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‘Incerteza relevante’


Do Diário do Grande ABC

22/10/2020 | 23:59


Para os entusiastas e defensores do Grande ABC, como este Diário, é triste acompanhar a derrocada de uma das maiores empresas regionais, a operadora de turismo CVC, fundada em 1972 na cidade de Santo André pelos empresários Guilherme Paulus e Carlos Vicente Cerchiari – às iniciais de quem a companhia deve o nome com o qual se consolidou no mercado. Após arranhar boa parte da credibilidade conquistada em quase cinco décadas de atuação ao admitir erros contábeis em seu balanço, a companhia de viagens vê agora o seu futuro ameaçado. A turbulência interna é tão forte que a continuidade do conglomerado já começa a ser questionada.

Divulgado na terça-feira, parecer da KPMG, empresa que presta serviço de auditoria à CVC, expõe preocupação com o futuro da operadora. Os reiterados prejuízos, agravados pelo impacto causado no mercado global de turismo pela pandemia do novo coronavírus, colocam em xeque a sobrevivência da empresa. Textualmente o documento diz que o cenário “indica existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da companhia”.

Embora a companhia tente demonstrar tranquilidade em comunicado aos acionistas e também aos clientes, não se pode deixar de notar a frequência com que a CVC tem protagonizado episódios controversos nos últimos tempos, especialmente ligados às suas contas. A pergunta é: o que está ocorrendo intramuros?

A preocupação é legítima. O desaparecimento de empresa como a CVC, uma das grandes geradoras de impostos e vagas de emprego, representaria verdadeira catástrofe para a economia do Grande ABC. Afinal, a região ainda não se recuperou das recentes saídas da Ford e da Mangels, esta a sexta companhia de capital aberto remanescente, junto à própria operadora de turismo, a Bombril, a Tegma, a Gafisa e a Via Varejo – a Fibam, que seria a sétima, teve suspenso em junho o registro junto ao CVM (Conselho de Valores Mobiliários) por deixar de prestar informações obrigatórias ao mercado. 



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‘Incerteza relevante’

Do Diário do Grande ABC

22/10/2020 | 23:59


Para os entusiastas e defensores do Grande ABC, como este Diário, é triste acompanhar a derrocada de uma das maiores empresas regionais, a operadora de turismo CVC, fundada em 1972 na cidade de Santo André pelos empresários Guilherme Paulus e Carlos Vicente Cerchiari – às iniciais de quem a companhia deve o nome com o qual se consolidou no mercado. Após arranhar boa parte da credibilidade conquistada em quase cinco décadas de atuação ao admitir erros contábeis em seu balanço, a companhia de viagens vê agora o seu futuro ameaçado. A turbulência interna é tão forte que a continuidade do conglomerado já começa a ser questionada.

Divulgado na terça-feira, parecer da KPMG, empresa que presta serviço de auditoria à CVC, expõe preocupação com o futuro da operadora. Os reiterados prejuízos, agravados pelo impacto causado no mercado global de turismo pela pandemia do novo coronavírus, colocam em xeque a sobrevivência da empresa. Textualmente o documento diz que o cenário “indica existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da companhia”.

Embora a companhia tente demonstrar tranquilidade em comunicado aos acionistas e também aos clientes, não se pode deixar de notar a frequência com que a CVC tem protagonizado episódios controversos nos últimos tempos, especialmente ligados às suas contas. A pergunta é: o que está ocorrendo intramuros?

A preocupação é legítima. O desaparecimento de empresa como a CVC, uma das grandes geradoras de impostos e vagas de emprego, representaria verdadeira catástrofe para a economia do Grande ABC. Afinal, a região ainda não se recuperou das recentes saídas da Ford e da Mangels, esta a sexta companhia de capital aberto remanescente, junto à própria operadora de turismo, a Bombril, a Tegma, a Gafisa e a Via Varejo – a Fibam, que seria a sétima, teve suspenso em junho o registro junto ao CVM (Conselho de Valores Mobiliários) por deixar de prestar informações obrigatórias ao mercado. 

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