou, reforçando que todos os cuidados têm sido respeitados. “Utilização de máscara é obrigatória no local. Além disso, temos recebido somente 60% de público, cumprindo o distanciamento necessário. Estamos mantendo a casa cheia, dentro do permitido, todos os dias”, contou Léo.

Para ele, o mercado da comédia não corre risco de torna-se oficialmente virtual. “As pessoas gostam de ir presencialmente <CF51>(em shows de comédia)</CF>. O humor precisa da interação com o público, da risada, da palma, diferente da música, que a pessoa consegue curtir da sua casa”, disse, torcendo para que tenham cada vez mais dias engraçados e movimentados. 

Diversão on-line segue na agenda de 53% dos brasileiros, garante pesquisa

A determinação de ficar em casa imposta pelos governos estadual e municipal desde o início da pandemia, em março, fez com que a população buscasse novas formas para se divertir. O formato on-line tornou-se uma das únicas opções, principalmente porque oferecia segurança e serviu para diminuir o tédio das pessoas, sobretudo com lives musicais e conteúdos culturais em vídeo que tomaram contra das páginas da internet.

Utilizar essa forma de lazer é vista com bons olhos por 53% das pessoas entrevistadas pelo Datafolha, em levantamento realizado em parceria com o Itaú Cultural. A pesquisa ainda revelou que 57% dos brasileiros passaram a usar mais a internet durante a pandemia, sendo que 36% mantiveram o padrão de acesso desde o início do confinamento e apenas 7% reduziram suas atividades virtuais. Entre os que acessam a internet, 84% dizem ouvir músicas, 73% declaram assistir filmes e séries e 60% dizem assistir shows no ambiente virtual. 

Para a pesquisa, foram ouvidas, por telefone, 1.521 pessoas, de 16 a 65 anos, em todas as regiões do Brasil. Embora o medo de contaminação pelo coronavírus exista na população, entre os entrevistados, 66% pretendem participar de pelo menos uma atividade cultural nos próximos meses o que aumenta a expectativa para a retomada do setor de entretenimento.

A pesquisa aferiu também o interesse dos brasileiros em participar de atividades on-line daqui para a frente, mesmo com a flexibilização da economia. Dos respondentes, 57% disseram ter interesse em acompanhar pela internet programas ao vivo com a participação de artistas, pensadores criativos e outros convidados discutindo arte, problemáticas atuais e ideias.

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